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Dutos

Liderroll fecha contrato para duto da Petrobras

09/07/2010 | 08h53
A Liderroll, empresa carioca de tecnologia voltada para instalação de dutos para o setor de petróleo e gás, assinou contrato de R$ 75,5 milhões com a Petrobras para colocação de um gasoduto dentro do túnel do Gastau, a ser construído sob a Serra do Mar, que ligará Taubaté a Caraguatatuba, em São Paulo. O novo gasoduto integrará a malha dutoviária do sudeste, com cerca de 100 quilômetros, que vai transportar 15 milhões de m3 de GLP produzidos por dia na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA) . O gás será proveniente de uma jazida do poço de Mexilhão, localizado em águas profundas na Bacia de Santos, a 150 quilômetros da costa, próximo do terminal da Transpetro, em São Sebastião (SP).


"O túnel do Gastau será um dos grandes desafios da linha. É uma obra que exigirá muita competência dado o espaço reduzido para desenvolver a construção", disse Paulo Roberto Gomes Fernandes, fundador e presidente-executivo da Liderroll. Segundo o empresário, "o túnel é muito apertado". Além de um comprimento de 5,1 mil metros, tem 5,2 metros de diâmetro e uma pista de rodagem de 2,4 metros e não dispõe de saída na outra ponta, é uma galeria".


No projeto desenhado por Fernandes, os dutos do túnel do Gastau vão ter de ser fixados na parede da rocha ao contrário do túnel do Gas Duc III, na Serra dos Gaviões, que foram instalados pela Liderroll no piso. "Para colocar a tubulação na parede vamos projetar estruturas especiais de aço de carbono para dar velocidade na montagem e resistência estrutural no apoio dos tubos que serão transportados pelos roletes", explica. "Vamos trabalhar duro para atender os prazos da Petrobras para entrega da obra, em 15 de dezembro".


Ao contratar a Liderroll para a obra, uma empresa de porte médio com fábrica em Duque de Caxias (RJ), a Petrobras levou em conta a tecnologia totalmente nacional desenvolvida por Fernandes. Em 2007, o engenheiro eletricista, ex-funcionário da estatal, instalou a fábrica e passou a desenvolver tecnologia de ponta baseada no uso de roletes de plástico verde de alta performance para suportar dutos em píeres, inovando em relação aos roletes de aço que enferrujam e eram usados nos últimos 40 anos.


Numa segunda etapa tecnológica, Fernandes avançou para operar um sistema de construção e despacho de dutos em ambientes fechados (como túneis) suportados e enviados pelos roletes verdes acoplados a motores redutores controlados por uma sala de controle fora do túnel, dispensando o uso de funcionários. Nesse sistema, os tubos são soldados fora do túnel. A nova tecnologia foi testada com sucesso pela Liderroll no túnel do GasDuc III.


Agora o empresário está totalmente voltado para o desenho do projeto do túnel do Gastau. Esta será sua maior obra para a Petrobras. Ele informou ao Valor que pela primeira vez a Liderroll foi contratada não apenas como fabricante e fornecedora de equipamentos e instaladora, mas também como operadora do sistema de dutos. "Estamos evoluindo do status de fabricante para montadora", comemorou.


Com uma carteira de projetos recheada de encomendas da Petrobras, a Liderroll projeta em 2010 faturar R$ 155 milhões, o quíntuplo dos R$ 30 milhões de 2009. "O mercado de petróleo e gás está muito aquecido. Temos encomendas no TABR ( Terminal Aquaviário Barra do Riacho), no Espírito Santo, no Terminal da Ilha Grande (Tibig) e vamos fazer a suportação da tubovia externa da Renest-Refinaria do Nordeste".


A Liderroll aplica atualmente 12% da receita em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novas tecnologias. Tudo o que Fernandes desenvolveu até agora está patenteado em seu nome em 52 países. Apaixonado pelo seu negócio, o empresário monitora de escritório por on-line o expediente da fábrica de Caxias. Conservador, já recusou sociedade com bancos e fundos de equity e prefere trabalhar nos negócios com capital próprio. E tem planos ousados de diversificar projetos na área de mineração e internacionalizar a Liderroll. Recentemente, ele foi sondado para aplicar a tecnologia dos roletes em dutos no Kuwait.


Fonte:Valor Econômico/Vera Saavedra Durão, do Rio


Fonte: Valor Econômico
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