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Infra-estrutura

Japão temeu exposição da estatal e país buscou China para financiar gasoduto

11/11/2004 | 00h00

Por trás da polêmica envolvendo a Petrobras, o governo brasileiro e a China está o financiamento para construção do gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), orçado em US$ 1,1 bilhão. O Valor apurou que o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) aceitou financiar a obra, mas com a mudança do principal dirigente da instituição no ano passado o novo presidente teria avaliado que a exposição do JBIC à Petrobras era muito grande, sinalizando que podia desistir. Foi então que a estatal procurou financiamento do Eximbank da China.
O negócio foi apresentado durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, da qual participaram a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e o presidente da estatal, José Eduardo Dutra, entre outros. Os chineses não só aceitaram financiar o Gasene como também teriam estendido o prazo de pagamento de 12 para 15 anos, também reduzindo os juros cobrados.
Ao tomar conhecimento do início das negociações entre a Petrobras e os chineses, a direção do JBIC teria voltado atrás na decisão, oferecendo as mesmas condições para o empréstimo, provocando irritação nos chineses. O Valor apurou que o entrave para fechamento do negócio com os chineses é que eles exigiam como contrapartida que o empréstimo fosse garantido pelo governo brasileiro, o que a Petrobras não podia aceitar. Isso porque as garantias seriam dadas por meio do BNDES, o que encareceria o financiamento.
A carteira de financiamentos do JBIC para a Petrobras é gigantesca e soma US$ 2,8 bilhões conforme dados da instituição japonesa. O banco oficial do Japão financiou o gasoduto Bolívia-Brasil, o desenvolvimento dos campos de Barracuda e Caratinga e o projeto de modernização da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e a Refinaria do Planalto (Replan), entre outros projetos. Este ano a Petrobras já anunciou um programa de investimentos totais de US$ 2,85 bilhões para financiar a expansão da rede básica de gás natural.
Como combinado na viagem de Lula, a Petrobras e a estatal chinesa de petróleo, a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), que controla a Petrochina e a China Petroleum and Chemical Corporation (Sinopec), deveriam assinar um memorando de entendimento para parcerias em refino, petroquímica, exploração e produção de petróleo em águas profundas e comercialização de óleo e gás. O memorando deve ser assinado em 22 de novembro.



Fonte: Valor Econômico
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