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Indústria naval

Licitação da Transpetro preocupa fornecedor

16/05/2005 | 00h00

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Raul Eduardo David de Sanson, disse nesta sexta-feira (13/05) que as empresas fabricantes de peças para navios (navipeças) poderão ser prejudicadas pela demora na divulgação das especificações técnicas dos equipamentos que irão compor os 22 navios petroleiros em processo de licitação pela Transpetro, no valor de US$ 1,1 bilhão.
Sanson afirmou que a indústria de navipeças precisa realizar investimentos imediatos para adequar-se à demanda de embarcações do tipo Suezmax, Aframax e Panamax. Segundo ele, quanto maior a demora, menos empresas terão condições de fornecer os equipamentos.
- Sabemos qual é a quantidade de bombas, cabos e outros produtos que serão demandados, mas não temos informações, por exemplo, das dimensões, que variam muito - explicou o vice-presidente da Firjan. "Desta forma, ficará cada vez mais difícil atingir a meta de 65% de nacionalização dos equipamentos, como quer a Petrobras."
Para o consultor de qualidade do estaleiro Brasfels, Maurício Almeida, o Brasil tem condições de fornecer até mesmo equipamentos considerados mais sofisticados pelo setor. Ele disse, no entanto, que os fornecedores nacionais precisariam investir entre cinco a 10 anos para absorver a tecnologia.
- O mercado naval ficou parado durante 15 anos e precisa agora recuperar o tempo perdido para atingir qualidade em equipamento - disse Almeida, que participou ontem do último dia da Navalshore 2005, evento que reuniu 115 expositores no Píer Mauá, no Centro.


Empresa mostra programa de substituição da frota

O gerente técnico da Transpetro, João Luiz Chiavegatto, realizou uma apresentação sobre o Programa de Substituição da Frota Marítima da Petrobras (Fronap). Segundo ele, com a entrada em operação de 42 navios petroleiros, estimados em US$ 1,9 bilhão - estes números incluem a licitação em curso, de 22 petroleiros -, o Sistema Petrobras passará a realizar 100% de suas operações de cabotagem (atualmente realiza 80%) e 50% das operações de longo curso (hoje em 17%).
- O programa da Transpetro busca incentivar a construção naval, de forma a colocar o setor de navipeças em mesmo nível de preço e qualidade do mercado internacional - disse Chiavegatto. "Os fornecedores, porém, devem buscar também a demanda do mercado internacional."
Os equipamentos que irão compor os petroleiros foram divididos em quatro grupos determinados pela Transpetro. Segundo o gerente, serão demandados para as embarcações 289 mil toneladas de chapas e perfis de aço, 2,2 mil quilômetros de cabos elétricos, 15 quilômetros de amarras. Serão demandados ainda motor de combustão principal, caldeiras, bombas de carga e válvulas, entre outros.



Fonte: Jornal do Commercio
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