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Operação Lava-Jato

Lobão nega envolvimento em corrupção na Petrobras e critica investigações

13/03/2015 | 10h42

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) discursou hoje (12), na tribuna do Senado, para repudiar “com veemência” a inclusão de seu nome na lista de políticos sobre os quais o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito por envolvimento nos casos de corrupção da Operação Lava Jato.

O senador, que foi oficializado hoje como indicado pelo PMDB para presidir a Comissão de Assuntos Sociais do Senado, disse que as acusações contra ele não são calcadas em provas e negou que tenha se beneficiado de qualquer desvio de recursos da Petrobras. Lobão também reclamou do fato de ter sido mencionado entre os suspeitos desde o princípio do escândalo.

“Observem que, há quase três meses, quando as investigações mal começavam e estavam protegidas por segredo de Justiça, o meu nome já estava exposto, indefeso, nos meios de comunicação, numa condenação antecipada por vazamento seletivo e criminoso. Como ministro de Minas e Energia, sempre mantive com os dirigentes da Petrobras e das demais empresas vinculadas àquela pasta um relacionamento exclusivamente institucional”, disse Lobão.

Em sua defesa, o senador disse ainda que nunca integrou o Conselho de Administração da companhia, nem teve qualquer ingerência sobre seus dirigentes. “Minha atuação como ministro se restringia à formulação das políticas públicas para o setor de petróleo e gás, definidas no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sobre as quais, muitas vezes, como convidado, debati aqui com os senhores senadores. Não tomei parte na escolha de nenhum dos integrantes da diretoria da Petrobras. Nenhum foi nomeado por mim ou indicado por mim”, defendeu-se.

Assim como outros parlamentares que já discursaram no Congresso Nacional se defendendo, Lobão também questionou a qualidade dos depoimentos prestados em regime de delação premiada e acusou a falta de provas correlatas ao que foi dito.

“É preocupante o poder que se confere, nas investigações sobre a Petrobras, ao instituto da delação premiada. Muitos, como eu, estão sendo injustamente acusados de atos que não praticaram e deverão submeter-se a um desgastante e injusto processo, apenas porque um delator, para escapar dos seus crimes, mencionou os seus nomes. A prova? Isso parece pouco relevante nos procedimentos que deram origem a esse estranho, kafkaniano, processo”, reclamou o senador do PMDB.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de inquérito para investigar Lobão por causa de depoimentos no âmbito da Operação Lava-Jato, segundo os quais ele pediu dinheiro de propina na Petrobras para a campanha da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Por enquanto, todos os políticos citados na lista acatada pelo STF serão investigados. Não há, ainda, acusações formais sobre nenhum deles.



Fonte: Agência Brasil
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