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Energia

Leilão antecipa reajustes para 2014

02/05/2014 | 16h45

 

A grande contratação de energia pelas distribuidoras no leilão realizado na quarta-feira permitiu que as empresas reduzissem para 14,75% o déficit em suas carteiras, volume que precisa ser comprado no mercado de curto prazo para atender 100% do consumo, tirando as companhias do "sufoco". Mas não resolve todos os problemas. A contratação, por exemplo, vai antecipar para 2014 parte dos aumentos nas contas de luz que iriam ocorrer em 2015 e 2016.
Estima-se que as distribuidoras terão reajustes entre 15% e 20% em média neste ano, afirmam os analistas da corretora Brasil Plural, Francisco Navarrete e Tatiane Shibata. Mas algumas empresas podem ter aumentos de mais de 30%. Consultores, entre eles a PSR, preveem que, em 2015, as tarifas irão subir mais 20% em média.
Os reajustes não serão iguais para todo do país. As distribuidoras mais expostas ao mercado de curto prazo terão aumentos maiores, afirmou o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. Esse é o caso da Copel, do Paraná. Os clientes da estatal paranaense vão sentir mais bolso do que aqueles atendidos pela Eletropaulo, em São Paulo.
A Brasil Plural prevê que o reajuste da Copel, que é concedido em junho pela Aneel, pode ficar acima de 25% ou 30% neste ano. Isso porque, além do aumento no preço médio de sua carteira de contratos de compra de energia, a distribuidora possui um reajuste represado em torno de 5% em suas tarifas. O governo do Paraná preferiu não efetuar esse aumento em junho de 2013, em meio às manifestações que tomaram as ruas do país. A Copel estava exposta em 13%, de acordo com analistas, e foi uma das que mais compraram energia no último leilão, disse Rufino.
As distribuidoras adquiriram ao todo 2,049 mil MW médios, por um preço médio de R$ 268 por MWh, em contratos que vão valer já a partir deste mês até o fim de 2019. As distribuidoras precisavam de 2,4 mil MW médios, segundo o governo federal. Portanto, suas exposições ao mercado de curto prazo caíram para 351 MW.
Quando comparados aos preços da energia no mercado de curto prazo, que hoje custa R$ 822,83 por MWh, os contratos fechados na quarta-feira custam muito menos. A diferença, porem, é que essa exposição só começaria a entrar nos reajustes tarifários das distribuidoras em 2015 e 2016.
Os novos contratos adquiridos no leilão, porém, serão incorporados imediatamente às carteiras das distribuidoras e vão entrar nos próximos reajustes tarifários. Se comparado aos preços dos demais contratos, que ficam em torno de R$ 150 e R$ 160 por MWh, o preço de R$ 268 por MWh é bem mais alto, explicou o diretor da Aneel. Isso vai aumentar o custo médio da energia paga pelos consumidores.
O governo vinha amortecendo o impacto com os altos custos do megawatt-hora com medidas para socorrer as distribuidoras. Em janeiro, as despesas foram pagas com aporte adicional do Tesouro de R$ 1,2 bilhão na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que já havia recebido R$ 9 bilhões. Esses custos vão ser transferidos para as tarifas em cinco anos, a partir do ano que vem.
Os gastos referentes a fevereiro, março e abril serão financiados por uma linha de crédito emergencial, no valor R$ 11,2 bilhões. A dívida foi assumida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e começará a ser cobrada dos consumidores a partir de fevereiro de 2015, por dois anos. A primeira tranche do empréstimo, no valor de R$ 4,7 bilhões, foi liberada para liquidação de posições na CCEE referentes a fevereiro.
O presidente do conselho da câmara, Luiz Eduardo Barata, não revelou qual será o valor liquidado referente a março, mas disse que já será menor dos que os R$ 5,8 bilhões alcançados em fevereiro. A liquidação de março será realizada nos dias 12 e 13 de maio.
As estimativas apontam que os gastos com a crise energética devem alcançar entre R$ 25 bilhões R$ 35 bilhões No setor elétrico, calcula-se que haja um impacto de um ponto percentual nas tarifas para cada R$ 1 bilhão de custo adicional. "Nunca aditei essa conta", brincou Rufino, ao ser questionado se o cálculo era válido.

A grande contratação de energia pelas distribuidoras no leilão realizado na quarta-feira permitiu que as empresas reduzissem para 14,75% o déficit em suas carteiras, volume que precisa ser comprado no mercado de curto prazo para atender 100% do consumo, tirando as companhias do "sufoco". Mas não resolve todos os problemas. A contratação, por exemplo, vai antecipar para 2014 parte dos aumentos nas contas de luz que iriam ocorrer em 2015 e 2016.

Estima-se que as distribuidoras terão reajustes entre 15% e 20% em média neste ano, afirmam os analistas da corretora Brasil Plural, Francisco Navarrete e Tatiane Shibata. Mas algumas empresas podem ter aumentos de mais de 30%. Consultores, entre eles a PSR, preveem que, em 2015, as tarifas irão subir mais 20% em média.

Os reajustes não serão iguais para todo do país. As distribuidoras mais expostas ao mercado de curto prazo terão aumentos maiores, afirmou o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. Esse é o caso da Copel, do Paraná. Os clientes da estatal paranaense vão sentir mais bolso do que aqueles atendidos pela Eletropaulo, em São Paulo.

A Brasil Plural prevê que o reajuste da Copel, que é concedido em junho pela Aneel, pode ficar acima de 25% ou 30% neste ano. Isso porque, além do aumento no preço médio de sua carteira de contratos de compra de energia, a distribuidora possui um reajuste represado em torno de 5% em suas tarifas. O governo do Paraná preferiu não efetuar esse aumento em junho de 2013, em meio às manifestações que tomaram as ruas do país. A Copel estava exposta em 13%, de acordo com analistas, e foi uma das que mais compraram energia no último leilão, disse Rufino.

As distribuidoras adquiriram ao todo 2,049 mil MW médios, por um preço médio de R$ 268 por MWh, em contratos que vão valer já a partir deste mês até o fim de 2019. As distribuidoras precisavam de 2,4 mil MW médios, segundo o governo federal. Portanto, suas exposições ao mercado de curto prazo caíram para 351 MW.

Quando comparados aos preços da energia no mercado de curto prazo, que hoje custa R$ 822,83 por MWh, os contratos fechados na quarta-feira custam muito menos. A diferença, porem, é que essa exposição só começaria a entrar nos reajustes tarifários das distribuidoras em 2015 e 2016.

Os novos contratos adquiridos no leilão, porém, serão incorporados imediatamente às carteiras das distribuidoras e vão entrar nos próximos reajustes tarifários. Se comparado aos preços dos demais contratos, que ficam em torno de R$ 150 e R$ 160 por MWh, o preço de R$ 268 por MWh é bem mais alto, explicou o diretor da Aneel. Isso vai aumentar o custo médio da energia paga pelos consumidores.

O governo vinha amortecendo o impacto com os altos custos do megawatt-hora com medidas para socorrer as distribuidoras. Em janeiro, as despesas foram pagas com aporte adicional do Tesouro de R$ 1,2 bilhão na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que já havia recebido R$ 9 bilhões. Esses custos vão ser transferidos para as tarifas em cinco anos, a partir do ano que vem.

Os gastos referentes a fevereiro, março e abril serão financiados por uma linha de crédito emergencial, no valor R$ 11,2 bilhões. A dívida foi assumida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e começará a ser cobrada dos consumidores a partir de fevereiro de 2015, por dois anos. A primeira tranche do empréstimo, no valor de R$ 4,7 bilhões, foi liberada para liquidação de posições na CCEE referentes a fevereiro.

O presidente do conselho da câmara, Luiz Eduardo Barata, não revelou qual será o valor liquidado referente a março, mas disse que já será menor dos que os R$ 5,8 bilhões alcançados em fevereiro. A liquidação de março será realizada nos dias 12 e 13 de maio.

As estimativas apontam que os gastos com a crise energética devem alcançar entre R$ 25 bilhões R$ 35 bilhões No setor elétrico, calcula-se que haja um impacto de um ponto percentual nas tarifas para cada R$ 1 bilhão de custo adicional. "Nunca aditei essa conta", brincou Rufino, ao ser questionado se o cálculo era válido.

 



Fonte: Valor Econômico
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