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Financiamento

MCTI já tem planos para possível empréstimo de US$ 2 bilhões junto ao BID

30/09/2015 | 13h53

 

O ano de 2015 está marcado pelas diversas adequações no orçamento do País para equilibrar as contas públicas dos próximos anos. São várias as áreas afetadas por contingenciamentos, entre elas, a de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). Para superar a fase e não interromper o andamento de projetos importantes do setor, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem negociado um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 2 bilhões, com a possibilidade de ser utilizado pelo governo ainda em 2016.
Em palestra no 2º Congresso Brasileiro de Internet, realizado na última quinta-feira (24/09), em Brasília (DF), a secretária executiva do MCTI, Emília Maria Ribeiro, afirmou que o BID autorizou a liberação dos recursos para o Brasil. Falta agora apenas a chancela do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), na figura da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex).
"A Cofiex, que faz a aprovação do Ministério do Planejamento, já deu o primeiro parecer, fez alguns questionamentos em termos das diligências, tramitação de projetos, que nós do MCTI vamos responder agora”, explicou Ribeiro. “A ideia é que esse recurso já fique disponível para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no ano que vem, e quem vai gerenciar é o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]", informou.
Por meio da entidade, cientistas de todas as áreas do conhecimento obtém recursos para seus estudos. O objetivo é que o dinheiro prospectado junto ao BID seja utilizado ao longo de seis anos para recompor as perdas do MCTI e garantir o fomento às atividades de C,T&I e de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de investimentos no programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).
Segurança cibernética
Na avaliação de Emília Ribeiro, um dos setores no Brasil que mais precisará dos recursos disponibilizados pelo BID será o da segurança cibernética. Segundo a dirigente, o país ainda está aquém da realidade global, por isso necessita urgentemente de investimentos que possibilitem expandir a infraestrutura e capacitar uma nova mão de obra.
"Precisamos ter um investimento maior com relação a segurança na internet, e nesse momento, temos que ter mais infraestrutura e recursos humanos. Essa é a prioridade agora. E quando falo de recursos humanos, me refiro ao conhecimento e transferência de tecnologia na área de TI [tecnologia da informação]", ressaltou a secretária executiva.
De acordo com Ribeiro, um dos primeiros itens na pauta do governo federal para os próximos quatro anos é avançar na segurança cibernética. Conforme os dados do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a invasão de sites do governo para alterar seu conteúdo, também chamado de pichação, representam 23% dos ataques cibernéticos, ficando em primeiro lugar nas ocorrências.

O ano de 2015 está marcado pelas diversas adequações no orçamento do País para equilibrar as contas públicas dos próximos anos. São várias as áreas afetadas por contingenciamentos, entre elas, a de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). Para superar a fase e não interromper o andamento de projetos importantes do setor, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem negociado um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 2 bilhões, com a possibilidade de ser utilizado pelo governo ainda em 2016.

Em palestra no 2º Congresso Brasileiro de Internet, realizado na última quinta-feira (24/09), em Brasília (DF), a secretária executiva do MCTI, Emília Maria Ribeiro, afirmou que o BID autorizou a liberação dos recursos para o Brasil. Falta agora apenas a chancela do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), na figura da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex).

"A Cofiex, que faz a aprovação do Ministério do Planejamento, já deu o primeiro parecer, fez alguns questionamentos em termos das diligências, tramitação de projetos, que nós do MCTI vamos responder agora”, explicou Ribeiro. “A ideia é que esse recurso já fique disponível para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no ano que vem, e quem vai gerenciar é o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]", informou.
Por meio da entidade, cientistas de todas as áreas do conhecimento obtém recursos para seus estudos. O objetivo é que o dinheiro prospectado junto ao BID seja utilizado ao longo de seis anos para recompor as perdas do MCTI e garantir o fomento às atividades de C,T&I e de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de investimentos no programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

Segurança cibernética
Na avaliação de Emília Ribeiro, um dos setores no Brasil que mais precisará dos recursos disponibilizados pelo BID será o da segurança cibernética. Segundo a dirigente, o país ainda está aquém da realidade global, por isso necessita urgentemente de investimentos que possibilitem expandir a infraestrutura e capacitar uma nova mão de obra.

"Precisamos ter um investimento maior com relação a segurança na internet, e nesse momento, temos que ter mais infraestrutura e recursos humanos. Essa é a prioridade agora. E quando falo de recursos humanos, me refiro ao conhecimento e transferência de tecnologia na área de TI [tecnologia da informação]", ressaltou a secretária executiva.

De acordo com Ribeiro, um dos primeiros itens na pauta do governo federal para os próximos quatro anos é avançar na segurança cibernética. Conforme os dados do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a invasão de sites do governo para alterar seu conteúdo, também chamado de pichação, representam 23% dos ataques cibernéticos, ficando em primeiro lugar nas ocorrências.

 



Fonte: Anpei
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