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Energia solar

Leilão de reserva sinaliza para expansão de energia solar na matriz elétrica

12/11/2014 | 10h41

A contratação de empreendimentos geradores de energia solar no recente Leilão de Energia de Reserva (LER) aponta a tendência do crescimento da fonte no País, com redução dos custos e menor preço por Megawatt/Hora (MW/h). Nos próximos 30 anos, com maior mercado e interesse dos investidores, a geração de energia pelo sol deve se expandir, ganhar escala e se tornar mais barata, além de ocupar cada vez mais espaço em nossa matriz energética, complementando outras fontes.
 
“Ninguém vai imaginar que vamos atender ao mercado brasileiro somente com solar, eólica e biomassa. Mas a energia solar pode caminhar para até 5% do mercado no País ou mais, se contarmos com geração distribuída, nos consumidores finais”, afirmou Altino Ventura Filho, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).
 
O leilão para contratação de energia de reserva, realizado em 31 de outubro, resultou na contratação de 31 projetos de geração a partir de fonte solar, com capacidade instalada total de 889,7 megawatts (MW). O preço de contratação dessa energia foi de R$ 215,12, um deságio de 17,9% ante preço-teto. “O Brasil é um País tropical, como diz a música popular. Temos grande intensidade de sol, com várias horas por dia de incidência dos raios, de janeiro a dezembro. Por isso, a energia solar vai ser um grande sucesso e o leilão mostrou isso: há competição e interesse dos investidores”, avalia Ventura.
 
O sucesso do certame é resultado de anos de estudos e ações para permitir que a geração de energia solar se tornasse viável no Brasil. Há menos de cinco anos, o MW/h de energia solar custava mais de R$ 1.000, relembra o secretário Altino Ventura, que encabeçou um grupo técnico criado para estudar o assunto. Desde então, o aumento da escala mundial e aprimoramentos tecnológicos permitiram reduzir o custo dos equipamentos para gerar energia solar. Além disso, de olho no potencial brasileiro com sua insolação abundante, investimentos no setor no País permitiram que o MW/hora de energia solar custe em torno de R$ 200 a R$ 300.
 
“Percebemos que estava chegando o momento de iniciar essa fonte, na qual o Brasil tem grande potencial, apesar de sempre ter papel complementar”, explica Ventura.
 
Ventura ainda destaca que a geração de energia solar, que além de renovável tem baixa emissão de gases do efeito estufa, também ajuda a preservar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. “Não precisamos armazenar a energia solar. À noite, o reservatório da usina hidroelétrica guardou água porque se gerou solar”, disse. “As energias interruptíveis – solar, eólica e biomassa – têm um papel de complementariedade ao sistema hidroelétrico. Armazenamos a energia nos nossos reservatórios, em água, e juntas essas fontes de energia se tornam mais econômicas. Por isso, no Brasil essas fontes têm uma economicidade muito boa”, afirmou Ventura.



Fonte: MME
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