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Empresas

LAP vai investir em fontes renováveis

27/08/2012 | 14h40

 

O BTG Pactual e o P2Brasil, fundo que reúne Pátria Investimentos e Promon, acabam de assumir o controle da recém-criada Latin America Power (LAP), empresa que vai investir em projetos de energia renovável no Chile, no Peru e no Panamá.
O aporte feito pelos novos sócios é mantido em sigilo, mas o "Valor" apurou que a capitalização da LAP seria mais que suficiente para cobrir com recursos próprios o investimento de US$ 540 milhões em dez ativos já identificados pela companhia.
A LAP foi fundada em setembro do ano passado pelo Grupo GMR, de Roberto Sahade, que permanecerá como acionista minoritário da empresa após a entrada dos novos sócios. O executivo presidiu a Ersa - companhia de energias renováveis criada pelo Pátria e que, em abril de 2011, uniu-se à CPFL para constituir o que hoje é a CPFL Renováveis.
Sob os termos do acordo, os antigos acionistas da Ersa (Pátria, BTG, GMR e outros) não podem atuar em projetos concorrentes no Brasil nos próximos anos. Esse fator, somado à avaliação de que há boas perspectivas para o setor de energias renováveis em outros países latino-americanos, contribuiu para a criação da LAP.
A empresa planeja investir US$ 3 bilhões, nos próximos cinco anos, em pequenas centrais hidrelétricas e parques eólicos no Chile, no Peru e no Panamá. O objetivo é alcançar, até 2018, uma capacidade instalada de 1.000 megawatts (MW), tanto por meio de aquisições quanto da construção de novas usinas.
Os dez primeiros projetos estão definidos. São centrais hidrelétricas que, juntas, vão totalizar 218 MW. Quatro delas, no Peru, já entraram em operação. Outras três estão em construção e as demais vão começar a ser instaladas em 2013 e 2014.
Segundo fonte próxima à LAP, a ideia é criar sociedades de propósito específico e ter sócios locais, sempre minoritários, em cada empreendimento. A avaliação é que, assim, será possível atrair parceiros com conhecimento aprofundado sobre esses mercados.
Outra diretriz já definida diz respeito ao financiamento dos projetos, que será composto por uma parcela de 60% a 70% de dívida e o restante de capital próprio. A LAP tem recorrido a bancos privados americanos, que oferecem linhas de até 16 anos e taxas de juros competitivas.
Além da disponibilidade de financiamento e da existência de recursos naturais fartos, a escolha dos mercados chileno, peruano e panamenho deveu-se às perspectivas de crescimento dessas economias e ao ambiente regulatório encontrado nesses países.
Dois fatores, em particular, chamaram a atenção dos sócios. Um deles é o fato de que as concessões de energia são perpétuas, diferentemente do que ocorre no Brasil. Outro atrativo é que os contratos são denominados em dólar - o que blinda a LAP das oscilações das moedas locais e "casa" as receitas da companhia com os custos de financiamento.
Ao menos por enquanto, não estão previstos investimentos em outros países da região.
Com sede em Santiago, a LAP tem cerca de 40 funcionários. Sahade é o presidente da companhia. Para a diretoria financeira, foi destacado Carlos Mellis, ex-chefe da área de financiamento de projetos do Itaú BBA. Daniel Gallo, que trabalhou na Ersa, será o diretor operacional.
Como é usual nesse tipo de negócio, a expectativa dos acionistas financeiros é, daqui a alguns anos, dar à LAP um destino parecido com o da Ersa - a venda para um investidor estratégico ou a abertura de capital da empresa.
A própria CPFL Renováveis encontra-se nesse estágio. Está prevista para os próximos meses a oferta inicial de ações da empresa, que pretende captar na bolsa R$ 1,5 bilhão, entre recursos para o próprio caixa e venda de participações dos acionistas.
O investimento na LAP foi feito por meio do P2Brasil Private Infrastructure Fund II e pelo BTG Pactual Brazil Infrastructure Fund II. Cada um deles terá direito a dois representantes no conselho de administração da LAP, enquanto a GMR terá um assento.
Procurados, os acionistas da LAP não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

O BTG Pactual e o P2Brasil, fundo que reúne Pátria Investimentos e Promon, acabam de assumir o controle da recém-criada Latin America Power (LAP), empresa que vai investir em projetos de energia renovável no Chile, no Peru e no Panamá.


O aporte feito pelos novos sócios é mantido em sigilo, mas o "Valor" apurou que a capitalização da LAP seria mais que suficiente para cobrir com recursos próprios o investimento de US$ 540 milhões em dez ativos já identificados pela companhia.


A LAP foi fundada em setembro do ano passado pelo Grupo GMR, de Roberto Sahade, que permanecerá como acionista minoritário da empresa após a entrada dos novos sócios. O executivo presidiu a Ersa - companhia de energias renováveis criada pelo Pátria e que, em abril de 2011, uniu-se à CPFL para constituir o que hoje é a CPFL Renováveis.


Sob os termos do acordo, os antigos acionistas da Ersa (Pátria, BTG, GMR e outros) não podem atuar em projetos concorrentes no Brasil nos próximos anos. Esse fator, somado à avaliação de que há boas perspectivas para o setor de energias renováveis em outros países latino-americanos, contribuiu para a criação da LAP.


A empresa planeja investir US$ 3 bilhões, nos próximos cinco anos, em pequenas centrais hidrelétricas e parques eólicos no Chile, no Peru e no Panamá. O objetivo é alcançar, até 2018, uma capacidade instalada de 1.000 megawatts (MW), tanto por meio de aquisições quanto da construção de novas usinas.


Os dez primeiros projetos estão definidos. São centrais hidrelétricas que, juntas, vão totalizar 218 MW. Quatro delas, no Peru, já entraram em operação. Outras três estão em construção e as demais vão começar a ser instaladas em 2013 e 2014.


Segundo fonte próxima à LAP, a ideia é criar sociedades de propósito específico e ter sócios locais, sempre minoritários, em cada empreendimento. A avaliação é que, assim, será possível atrair parceiros com conhecimento aprofundado sobre esses mercados.


Outra diretriz já definida diz respeito ao financiamento dos projetos, que será composto por uma parcela de 60% a 70% de dívida e o restante de capital próprio. A LAP tem recorrido a bancos privados americanos, que oferecem linhas de até 16 anos e taxas de juros competitivas.


Além da disponibilidade de financiamento e da existência de recursos naturais fartos, a escolha dos mercados chileno, peruano e panamenho deveu-se às perspectivas de crescimento dessas economias e ao ambiente regulatório encontrado nesses países.


Dois fatores, em particular, chamaram a atenção dos sócios. Um deles é o fato de que as concessões de energia são perpétuas, diferentemente do que ocorre no Brasil. Outro atrativo é que os contratos são denominados em dólar - o que blinda a LAP das oscilações das moedas locais e "casa" as receitas da companhia com os custos de financiamento.


Ao menos por enquanto, não estão previstos investimentos em outros países da região.


Com sede em Santiago, a LAP tem cerca de 40 funcionários. Sahade é o presidente da companhia. Para a diretoria financeira, foi destacado Carlos Mellis, ex-chefe da área de financiamento de projetos do Itaú BBA. Daniel Gallo, que trabalhou na Ersa, será o diretor operacional.


Como é usual nesse tipo de negócio, a expectativa dos acionistas financeiros é, daqui a alguns anos, dar à LAP um destino parecido com o da Ersa - a venda para um investidor estratégico ou a abertura de capital da empresa.


A própria CPFL Renováveis encontra-se nesse estágio. Está prevista para os próximos meses a oferta inicial de ações da empresa, que pretende captar na bolsa R$ 1,5 bilhão, entre recursos para o próprio caixa e venda de participações dos acionistas.


O investimento na LAP foi feito por meio do P2Brasil Private Infrastructure Fund II e pelo BTG Pactual Brazil Infrastructure Fund II. Cada um deles terá direito a dois representantes no conselho de administração da LAP, enquanto a GMR terá um assento.


Procurados, os acionistas da LAP não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

 



Fonte: Valor Econômico
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