acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Petroquímica

Mais consumo e diversidade de matérias-primas no futuro

17/09/2004 | 00h00

As recentes descobertas de grandes campos de gás natural, especialmente na Bacia de Santos, vão impulsionar o desenvolvimento do mercado de gás no país. A indústria petroquímica, hoje fortemente centrada na nafta, também vai aumentar a participação do gás como matéria-prima, mas isso de forma alguma levará a uma substituição. Além da nafta e do gás, a petroquímica caminha para usar cada vez mais condensados e até líquidos mais pesados, segundo Otto Perrone, conselheiro do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
Mediador do painel que debaterá o futuro da Petroquímica durante a Rio Oil&Gas, Perrone diz que, mesmo com as novas descobertas, as reservas brasileiras de gás são insuficientes para suprir as necessidades futuras do mercado petroquímico. "Além disso, partindo do gás, a gente obtém eteno, mas também precisamos de propeno e benzeno, por exemplo, e isso fatalmente exigirá uma diversificação de matérias-primas", acrescenta.
Perrone não tem dúvidas de que a demanda por petroquímicos vai crescer muito nos próximos anos, apesar da atual elevação dos preços do petróleo, que encarece a matéria-prima. Lembra que também se pensou em contração do mercado depois dos dois choques do petróleo da década de 70, mas acabou havendo crescimento: "O conteúdo energético dos petroquímicos é menor do que o de outros materiais competitivos. Ou seja, você consome menos energia." De acordo com o especialista, a alta do petróleo encarece o preço da energia como um todo, sem tirar competitividade dos petroquímicos, cujo consumo deve dobrar até 2025.
O conselheiro do IBP cita estudo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) que aponta um índice de ocupação de 90% na indústria petroquímica nacional. Ele reconhece que é um índice alto, mas alerta que o problema não está exatamente no mercado atual, mas nas condições de atendimento da demanda futura: "Um conjunto petroquímico leva anos para ser implantado e o Brasil já deveria estar investindo para assegurar o abastecimento do mercado em 2010 ou 2015". Iniciativas como a construção do pólo gás-químico do Rio de Janeiro são muito positivas, segundo Perrone, mas o país precisaria investir muito mais.
Otto Perrone considera positiva também a decisão da Petrobras de aumentar sua participação nas empresas petroquímicas. Ele não acredita em distorções no mercado pelo fato de a estatal ser a principal fornecedora de matéria-prima. "A Petrobras já foi fornecedora e participante, no passado, e isso não trouxe problemas", conclui.



Fonte: Jornal do Brasil
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar