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Energia elétrica

Light quer acertar contas com Itaipu

04/03/2005 | 00h00

Distribuidora deixou de pagar parte da energia comprada de hidrelétrica e depende do BNDES para ficar em dia

A Light deixou de pagar parte da energia que compra da hidrelétrica de Itaipu Binacional e depende da renegociação da dívida que tem com bancos privados para regularizar a situação com a geradora de energia. As negociações com os credores privados abrirá caminho para a distribuidora sacar R$ 250 milhões do socorro às distribuidoras de energia, patrocinado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em 15 dias, a empresa apresentará a bancos privados uma nova proposta de renegociação da dívida de R$ 660 milhões, pré-condição para o enquadramento da companhia no programa. O diretor financeiro da Light, Paulo Roberto Ribeiro Pinto, não confirma a dívida com Itaipu, mas fontes do mercado revelam que desde dezembro o pagamento não tem ocorrido nos prazos previstos.
A distribuidora controlada pela estatal francesa Electricité de France (EDF), segundo essas mesmas fontes, tem administrado o pagamento de modo a não acumular as parcelas. Segundo relatos, a empresa admite a inadimplência de uma parcela, que tem sido negociada com a diretoria da Eletrobrás, estatal da qual fez parte o atual diretor da Light. Na última quarta-feira, o executivo esteve reunido com a diretoria da estatal. Tanto a Light quanto a Eletrobrás não confirmam o valor das parcelas devidas.
Desde terça-feira, quando o Ministério da Fazenda vetou o reajuste tarifário autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Light corre contra o tempo para conseguir se enquadrar no programa de socorro do BNDES, cujo prazo expira em 30 de junho. O diretor da empresa diz, no entanto, que não tentará prorrogar o prazo. A empresa, segundo ele, vai acelerar o processo de reformulação da proposta, já encaminhada no ano passado para os bancos privados.
- Teremos que fazer com que as modificações, em relação à proposta anterior, sejam as menores possíveis. Até por não termos tempo - diz Paulo Roberto. - Até o final de março, a nova proposta deverá estar estruturada.
Os bancos, segundo ele, deverão ter pelo menos 60 dias para analisar a nova proposta, que deverá ser ajustada ao fluxo de caixa a ser desenhado com o novo reajuste. Se antes a proposta levava em conta a geração de caixa proporcionada pelos 6,13% de reajuste, agora terá que considerar a receita a partir de novembro, quando deverá ser agregado aumento de cerca de 12,5%, segundo cálculo da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda.
A dívida total da distribuidora soma US$ 1,5 bilhão. A renegociação com os 17 bancos privados visa ao alongamento dos prazos da parcela de US$ 660 milhões. Com os recursos do BNDES, a empresa deverá quitar não só uma parcela com o Tesouro Nacional, mas também com o próprio banco oficial. Outros US$ 400 milhões serão convertidos em aumento de capital pela EDF.



Fonte: Jornal do Brasil
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