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Mercado

Mercado ignora fatores de risco e as cotações ficam abaixo de US$ 60

08/01/2007 | 00h00

Depois de um ano que se caracterizou por altas históricas das cotações do petróleo, os preços parecem voltar a se equilibrar neste início de 2007. Entretanto, persistem muitos dos fatores que em certos momentos levaram os mercados à beira do pânico. Os analistas concordam que a estabilização das cotações - embora em um patamar ainda elevado - se deveu a uma redução das tensões geopolíticas e a uma demanda inferior ao previsto de combustível para calefação, devido a temperaturas inusitadamente amenas na região nordeste dos Estados Unidos, a que registra o maior consumo do planeta.

Contradizendo os analistas que haviam previsto US$ 100 para o barril para o final do ano passado, o WTI encerrou 2006 na Bolsa de Mercadorias de Nova York com mesma cotação do final do ano anterior, apesar das fortes oscilações que sofreu no decorrer do ano.

Nas primeiras sessões do ano, os preços caíram abaixo dos US$ 60 o barril, tanto em Londres quanto em Nova York. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril do WTI para entrega em fevereiro encerrou a semana cotado a US$ 56,31. Em Londres, o Brent também alcançou um novo patamar, fechando a US$ 55,64 o barril, depois de ter sido negociado durante o pregão a US$ 54,50, algo inédito desde 30 de novembro de 2005.

"A razão desta baixa deve-se às temperaturas no nordeste dos Estados Unidos, que são incríveis. Enquanto não houver uma onda de frio, os preços continuarão pressionados", disse na quarta-feira Bruce Evers, analista do banco Investec. "Segundo os serviços meteorológicos, a demanda americana de combustível foi 33% inferior à normal durante a semana encerrada no dia 6 de janeiro", comentou Michael Davies, analista da corretora Sucden.

Por enquanto, as temperaturas são suficientes para fazer frente à influência de fatores altistas, como a redução de mais de 14 milhões de barris de reserva de petróleo americano, nas duas semanas anteriores a 22 de dezembro. Entretanto, os analistas concordam que a aparente estabilidade do mercado dificilmente se manterá durante todo o ano de 2007, pois perduram os elementos que levaram as cotações às alturas no ano passado. No contexto da baixa conjuntural da demanda nos EUA, os operadores relativizam, ou até mesmo ignoram, fatores de risco geopolítico que afetaram os preços em 2006 e que continuam existindo, como Irã, Nigéria ou Iraque.

Embora as tensões entre Teerã e a comunidade internacional a respeito da questão nuclear possam ter-se agravado em conseqüência das sanções aplicadas em dezembro ao Irã pelo Conselho de Segurança, a curto prazo parece muito pouco provável que a república islâmica suspenda ou reduza suas exportações de petróleo.

A situação melhorou na Nigéria, o maior produtor africano de petróleo, onde, há uma semana, um acidente em um oleoduto tirou a vida de 284 pessoas. Contudo, outros focos potenciais de tensão permanecem vivos no Oriente Médio e na Coréia do Norte, novo sócio do clube nuclear, enquanto não cessam de piorar as relações entre Washington e Caracas.

Além das tensões geopolíticas, cabe levar em conta a temporada de furacões na região do Golfo do México, entre agosto e novembro, que em 2005 teve conseqüências catastróficas para as plataformas na região.

 

Fonte: Gazeta Mercantil



Fonte: Gazeta Mercantil
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