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Energy Summit 2015

Matriz energética receberá investimentos, mas oferta de energia ainda é um desafio

17/09/2015 | 12h15
Matriz energética receberá investimentos, mas oferta de energia ainda é um desafio
Divulgação Divulgação

 

Os investimentos na matriz energética brasileira para os próximos anos foram apresentados na tarde desta quarta, 16, pelo presidente da Empresa Brasileira Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, durante o segundo dia da 16ª edição do Energy Summit, na capital paulista. Segundo ele, “o país possui o terceiro maior potencial hidráulico do mundo com cerca de 206GW, porém apenas um terço disso foi utilizado. Ampliaremos as capacidades da matriz energética brasileira até 2024”.
“Em hidrelétricas, a expansão será de 27 mil MW, sendo que 19 mil MW já estão contratados para atender as usinas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e outras. Para as térmicas fóssil, o aumento será de 10 mil MW, sendo que mais de 5 mil já foram contratadas; em eólica o potencial estimado será de 145,5 ou 272,2 TWh e em fontes renováveis a expansão será de 35 mil MW”. Outras formas de geração de energia (biomassa e fotovoltaica) também serão expandidas ao longo dos próximos anos.
Parte da ampliação energética será realizada por meio de leilões, a exemplo do próximo que acontece em novembro para as contratações das fontes fotovoltaica e eólica. Até o momento, são 1379 projetos cadastrados, a maioria para a contratação de energia eólica. Apenas nos últimos dez anos, metade da contratação dos 78.100 MW de energia foi a partir de leilões.
Outro ponto abordado pelo representante da EPE foi o destaque da fonte fotovoltaica na matriz energética. “Os projetos em energia fotovoltaica estão cada vez mais em destaque. Um exemplo disso é que devido à bandeira vermelha, esta energia já se mostra interessante do ponto de vista do consumidor residencial. Está mais barato comprar a sua energia do que depender de uma distribuidora”, explica.
O diretor da Aneel, Reive Barros dos Santos, também comentou no Energy Summit que a oferta de energia elétrica ainda é um desafio. “Precisamos de uma estratégia de governo para aumentar a troca de informações de modo a que todos os órgãos públicos envolvidos com os processos de licenciamento estejam a par dos processos do setor elétrico. Seria necessário um pacto em torno do desenvolvimento e expansão do sistema. É evidente a necessidade de expandir a rede de transmissão, mas muitas empresas desistem de participar do setor porque sabem da dificuldade e da burocracia existentes”. Reive encerrou indicando que para aumentar o interesse nos leilões de transmissão será necessário reavaliar questões como financiamentos, aspectos regulatórios e licenciamentos ambientais. “Vamos investir R$ 20 milhões neste ano e já contratamos R$ 10 bilhões. Mas percebemos que não há players em número suficiente para atender essa demanda”.
Expectativas – Diretores e presidentes de companhias e empresas do setor elétrico nacional também marcaram presença no Energy Summit para discutir os desafios de curto, médio e longo prazo que o setor ainda deve superar.
Para a presidente do Grupo NeoEnergia, Solange Maria Pinto Ribeiro, um dos gargalos do setor é encontrar novas fontes para garantir a eficiência energética no país. “A distribuição virou a grande agente arrecadadora do setor e superar isso com outras fontes de arrecadação é um desafio. É preciso ter sabedoria para encontrar saídas que não afugentem os investidores que já estão no mercado e incentivar novos players e superar os desafios do país”.
O diretor da Cemig, Evandro Leite Vasconcelos, acredita que uma das alternativas economicamente viáveis para a geração de energia é a utilização de gás nas usinas térmicas. “Os Estados Unidos e a Europa já fazem uso deste recurso; é preciso que o setor elétrico brasileiro alinhe um diálogo com o setor de petróleo e gás para superar barreiras”. Além disso, o diretor também encara como obstáculo a falta de diálogo com órgãos ambientais quando o assunto é licenciamento de áreas para a construção de usinas.
Durante o debate dos presidentes, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, presidente do Grupo CEEE, também trouxe para a pauta a necessidade do setor elétrico nacional atrair novas fontes de energia. “Tivemos retração dos recursos de fontes tradicionais, queda acelerada nos investimentos pela redução do crédito, elevação dos custos financeiros e redução do nível de investimento. Precisamos de uma agenda comum que permita construir um país melhor e que consiga conciliar segurança energética e modicidade tarifária”, afirmou.
A burocracia no setor elétrico e o preço da energia para a indústria também foram destacados pelos executivos. O presidente da Chesf, José Carlos de Miranda Farias, disse que o processo de implantação de transmissão está muito complexo devido às burocracias do próprio setor e órgãos ambientais. “Vejo isso com um dos principais desafios que deve ser superado a curto prazo”.
“O setor elétrico ainda é uma caixa preta para todos. É preciso que companhias deem explicações para todos, pois somos lembrados somente quando falta energia. A sociedade em geral não reconhece a importância e o potencial do setor”, defendeu Raimundo Nonato Alencar de Castro, presidente da Celpa.
Paulo Pedrosa, presidente Executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), lembrou o público do Energy Summit o quão cara está a energia para a indústria. “A energia para a indústria no Brasil é 343% mais cara do que a americana. Isto é, além de termos a energia mais cara, ela é considerada uma das piores para a indústria e consumidores de baixa tensão. Os contratos de energia deveriam ser instrumento de proteção das indústrias contra variação de preços, porém o sistema promove transferências de custos e riscos entre produtores e consumidores, perturbando a informação de preço dos contratos e inibindo a reação inteligente da demanda”, concluiu.

Os investimentos na matriz energética brasileira para os próximos anos foram apresentados na tarde desta quarta, 16, pelo presidente da Empresa Brasileira Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, durante o segundo dia da 16ª edição do Energy Summit, na capital paulista. Segundo ele, “o país possui o terceiro maior potencial hidráulico do mundo com cerca de 206GW, porém apenas um terço disso foi utilizado. Ampliaremos as capacidades da matriz energética brasileira até 2024”.

“Em hidrelétricas, a expansão será de 27 mil MW, sendo que 19 mil MW já estão contratados para atender as usinas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e outras. Para as térmicas fóssil, o aumento será de 10 mil MW, sendo que mais de 5 mil já foram contratadas; em eólica o potencial estimado será de 145,5 ou 272,2 TWh e em fontes renováveis a expansão será de 35 mil MW”. Outras formas de geração de energia (biomassa e fotovoltaica) também serão expandidas ao longo dos próximos anos.

Parte da ampliação energética será realizada por meio de leilões, a exemplo do próximo que acontece em novembro para as contratações das fontes fotovoltaica e eólica. Até o momento, são 1379 projetos cadastrados, a maioria para a contratação de energia eólica. Apenas nos últimos dez anos, metade da contratação dos 78.100 MW de energia foi a partir de leilões.

Outro ponto abordado pelo representante da EPE foi o destaque da fonte fotovoltaica na matriz energética. “Os projetos em energia fotovoltaica estão cada vez mais em destaque. Um exemplo disso é que devido à bandeira vermelha, esta energia já se mostra interessante do ponto de vista do consumidor residencial. Está mais barato comprar a sua energia do que depender de uma distribuidora”, explica.

O diretor da Aneel, Reive Barros dos Santos, também comentou no Energy Summit que a oferta de energia elétrica ainda é um desafio. “Precisamos de uma estratégia de governo para aumentar a troca de informações de modo a que todos os órgãos públicos envolvidos com os processos de licenciamento estejam a par dos processos do setor elétrico.

Seria necessário um pacto em torno do desenvolvimento e expansão do sistema. É evidente a necessidade de expandir a rede de transmissão, mas muitas empresas desistem de participar do setor porque sabem da dificuldade e da burocracia existentes”. Reive encerrou indicando que para aumentar o interesse nos leilões de transmissão será necessário reavaliar questões como financiamentos, aspectos regulatórios e licenciamentos ambientais. “Vamos investir R$ 20 milhões neste ano e já contratamos R$ 10 bilhões. Mas percebemos que não há players em número suficiente para atender essa demanda”.

Expectativas – Diretores e presidentes de companhias e empresas do setor elétrico nacional também marcaram presença no Energy Summit para discutir os desafios de curto, médio e longo prazo que o setor ainda deve superar. Durante o debate dos presidentes, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, presidente do Grupo CEEE, trouxe para a pauta a necessidade do setor elétrico nacional atrair novas fontes de energia. “Tivemos retração dos recursos de fontes tradicionais, queda acelerada nos investimentos pela redução do crédito, elevação dos custos financeiros e redução do nível de investimento. Precisamos de uma agenda comum que permita construir um país melhor e que consiga conciliar segurança energética e modicidade tarifária”, afirmou.

A burocracia no setor elétrico e o preço da energia para a indústria também foram destacados pelos executivos. O presidente da Chesf, José Carlos de Miranda Farias, disse que o processo de implantação de transmissão está muito complexo devido às burocracias do próprio setor e órgãos ambientais. “Vejo isso com um dos principais desafios que deve ser superado a curto prazo”.

“O setor elétrico ainda é uma caixa preta para todos. É preciso que companhias deem explicações para todos, pois somos lembrados somente quando falta energia. A sociedade em geral não reconhece a importância e o potencial do setor”, defendeu Raimundo Nonato Alencar de Castro, presidente da Celpa.

Paulo Pedrosa, presidente Executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), lembrou o público do Energy Summit o quão cara está a energia para a indústria. “A energia para a indústria no Brasil é 343% mais cara do que a americana. Isto é, além de termos a energia mais cara, ela é considerada uma das piores para a indústria e consumidores de baixa tensão. Os contratos de energia deveriam ser instrumento de proteção das indústrias contra variação de preços, porém o sistema promove transferências de custos e riscos entre produtores e consumidores, perturbando a informação de preço dos contratos e inibindo a reação inteligente da demanda”, concluiu.

 



Fonte: Redação/Assessoria
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