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Indústria naval

Jurong cresce com encomendas no Brasil

01/08/2006 | 00h00

O grupo Jurong Shipyard, de Cingapura, dono de 35% do estaleiro Mauá Jurong e com menos de dez anos de atuação no Brasil, está animado com os negócios no país e tem expectativa de engordar ainda mais sua carteira de encomendas, que hoje soma US$ 1,577 bilhão. O mais recente contrato obtido pela empresa foi o de construção de quatro navios de transporte de derivados, anunciado recentemente pela Transpetro. No valor de US$ 277 milhões, só depende de assinatura com a subsidiária da Petrobras.

Duas outras grandes obras da estatal, cujo resultado o estaleiro aguarda ansiosamente, são as plataformas P-55 e P-57 - duas instalações gigantes. As propostas da licitação já foram entregues para análise dos técnicos da petrolífera. Tratam-se de instalações flutuantes de produção, de porte equivalente ao da P-50. O anúncio deve ser divulgado em setembro.

No momento, além das obras da P-54, em Niterói (RJ), estão na carteira do Mauá Jurong a encomenda da plataforma para produzir 15 milhões de metros cúbicos de gás no campo de Mexilhão, na bacia de Santos. O equipamento está orçado em US$ 550 milhões.

A carteira de projetos do Jurong no Brasil é superior à receita de US$ 1,3 bilhão obtida em 2005 em Cingapura. Os números mostram quanto as atividades no Brasil pesam nos planos do grupo. A estratégia é se beneficiar-se da localização para atender também encomendas de petroleiras que atuam na costa africana.

A P-54, por exemplo, vai custar US$ 750 milhões, mais da metade do faturamento do Jurong no ano passado. O valor da obra será será transformado em receita no período de três anos, tempo necessário para a sua construção. Desde 1997, quando fez a primeira obra no Brasil, o grupo já faturou cerca de US$ 1,5 bilhão com a construção de oito plataformas.

O Jurong é vinculado à gigante SembCorp Marine, um conglomerado que tem atividades na construção naval, geração de energia, construção de refinarias e exploração de óleo e gás em alto mar.

No Brasil, usa as instalações do estaleiro Mauá, fundado pelo Barão de Mauá, que fica em Niterói. Nos anos 90, o estaleiro esteve praticamente paralisado por causa da crise enfrentada pelo setor no país.

O diretor geral da divisão de offshore do Jurong Shipyard, Martin Cheah, é um entusiasta do país e apaixonado pelo Rio, onde mora há cerca de quatro anos. Ele aposta no potencial brasileiro para suprir as múltis petroleiras presentes na costa da África, entre elas Petrobras. A primeira encomenda foi concluída recentemente: reforma de uma plataforma de perfuração para a Noble.

Cheah acha que os estaleiros no Brasil estão aptos a ampliar a presença na Nigéria, Angola, Moçambique e outros. "A logística é perfeita, pois a África fica mais próxima do Brasil do que outras regiões onde essas obras costumam ser feitas. Essa é a tendência", avalia.

O grupo fincou raízes de fato no país dois anos depois de chegar ao Brasil, ao comprar a participação acionária de 35% no estaleiro Mauá, tornando-se sócio Sinergy Group, cujo principal acionista é o empresário German Efromovich. Apesar das divergências em vários contratos entre Efromovich e a Petrobras (maior cliente do parque naval do país), Cheah garante que isso nunca afetou as negociações do Jurong com a estatal.

O contrato da P-54, afirma ele, foi assinado pela Petrobras Netherlands (subsidiária sediada na Holanda) diretamente com o Jurong Shipyard, em Cingapura. Este, por sua vez, sub-contratou o Mauá, do qual é sócio. A matriz responde pelas garantias bancárias e corporativas do contrato.

A P-54 tem entrega prevista para novembro de 2008, para iniciar produção de óleo em junho de 2009. A gigantesca plataforma terá 337 metros de cumprimento e será a quarta instalação da Petrobras com capacidade para processar mais de 180 mil barris por dia.

Irá, ainda, comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás, além de estocar 2 milhões de barris. Tem a mesma capacidade da P-50, também fabricada pelo Jurong. Foi aquela unidade que permitiu elevar a produção da estatal para níveis próximos ao consumo.



Fonte: Valor Econômico
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