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P-51

Keppel, Pem Setal y Technip ganham contrato de US$ 639 milhões

28/05/2004 | 00h00
O consórcio FSTP, que reúne a singapurense Keppel, a brasileira de engenharia Pem Setal e a construtora francesa Technip, ganhou contrato de US$ 639 milhões para construir a plataforma P-51 da Petrobras, que terá o casco feito no Brasil e receberá financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) correspondente a 90% do valor total do investimento.
A superfície será construída no estaleiro Fels Setal, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro e o casco inferior no estaleiro da Nuclep em Niterói, também no Rio. A engenharia e construção das uniões de vértices do casco serão realizadas na Keppel Fels em Cingapura.
"Recebemos a carta de intensão nesta terça-feira (25/05) e provavelmente assinaremos o contrato em junho, disse o gerente geral da Pem Setal, Augusto Mendonça, durante um seminário realizado na quarta-feira. "Agora devemos finalizar as condições contratuais. Esta é a primeira plataforma cujo casco se cnstruirá no Brasil", ressaltou Mendonça.
A Keppel possui 45% da FSTP, a Pem Setal possui 30% e a Techinp, 25%. Keppel e Pem Setal possuem o estaleiro Fels Setal no Brasil, que construirá a plataforma. A P-51 se instalará no campo petroleiro de Marlim Sul, na Bacia de Campos e começará a produzir petróleo em 2008.
Em virtude do contrato, a FSTP deve entregar a plataforma em 47 meses. A P-51 é uma plataforma de 41 mil toneladas semisubmergível desenhada para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e 6 milhões de m³ de gás natural. A plataforma operará a 175 km da costa do estado do Rio de Janeiro em águas profundas de 1.255 meetros.
À diferença da plataforma P-52, de US$ 775 milhões, que o grupo também está construindo e cujos cascos se construiram completamente em Cingapura, a superfície e o casco inferior da P-51 se construirá no Brasil. O grupo assinou um acordo de isenção tributária com o governo do estado do Rio de Janeiro e com a empresa de desenvolvimento nuclear no Governo Federal, a Nuclep.
"Deveremos ajudar a Nuclep a atualizar sua capacidade de ingenharia e tecnologia já que esteve fora do mercado por um longo tempo", destacou Mendonça.
A Nuclep foi fundada na década de 70 para ajudar a desenvolver o programa nuclear do Brasil. A estatal assumiu poucos contratos desde que o governo retardou os planos para construir o seu terceiro reator nuclear Angra III no início da década de 90.
O acordo com a Nuclep, estimado em R$ 100 milhões foi uma maneira de aumentar o conteúdo nacional da P-51 a 60%, uma das exigências para o contrato.
Uma exigência similar foi feita para a P-52. A FSTP criou um sistema para comprar os equipamentos e partes no país.Para isso, os contratos de aquisição se dividiram ao máximo para permitir às empresas brasileiras oferecerem serviços e produtos. O grupo ajuda, além do mais, aos provedores a entrarem em contato com empresas estrangeiras interessadas em trazer sua tecnologia ao Brasil.
O mesmo sistema e, possivelmente, os mesmos provedores estarão envolvidos na construção da P-51.
"O atraso de seis meses entre a construção da plataforma P-52 e P-51 nos permitirá revisar nossos processos e ver o que saiu mal e o que teve êxito, além de nos permitir reduzir os gargalos da produção", disse Mendonça.
O contrato da plataforma P-52 foi assinado em janeiro de 2004. FSTP já começou a construir as barcaças para sustentar a superfície da plataforma no estaleiro de Angra. Até agosto de 2006, a empresa começará a integrar casco com superfície e a entrega está programada para 2007.
A italiana Nuovo Pignone também assinará um contrato de US$ 51 milhões com a Petrobras para entregar o módulo de compressão de gás e a Rolls Royce firmará um contrato de US$ 69 milhões para entregar o módulo de geração elétrica.

Fonte: BN Americas
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