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Economia

Mercado vê lucro menor na Petrobras

25/02/2014 | 09h22

 

O resultado do quarto trimestre de 2013 que a Petrobras apresentará hoje, após o fechamento do mercado, pode ser o menor para esse período registrado nos últimos nove anos. A média das projeções do Credit Suisse, Deutsche Bank, Itaú BBA, HSBC e Goldman Sachs indica queda de 40,4% do lucro líquido no último trimestre de 2013 (R$ 4,62 bilhões), na comparação com os últimos três meses do ano anterior (R$ 7,75 bilhões).
Entre as cinco estimativas obtidas pelo Valor, a mais otimista é a do HSBC, que prevê lucro líquido de R$ 4,90 bilhões para a empresa. Já o Credit Suisse fez a projeção mais baixa, de R$ 4,30 bilhões. A média das projeções das cinco casas de análise para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da petroleira no quarto trimestre de 2013 é de R$ 15,24 bilhões. O valor é 27,5% superior aos R$ 11,94 bilhões apresentado pela companhia no ano anterior.
O resultado do ultimo trimestre do ano passado foi amenizado pelo reajuste dos preços dos combustíveis no fim de 2013 e pelo efeito não recorrente das vendas de ativos no Peru para a chinesa CNPC, no valor de US$ 2,6 bilhões, e da participação de 35% da Petrobras no BC-10, que rendeu US$ 1,64 bilhão.
No fim de novembro, a Petrobras aprovou reajuste de 4% para o preço da gasolina e de 8% para o preço do óleo diesel. Já as vendas de ativos terão impacto no lucro líquido e na dívida líquida da estatal em proporções que só poderão ser conhecidas hoje, já que não se conhece o valor pelo qual esses ativos estavam contabilizados.
"As perdas na área de refino [no quarto trimestre] deverão ser menores do que o esperado, com um Ebitda de R$ 4,9 bilhões. Os resultados no refino deverão refletir o reajuste de preços em novembro, defasagem menor entre preços domésticos e internacionais e ausência de paradas de refinarias", afirma o Deutsche Bank, em relatório assinado pelo analista Marcus Sequeira. Para o banco alemão, a companhia deverá fechar o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 4,5 bilhões e Ebitda de R$ 15 bilhões.
O HSBC calcula que a venda de ativos da Petrobras no Peru pode ter um impacto não-recorrente de US$ 2,6 bilhões no Ebitda da empresa. Os analistas do Itaú BBA chamam a atenção para o fato de que a adoção da contabilidade de hedge pela estatal vai amortecer os impactos da desvalorização de 6,3% do real frente ao dólar nos últimos três meses do ano. Contudo, dependendo do valor do investimento realizado no último trimestre, a alavancagem medida pela dívida líquida dividida pelo Ebitda pode ter chegado perto de 3,5 vezes, quando a meta da Petrobras é que fique em 2,5 vezes.
No terceiro trimestre de 2013, esse resultado estava em 2,9 vezes quando anualizado pelos 12 meses anteriores. As projeções do Itaú BBA não incorporam a receita com a venda da participação no BC-10.
Apesar do resultado ruim no último trimestre do ano, a Petrobras deve mostrar um desempenho em 2013 melhor do que no ano anterior. A média de cinco casas de análise (Bank of America Merrill Lynch, Deutsche Bank, Itaú BBA, HSBC e Goldman Sachs) indica um crescimento de 6,7% do lucro líquido da Petrobras em 2013, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 22,6 bilhões. Em 2012, a estatal lucrou R$ 21,182 bilhões.
Entre os cinco bancos, a previsão mais alta de lucro líquido é a do Bank of America Merrill Lynch, de R$ 25,406 bilhões. Na outra ponta, a previsão mais baixa para o resultado da companhia é do Itaú BBA, de R$ 21,769 bilhões. A média entre as projeções dos bancos indica uma receita líquida de R$ 302,1 bilhões em 2013, com alta de 7,37% frente aos R$ 281,4 bilhões apurados em 2012. Na mesma comparação, a previsão é de elevação de 19,2% para o Ebitda, totalizando R$ 63,685 bilhões.
Para os analistas, mais do que o balanço da petroleira, as atenções com relação à companhia agora estão voltadas, principalmente, para a curva de produção de 2014 e a revisão do planejamento estratégico. As duas informações serão divulgadas hoje, junto com o balanço de 2013. A Petrobras está colocando em operação um número de plataformas nunca antes vista na história da indústria, que vão adicionar 840 mil barris/dia à sua produção.
Segundo o Deutsche Bank, a Petrobras também deverá anunciar pagamento de dividendos hoje. A expectativa do banco alemão é que a petroleira anuncie dividendos de R$ 0,48 por ação ON e R$ 0,95 por papel PN.
Amanhã a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e diretores da companhia se reunirão com analistas do mercado financeiro e depois darão entrevista para jornalistas. Entre os pontos cruciais do plano estratégico estão o volume de investimentos, a rampa de crescimento da produção de petróleo, assunções para a taxa de câmbio e preços do óleo no mercado internacional.
Frank McGann e Vicente Falange Neto, analistas do Bank of America Merrill Lynch ressaltaram em relatório para clientes que uma das questões mais importantes a ser observada no plano será a flexibilidade, ou não, que a Petrobras terá para administrar seus investimentos considerando os limites do fluxo de caixa impostos pelo controle de preços da gasolina e diesel.
"Para refletir esse ambiente menos favorável, esperamos que a Petrobras possa ter alguma flexibilidade de investimentos se o ambiente for mais ou menos favorável. Isso poderia ajudar a dar um sinal ao mercado de que a Petrobras, apoiada pelo governo, vai manter sua integridade financeira", afirmam os analistas.
Segundo o HSBC, as expectativas de mercado podem ser afetadas pelo nível de alavancagem da empresa. O banco estima investimentos variando entre US$ 230 bilhões e US$ 250 bilhões.

O resultado do quarto trimestre de 2013 que a Petrobras apresentará hoje, após o fechamento do mercado, pode ser o menor para esse período registrado nos últimos nove anos. A média das projeções do Credit Suisse, Deutsche Bank, Itaú BBA, HSBC e Goldman Sachs indica queda de 40,4% do lucro líquido no último trimestre de 2013 (R$ 4,62 bilhões), na comparação com os últimos três meses do ano anterior (R$ 7,75 bilhões).


Entre as cinco estimativas obtidas pelo Valor, a mais otimista é a do HSBC, que prevê lucro líquido de R$ 4,90 bilhões para a empresa. Já o Credit Suisse fez a projeção mais baixa, de R$ 4,30 bilhões. A média das projeções das cinco casas de análise para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da petroleira no quarto trimestre de 2013 é de R$ 15,24 bilhões. O valor é 27,5% superior aos R$ 11,94 bilhões apresentado pela companhia no ano anterior.


O resultado do ultimo trimestre do ano passado foi amenizado pelo reajuste dos preços dos combustíveis no fim de 2013 e pelo efeito não recorrente das vendas de ativos no Peru para a chinesa CNPC, no valor de US$ 2,6 bilhões, e da participação de 35% da Petrobras no BC-10, que rendeu US$ 1,64 bilhão.


No fim de novembro, a Petrobras aprovou reajuste de 4% para o preço da gasolina e de 8% para o preço do óleo diesel. Já as vendas de ativos terão impacto no lucro líquido e na dívida líquida da estatal em proporções que só poderão ser conhecidas hoje, já que não se conhece o valor pelo qual esses ativos estavam contabilizados.


"As perdas na área de refino [no quarto trimestre] deverão ser menores do que o esperado, com um Ebitda de R$ 4,9 bilhões. Os resultados no refino deverão refletir o reajuste de preços em novembro, defasagem menor entre preços domésticos e internacionais e ausência de paradas de refinarias", afirma o Deutsche Bank, em relatório assinado pelo analista Marcus Sequeira. Para o banco alemão, a companhia deverá fechar o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 4,5 bilhões e Ebitda de R$ 15 bilhões.


O HSBC calcula que a venda de ativos da Petrobras no Peru pode ter um impacto não-recorrente de US$ 2,6 bilhões no Ebitda da empresa. Os analistas do Itaú BBA chamam a atenção para o fato de que a adoção da contabilidade de hedge pela estatal vai amortecer os impactos da desvalorização de 6,3% do real frente ao dólar nos últimos três meses do ano. Contudo, dependendo do valor do investimento realizado no último trimestre, a alavancagem medida pela dívida líquida dividida pelo Ebitda pode ter chegado perto de 3,5 vezes, quando a meta da Petrobras é que fique em 2,5 vezes.


No terceiro trimestre de 2013, esse resultado estava em 2,9 vezes quando anualizado pelos 12 meses anteriores. As projeções do Itaú BBA não incorporam a receita com a venda da participação no BC-10.


Apesar do resultado ruim no último trimestre do ano, a Petrobras deve mostrar um desempenho em 2013 melhor do que no ano anterior. A média de cinco casas de análise (Bank of America Merrill Lynch, Deutsche Bank, Itaú BBA, HSBC e Goldman Sachs) indica um crescimento de 6,7% do lucro líquido da Petrobras em 2013, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 22,6 bilhões. Em 2012, a estatal lucrou R$ 21,182 bilhões.


Entre os cinco bancos, a previsão mais alta de lucro líquido é a do Bank of America Merrill Lynch, de R$ 25,406 bilhões. Na outra ponta, a previsão mais baixa para o resultado da companhia é do Itaú BBA, de R$ 21,769 bilhões. A média entre as projeções dos bancos indica uma receita líquida de R$ 302,1 bilhões em 2013, com alta de 7,37% frente aos R$ 281,4 bilhões apurados em 2012. Na mesma comparação, a previsão é de elevação de 19,2% para o Ebitda, totalizando R$ 63,685 bilhões.


Para os analistas, mais do que o balanço da petroleira, as atenções com relação à companhia agora estão voltadas, principalmente, para a curva de produção de 2014 e a revisão do planejamento estratégico. As duas informações serão divulgadas hoje, junto com o balanço de 2013. A Petrobras está colocando em operação um número de plataformas nunca antes vista na história da indústria, que vão adicionar 840 mil barris/dia à sua produção.


Segundo o Deutsche Bank, a Petrobras também deverá anunciar pagamento de dividendos hoje. A expectativa do banco alemão é que a petroleira anuncie dividendos de R$ 0,48 por ação ON e R$ 0,95 por papel PN. Amanhã a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e diretores da companhia se reunirão com analistas do mercado financeiro e depois darão entrevista para jornalistas. Entre os pontos cruciais do plano estratégico estão o volume de investimentos, a rampa de crescimento da produção de petróleo, assunções para a taxa de câmbio e preços do óleo no mercado internacional.


Frank McGann e Vicente Falange Neto, analistas do Bank of America Merrill Lynch ressaltaram em relatório para clientes que uma das questões mais importantes a ser observada no plano será a flexibilidade, ou não, que a Petrobras terá para administrar seus investimentos considerando os limites do fluxo de caixa impostos pelo controle de preços da gasolina e diesel.


"Para refletir esse ambiente menos favorável, esperamos que a Petrobras possa ter alguma flexibilidade de investimentos se o ambiente for mais ou menos favorável. Isso poderia ajudar a dar um sinal ao mercado de que a Petrobras, apoiada pelo governo, vai manter sua integridade financeira", afirmam os analistas.


Segundo o HSBC, as expectativas de mercado podem ser afetadas pelo nível de alavancagem da empresa. O banco estima investimentos variando entre US$ 230 bilhões e US$ 250 bilhões.

 



Fonte: Valor Econômico
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