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Bioplástico

Limagrain planeja produzir resina de milho no Brasil

23/11/2011 | 14h37
A cooperativa francesa Limagrain, junto com sócios brasileiros, está fechando um plano de negócios para atuar em duas novas áreas no Brasil: em resinas feitas com milho para a produção de bioplástico e em aditivos que dão maior prazo de validade para pães e bolos industrializados. A intenção é que as unidades em estudo fiquem no Paraná e que o anúncio de investimentos seja feito em breve.

Diretores de fora do país estarão hoje em Brasília acompanhando no Congresso discussões sobre o uso de sacolas biodegradáveis no comércio e, amanhã, haverá reunião com representantes do governo do Paraná. Ricardo Guerra, diretor da Limagrain Guerra do Brasil, criada em fevereiro após a compra, pelos franceses, de 70% da Sementes Guerra, disse que a fase é de avaliações. "Mas os estudos estão adiantados e há uma intenção real de fazer uma unidade no Brasil", contou o executivo.

Em agosto, uma comitiva do governo do Paraná visitou a sede da Limagrain, na França, para prospectar investimentos. Ela fica na cidade de Clermont-Ferrand, a 420 quilômetros de Paris. É a quarta maior empresa mundial de sementes para cereais e oleaginosas e líder do setor na Europa. O secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, já dá como certa a ampliação das atividades da cooperativa no estado.

Fernando Guerra, sócio da Limagrain Guerra, explicou que no negócio de resinas deverão ser investidos de R$ 70 milhões a R$ 100 milhões, metade de cada sócio. A resina obtida do milho será vendida para fabricantes de embalagens plásticas e, segundo ele, o produto final é "totalmente biodegradável e se decompõe em até 150 dias". A unidade está prevista para o município de Pato Branco, Sudoeste do Paraná.

A Limagrain já produz bioplástico na Europa, na China e na Índia. O custo da resina é maior que a usada atualmente, por isso a cooperativa e os sócios estão em busca de redução nos custos e incentivos fiscais para tornar a produção viável. O objetivo é atender a demanda do Brasil e de outros países da América do Sul.

Antes de firmar parceria com a Limagrain, o grupo Guerra estava construindo uma fábrica de alimentos em Guarapuava, região Central do Estado, na qual foram gastos R$ 30 milhões. O prédio está em fase final de acabamento e o início da produção de massas e biscoitos das marcas Primorata e Glee está previsto para o primeiro trimestre de 2012.

Os franceses, que dominam toda a cadeia do trigo, com produção do grão, da farinha e de itens de panificação, também devem entrar no negócio. Guerra disse que a tecnologia da Limagrain permite que pães e bolos ganhem maior tempo de exposição nas prateleiras de supermercados, o que facilita a logística de produção e distribuição.


Fonte: Valor Econômico
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