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Energia elétrica

Melhora das afluências reduz PLD de junho nos submercados Sudeste e Sul

31/05/2016 | 11h17

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apresentou nesta segunda-feira (30/5),análise do comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças - PLD de maio e para o início de junho. As afluências mais elevadas que o esperado nas regiões Sudeste e Sul e manutenção dos níveis dos reservatórios contribuem para a queda do PLD nesses submercados.

“Notamos uma melhora das afluências na região Sudeste, especialmente nas últimas duas semanas. No Sul, mesmo com o enfraquecimento do El Niño, também observamos ENAs elevadas, mantendo as afluências acima da média (113%) para o mês de maio”, destaca o gerente de preço da CCEE, Rodrigo Sacchi.

Esse aumento das chuvas no Sudeste e no Sul possibilitou que os níveis de armazenamento dos reservatórios do SIN mantivessem níveis acima do esperado, sem reduções significativas, típicas do período seco. Houve aumento de 3,4% nos níveis do Sul e no Sudeste, que trazia a expectativa de queda mais acentuada, manteve o armazenamento em 56,7%, redução de apenas 0,9%. Os níveis do Norte e Nordeste fecharam maio com 62,5% e 30,5%, respectivamente.

Em razão desse cenário otimista de afluências e armazenamento, a previsão é que os preços no Sudeste e no Sul ainda fiquem reduzidos em junho, mas voltem a subir no mês seguinte. “A Expectativa é que o PLD de julho e agosto fique mais elevado nos submercados Sudeste, Sul e Norte, voltando a cair apenas no último trimestre do ano, aproximando-se do valor mínimo (R$ 30/MWh) em dezembro”, analisa o executivo.

O PLD do Nordeste segue acima dos R$ 100/MWh nos próximos meses, podendo ser ligeiramente reduzido ao final do ano. No entanto, segundo projeção para os próximos 14 meses, há a expectativa de aumento significativo para o preço do Nordeste em março e abril do próximo ano.

Na análise da carga de energia prevista para todo o Sistema Interligado Nacional – SIN, foi notado um aumento de 3,4% para maio e de 2,8% para junho, na comparação dos índices previstos ainda no começo do ano. Segundo Sacchi, esse aumento na carga esperada no período é um reflexo do aumento do consumo no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Já o fator de ajuste do MRE para maio deve ficar em torno de 90%, com expectativa de chegar a 92,7% em junho. Considerando a repactuação do risco hidrológico, que considera a sazonalização “flat”, maio registraria 87,7%, enquanto junho alcançaria 90,9%, fechando 2016 em 88,2% em ambos os cenários.

Os Encargos de Serviços do Sistema - ESS para maio devem totalizar R$ 208 milhões. “Em junho, a expectativa é que esse montante se reduza para R$ 111 milhões, muito em função do aumento do PLD e do CMO nas regiões Norte e Nordeste. Para 2016, o ESS consolidado deve ser de R$ 3 bilhões, valor significativamente menor ao do ano passado (R$ 5,6bi), muito em função da redução do despacho térmico por segurança energética”, completa Sacchi.

Entenda o PLD

O PLD é o preço de referência do mercado de curto prazo, utilizado para precificar o que foi gerado e o que foi consumido de energia elétrica por todos os participantes do mercado (que operam no âmbito da CCEE).

A CCEE apura mensalmente o total de energia consumido pelos consumidores que compram no Ambiente de Comercialização Livre - ACL e pelos cativos do Ambiente de Contratação Regulado - ACR. Os contratos negociados no mercado livre, fechados entre o comprador e o vendedor (pelos geradores, comercializadores e consumidores livres e especiais) e pagos bilateralmente, também são registrados na CCEE. Por sua vez, no mercado cativo os contratos são fechados em leilões regulados pelo governo, informações também registradas pela CCEE. Caso haja mais consumo ou geração do que os montantes contratuais registrados, essas diferenças são liquidadas mensalmente no mercado spot (à vista ou de curto prazo, como também é conhecido). Todos os devedores(subcontratados) pagam em igual proporção para os credores (sobre contratados).



Fonte: Assessoria CCEE/Redação
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