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Mercado

Mesmo com defasagem de preços, Petrobras fatura mais com alta do petróleo

13/07/2004 | 00h00
A alta do petróleo no mercado internacional tem beneficiado a Petrobras, apesar da defasagem entre as cotações do mercado mundial e os preços internos da companhia. O diretor financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, revelou nesta terça-feira (13/07) que, para cada dólar de aumento da cotação internacional acima de US$ 23, a empresa embolsa o equivalente a US$ 350 milhões. Se o atual patamar de preços (US$ 35 a US$ 40) persistir até 2010, projetou, isso representará US$ 1 bilhão a mais de receita para a companhia.
O executivo participou nesta terça-feira de um almoço com empresários, no Rio, promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef). Na ocasião, explicou que o planejamento estratégico da companhia, para o período 2004-2010, leva em consideração, a título de projeção de cenários, um barril a US$ 23, o que balizaria tal cálculo. Na ocasião, Gabrielli também justificou que um dos fatores que tem impedido a Petrobras de aumentar a gasolina, de modo a corrigir a atual defasagem de preços, é a queda que imediatamente se verifica, como resultado, no consumo do combustível.
"A demanda do mercado hoje é elástica. Toda vez que aumentamos o preço, a demanda cai. Por isso é que não aumentamos", resumiu o executivo.
Embora a diretoria da Petrobras tenha vislumbrado, segundo Gabrielli, uma melhora do mercado financeiro mundial nas últimas semanas, a companhia não se vê obrigada a promover novas captações a curto prazo. Com o aumento da receita oriunda da alta internacional do petróleo, justificou, a Petrobras passa a ter uma menor necessidade de recorrer ao mercado internacional de títulos (dívida) para rechear o caixa com novos recursos.
Ele argumenta que qualquer nova captação que venha a ocorrer nos próximos meses terá por único objetivo alongar o perfil da dívida bruta da companhia, hoje de US$ 22 bilhões. A empresa pretende amortizar um total de US$ 19,6 bilhões até 2010, mesmo período em que planeja captar US$ 16,1 bilhões. Isso resultará, ao final do período, em uma queda líquida do montante total para US$ 3 bilhões.
Com relação aos preços internacionais, o executivo pareceu destoar do consenso da indústria mundial, que prevê a consolidação das cotações do petróleo na casa dos US$ 40. Ele enumerou razões como a desaceleração do crescimento da economia chinesa e avaliações do mercado que apontam a possibilidade de uma recuperação da economia americana menor do que o esperado, por conta da recente elevação da taxa de juros daquele país. Gabrielli também citou os valores dos contratos futuros de petróleo para dois anos, atualmente negociados a US$ 30, como um fator que se deve levar em conta nesse tipo de análise.

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