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Internacional

Japão inicia racionamento de energia para evitar apagão pós-tsunami

01/07/2011 | 15h23
O governo japonês deu início hoje (1º) a uma medida que restringe o consumo de empresas que utilizam energia elétrica em larga escala. O intuito é evitar a escassez de energia no verão e diminuir a probabilidade de apagões.  Os grandes consumidores localizados nas áreas servidas pela Tokyo Electric Power Co. (Tepco) e Tohoku Electric Power Co. serão obrigados a reduzir o consumo de energia em 15% em relação ao verão do ano passado.


A limitação é no horário comercial, das 9h às 20h, de segunda a sexta-feira, e vai até meados de setembro. Quem violar a restrição intencionalmente terá de pagar multas que passam de R$ 20 mil.


A decisão é consequência dos danos causados às usinas nucleares instaladas na região noroeste do arquipélago pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março deste ano. O duplo desastre afetou seriamente a produção de energia elétrica no país, onde 35 dos 54 reatores nucleares do Japão estão parados desde a tragédia.


O governo quer também que a população e as pequenas empresas colaborem e economizem energia elétrica.


“Nosso objetivo para o período de julho a setembro é reduzir o gasto com energia elétrica em 15% (em relação ao consumo do ano passado) independentemente de saber se o consumidor é um grande usuário, pequeno ou mesmo doméstico”, disse à imprensa japonesa o secretário-chefe do gabinete, Yukio Edano.


Esta é a primeira vez que o governo do Japão impõe restrições ao consumo de energia para as grandes empresas desde a crise do petróleo, em 1974.


Apesar de a medida ter começado hoje, muitas empresas já vinham colaborando na economia de energia. Nos principais prédios comerciais e de empresas de Tóquio, escadas rolantes, elevadores, letreiros e lâmpadas – em corredores e banheiros, por exemplo – ficam praticamente desligados o dia todo.


Nesta semana, muitas montadoras deram início ao esquema de folgas às quintas e sextas-feiras e trabalho normal aos sábados e domingos.
 
 
Empresas de autopeças e de componentes eletrônicos também começaram a trocar o turno da tarde pelo trabalho noturno, evitando assim o horário de pico no consumo de energia.


Outras companhias, como a fabricante de eletrônicos Sony, optaram por encurtar o horário de trabalho em uma hora.


Os funcionários da Sony trabalharão até as 17h e, para forçá-los a deixar os escritórios, o ar-condicionado será desligado às 18h.


Já as operadoras das linhas de trem e de metrô na capital anunciaram redução na circulação de comboios durante o dia e aumento da frota nos primeiros horários da manhã, além de diminuir o uso do ar-condicionado nos vagões.
 


Fonte: Agência Brasil
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