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Desastre

Japão admite que limpeza nuclear pode levar anos

01/04/2011 | 09h52
A usina nuclear de eletricidade danificada pelo terremoto no Japão levará anos para ser totalmente estabilizada, mas as autoridades esperam conseguir, dentro de algumas semanas, evitar qualquer deterioração adicional da usina e deter o vazamento de material radioativo nos arredores.
 

Funcionários estão lutando para conter a radiação da usina em meio a sinais de que possa estar escapando continuamente para o mar. O enorme terremoto e o tsunami que devastaram a costa nordeste do Japão em 11 de março inutilizaram os sistemas de resfriamento da usina.
 

Yukio Edano, ministro-chefe do gabinete japonês e responsável pela coordenação dos esforços para solucionar a crise nuclear, disse ao "Financial Times" serem possíveis novos revéses na usina Fukushima Daiichi. No entanto, o governo espera ser capaz, dentro de algumas semanas, de conter o vazamento da radiação e evitar que a situação na usina se agrave.
 

"Se conseguirmos impedir uma evolução desfavorável e suprimir o temor das pessoas, então isso também poderá ser visto como uma espécie de estabilização", disse Edano em entrevista.
 

Indagado sobre quanto tempo será necessário para acabar com a crise, Edano disse que conseguir a "total estabilização" da usina nuclear e de suas barras de combustível consumido perigosamente aquecidas é visto, de modo geral, como uma tarefa que deverá levar vários anos.
 

A Tokyo Electric Power (Tepco), companhia de eletricidade no centro do pior acidente nuclear em 25 anos, poderá ter de arcar com o pagamento de indenizações de até 11 trilhões de ienes (US$ 133 bilhões), se a crise durar dois anos, segundo estimativas do Bank of America Merrill Lynch. A Moody's, agência de classificação de crédito, rebaixou por duas vezes em duas semanas a avaliação dos papéis da dívida da concessionária.
 

A crise intensificou o temor do público quanto à segurança do uso de energia nuclear em países no mundo inteiro, colocando em dúvida um esperado renascimento para o setor de energia nuclear mundial e obrigando os que defendem essa tecnologia a prometer que empreenderão ainda mais esforços para torná-la à prova de desastres.
 

Durante breve visita a Tóquio na quarta-feira, Nicolas Sarkozy, o presidente francês, firmou com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, um pacto de trabalho conjunto no desenvolvimento de novas normas internacionais para a segurança nuclear.
 

Os danos à usina atômica e a outros elementos de infraestrutura infligidos pelo tsunami e pelo terremoto exacerbaram as preocupações com o impacto econômico da catástrofe que, teme-se, tenha matado mais de 27 mil pessoas. Em março, a atividade industrial japonesa caiu para um mínimo em dois anos, sendo que o índice Markit/JMMA (dessazonalizado) dos gerentes de compras assinalou seu maior declínio desde que começou a ser compilado, em 2001.
 

Os problemas no reator Fukushima Daiichi provocaram especulações de que a Tepco poderá ser estatizada e que o setor de energia nuclear japonês será radicalmente reestruturado.
 

Edano, que como porta-voz do governo nessa crise foi elogiado por suas explicações claras e sucintas sobre a complexa situação na usina, disse que os ministros e autoridades não tiveram, ainda, tempo para "refletir plenamente" sobre as causas da crise ou sobre como o setor poderá ser reformado.
 

No entanto, ele afirmou que, assim que a situação estiver sob controle, o governo deverá realizar uma reavaliação completa da política nuclear japonesa.
 

"Seremos como uma folha de papel branco, abertos a todas as opções", disse Edano.
 
 
A Agência Internacional de Energia Atômica, alertou que os níveis de radiação em Iitate, um vilarejo a 40 km de distância da usina, excedeu o limite que determina sua evacuação. A agência reguladora nuclear japonesa também admitiu que a radiação permanentemente elevada no mar nas imediações do complexo pode resultar de um vazamento contínuo de radiação para a água.


Fonte: Valor Econômico
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