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Internacional

Japão: combustível nuclear será removido até 2015

20/07/2011 | 14h10
O governo japonês anunciou ontem (19) que começará a retirar o combustível nuclear das piscinas de armazenamento na usina danificada de Fukushima Daiichi até no máximo 2015. Também será considerado, até janeiro, o cronograma para o retorno de cerca de 80 mil moradores que foram retirados dos arredores da usina, disseram autoridades a jornalistas.

A Tokyo Electric Power Co., operadora da usina de Fukushima Daiichi, elaborou em abril um cronograma de duas etapas e estabeleceu uma meta para trazer os reatores a um estado de "desligamento a frio", onde o urânio no núcleo não é mais capaz de evaporar a água usada para o resfriamento.

Autoridades do governo disseram que o Japão já cumpriu o primeiro critério de esfriar os reatores de forma estável, e que seguirão com sua meta de realizar o desligamento a frio dos reatores até janeiro. Depois disso, iniciarão a limpeza e a retirada de combustível do local, 240 quilômetros a norte de Tóquio.

Segundo o ministro da Crise Nuclear, Goshi Hosono, o desmantelamento dos reatores demorará mais de 10 anos.

Também ontem o governo japonês ordenou a suspensão da comercialização de carne bovina produzida na província de Fukushima, depois de descobrir que o gado alimentado com palha de arroz contaminada com altos índices de césio radioativo foi distribuído por todo o país.

A descoberta aumentou as preocupação dos consumidores sobre a segurança alimentar após os incidentes de contaminação em vegetais, chá, leite, frutos do mar e água, decorrentes do vazamento radioativo na usina nuclear, atingida por um tsunami.

Apesar de Fukushima produzir apenas 3% da carne bovina japonesa, parte da carne contaminada foi distribuída para grandes supermercados em Tóquio e nos arredores da capital, e servido a estudantes do ensino fundamental em Yamagata, no noroeste de Fukushima.

"O bife de Fukushima era vendido no meu supermercado local. Quando lembro disso, fico preocupada com as crianças e os idosos", disse Saori Yamada, uma moradora de Tóquio.

Mais de 500 cabeças de gado contaminadas com césio radioativo foram enviadas para outras partes do Japão.


Fonte: Diário do Nordeste
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