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Commodities

Melhor trimestre desde 2010 apesar de Brexit

30/06/2016 | 15h33

Os investidores em commodities não estão permitindo que o choque do Brexit estrague seus três melhores meses desde 2010.

A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia sacudiu os mercados, mas ainda assim as matérias-primas tiveram um desempenho superior ao das ações, dos títulos e do dólar no segundo trimestre, com um retorno de 13 por cento. O Bloomberg Commodity Index entrou em um bull market neste mês porque o petróleo subiu para mais de US$ 50 por barril e os preços de tudo, do farelo de soja ao zinco, aumentaram. O índice continua com uma baixa de 50 por cento em relação ao pico registrado em 2011.

"Os investidores agora estão minimizando a importância do impacto do Brexit porque o mercado já o levou em conta", disse Will Yun, analista de commodities da Hyundai Futures, por telefone, de Seul. "Como a abundância da oferta está diminuindo, o mercado está no caminho do reequilíbrio, porque parece que por enquanto o pior já passou, já chegamos ao fundo do poço".

Os preços das commodities se recuperaram devido à especulação de que interrupções da oferta e cortes de produção estão acabando com os excedentes que provocaram a maior queda dos preços em uma geração, ao mesmo tempo em que a demanda mundial dá sinais de melhora. O Citigroup disse no mês passado que as commodities haviam virado a página e aumentou suas projeções para tudo, dos metais aos grãos, em meio a uma recuperação encabeçada pelo petróleo.

Recuperação do petróleo

O petróleo Brent se recuperou de todas as perdas após ter tido a maior queda desde fevereiro nos dois dias seguintes à votação do Brexit, na semana passada. A redução dos estoques dos EUA e as interrupções da oferta do Canadá à Nigéria intensificaram a especulação de que o mercado está subindo de forma lenta, mas constante. Os futuros para liquidação em agosto eram negociados a US$ 50,01 por barril na bolsa ICE Futures Europe às 12h43 desta quinta-feira em Londres, uma alta de 27 por cento no trimestre.

Três dos cinco melhores desempenhos no Bloomberg Commodity Index neste trimestre são commodities agrícolas, encabeçadas pelo farelo de soja, que deu um retorno de 47 por cento durante o período porque condições climáticas extremas ameaçam as safras na América Latina. Os investidores estão convergindo para as commodities agrícolas ao ritmo mais acelerado desde a seca de 2012, disse o Goldman Sachs Group nesta semana.

O gás natural, a commodity de energia mais forte no Bloomberg Index, deu retorno de 28 por cento neste trimestre depois que os preços caíram em março para o mínimo desde 1999. A redução da produção de xisto e as temperaturas acima da média provocadas pelo fenômeno climático La Niña fizeram com que as empresas armazenassem 27 por cento menos gás no trimestre do que a média de 2011 a 2015.

Embora os mercados de commodities estejam dando sinais de melhora, um avanço significativo vai demorar mais, à medida que os desequilíbrios sejam solucionados, de acordo com Yun.

"O mercado como um todo só verá uma recuperação significativa dos preços no próximo ano, depois de um aumento gradual no segundo semestre de 2016", disse ele.

 



Fonte: Bloomberg - 30/06/2016
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