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Economia

Matriz energética brasileira poderá mudar

15/01/2013 | 14h57

 

A dúvida atual sobre a segurança no fornecimento de energia no país pode influenciar uma alteração quanto ao futuro da matriz energética nacional. Especialistas apontam que hidrelétricas com grandes reservatórios e usinas térmicas à base de fontes como, por exemplo, o carvão devem voltar à pauta de discussão dos planejadores do sistema elétrico.
O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Carlos Faria, argumenta que, no momento, é difícil fazer previsões, pois o cenário se modifica a partir da ocorrência ou não de chuvas. No entanto, ele acredita que neste ano não deverão acontecer maiores problemas com o abastecimento de energia (a menos que haja algum fenômeno climático ou acidente, como a queda de uma importante linha de transmissão). O especialista diz que, provavelmente, apenas cortes pontuais e restritos de energia deverão ser feitos para evitar danos maiores.
“A questão é o dia de amanhã”, adverte Faria. Ele ressalta que, nos períodos secos, o Brasil não possui capacidade de geração térmica para ter sobra de energia. Esse cenário, entre outros motivos, também se deve a uma meta do governo, conduzida através da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia, que é a de não onerar demais a tarifa (a geração térmica é mais cara do que a hídrica). Além disso, o foco é priorizar obras de menor impacto ambiental (tirando as usinas a carvão da concorrência de leilões de energia).
Outro ponto é que a premissa do governo, atualmente, é de que nos leilões os empreendimentos com custos de geração mais baixos serão os vencedores e, por consequência, sairão do papel. Isso ocasiona algumas vezes a concentração de vários complexos em uma determinada região (como acontece frequentemente com os parques eólicos no Nordeste), sem necessariamente estarem próximos aos centros de carga. Isso implica ainda a necessidade da construção de várias linhas de transmissão. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional - já manifestou apoio à realização de leilões regionais de energia (ou seja, levando em conta as características de cada estado). Na prática, isso poderia dar mais segurança ao sistema, mas também teria impactos econômicos, porque a concorrência não abrangeria apenas a questão do preço. “É uma disputa sistema versus tarifa”, argumenta Faria.
No entanto, ele acrescenta que, se não houver planejamento, quando as dificuldades surgirem, será preciso recorrer a opções mais caras e emergenciais como é o caso do gás natural liquefeito (GNL) para alimentar a térmica de Uruguaiana. “Eu não gosto de legislar em causa própria (Faria também é diretor da Copelmi Mineração), mas o carvão é uma boa alternativa de energia firme para o país”, afirma o dirigente.
O diretor da Trade Energy Luís Gameiro acrescenta que a perspectiva é de que as chuvas venham nos próximos dias, porém, não em grandes volumes, e isso causa preocupação. Ele aponta que a escolha do governo por priorizar usinas eólicas e hidrelétricas a fio d’água (que não dispõem de reservatórios) contribuiu para o cenário de insegurança. Gameiro acredita que a estratégia poderá ser revista e que seja retomada a iniciativa de hidrelétricas com grandes reservatórios, que permitem uma garantia maior de fornecimento de energia. Nesse contexto, crescem as chances da viabilização do projeto da hidrelétrica Garabi (na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina).
O diretor-executivo do Grupo Safira, Mikio Kawai Jr., concorda que o nível dos reservatórios e a perspectiva de que as chuvas não sejam tão abundantes geram apreensão. Ele recorda que, desde a década passada, devido a questões sociais e ecológicas, o governo fez uma escolha por fontes não fósseis. “Mas ficamos a mercê do clima”, aponta o especialista. Ele concorda com o ONS que a realização de leilões regionais de energia fazem sentido do ponto de vista da melhor operação do sistema. O dirigente enfatiza que, no caso do Rio Grande do Sul, uma das possibilidades é o aproveitamento do carvão, devido às enormes reservas do mineral situadas no estado.

A dúvida atual sobre a segurança no fornecimento de energia no país pode influenciar uma alteração quanto ao futuro da matriz energética nacional. Especialistas apontam que hidrelétricas com grandes reservatórios e usinas térmicas à base de fontes como, por exemplo, o carvão devem voltar à pauta de discussão dos planejadores do sistema elétrico.


O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Carlos Faria, argumenta que, no momento, é difícil fazer previsões, pois o cenário se modifica a partir da ocorrência ou não de chuvas. No entanto, ele acredita que neste ano não deverão acontecer maiores problemas com o abastecimento de energia (a menos que haja algum fenômeno climático ou acidente, como a queda de uma importante linha de transmissão). O especialista diz que, provavelmente, apenas cortes pontuais e restritos de energia deverão ser feitos para evitar danos maiores.


“A questão é o dia de amanhã”, adverte Faria. Ele ressalta que, nos períodos secos, o Brasil não possui capacidade de geração térmica para ter sobra de energia. Esse cenário, entre outros motivos, também se deve a uma meta do governo, conduzida através da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia, que é a de não onerar demais a tarifa (a geração térmica é mais cara do que a hídrica). Além disso, o foco é priorizar obras de menor impacto ambiental (tirando as usinas a carvão da concorrência de leilões de energia).


Outro ponto é que a premissa do governo, atualmente, é de que nos leilões os empreendimentos com custos de geração mais baixos serão os vencedores e, por consequência, sairão do papel. Isso ocasiona algumas vezes a concentração de vários complexos em uma determinada região (como acontece frequentemente com os parques eólicos no Nordeste), sem necessariamente estarem próximos aos centros de carga. Isso implica ainda a necessidade da construção de várias linhas de transmissão. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional - já manifestou apoio à realização de leilões regionais de energia (ou seja, levando em conta as características de cada estado). Na prática, isso poderia dar mais segurança ao sistema, mas também teria impactos econômicos, porque a concorrência não abrangeria apenas a questão do preço. “É uma disputa sistema versus tarifa”, argumenta Faria.


No entanto, ele acrescenta que, se não houver planejamento, quando as dificuldades surgirem, será preciso recorrer a opções mais caras e emergenciais como é o caso do gás natural liquefeito (GNL) para alimentar a térmica de Uruguaiana. “Eu não gosto de legislar em causa própria (Faria também é diretor da Copelmi Mineração), mas o carvão é uma boa alternativa de energia firme para o país”, afirma o dirigente.


O diretor da Trade Energy Luís Gameiro acrescenta que a perspectiva é de que as chuvas venham nos próximos dias, porém, não em grandes volumes, e isso causa preocupação. Ele aponta que a escolha do governo por priorizar usinas eólicas e hidrelétricas a fio d’água (que não dispõem de reservatórios) contribuiu para o cenário de insegurança. Gameiro acredita que a estratégia poderá ser revista e que seja retomada a iniciativa de hidrelétricas com grandes reservatórios, que permitem uma garantia maior de fornecimento de energia. Nesse contexto, crescem as chances da viabilização do projeto da hidrelétrica Garabi (na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina).


O diretor-executivo do Grupo Safira, Mikio Kawai Jr., concorda que o nível dos reservatórios e a perspectiva de que as chuvas não sejam tão abundantes geram apreensão. Ele recorda que, desde a década passada, devido a questões sociais e ecológicas, o governo fez uma escolha por fontes não fósseis. “Mas ficamos a mercê do clima”, aponta o especialista. Ele concorda com o ONS que a realização de leilões regionais de energia fazem sentido do ponto de vista da melhor operação do sistema. O dirigente enfatiza que, no caso do Rio Grande do Sul, uma das possibilidades é o aproveitamento do carvão, devido às enormes reservas do mineral situadas no estado.

 



Fonte: Jornal do Commercio
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