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Mar Cáspio

Irã avança nas negociações com a Petrobras

04/06/2007 | 00h00

O Irã está em negociações avançadas com a Petrobras para que a estatal brasileira ajude a república islâmica no início das atividades de exploração em águas profundas no Mar Cáspio, de acordo com um executivo da estatal local National Iranian Oil Co. (Nioc).

Um acordo para o desenvolvimento de dois blocos de petróleo no Mar Cáspio pode ser fechado neste verão (no Hemisfério Norte) o que, provavelmente, vai requerer investimento de US$ 2 bilhões, afirmou o diretor de exploração da Nioc, Seyed Mahmoud Mohaddes, em entrevista à agência Dow Jones. "Estamos em negociações exclusivas com a Petrobras há algum tempo. Essa pode ser nossa primeira entrada em exploração na nossa parte do Cáspio."

Um acordo deve beneficiar o país com a experiência da Petrobras sobre tecnologia de perfuração em águas profundas e ampliar a presença da companhia no Irã, onde já iniciou a exploração de um bloco de petróleo.

Um futuro acordo também deve representar mais um teste para a política do governo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de tentar persuadir petrolíferas globais a não fazer negócios com o Irã - país que depende do conhecimento e da tecnologia de companhias de petróleo estrangeiras para desenvolver suas reservas de petróleo nos próximos anos.

A administração Bush tem procurado dissuadir as petrolíferas de investir no Irã, em razão da atual disputa sobre o programa nuclear iraniano. Uma série de companhias, como a francesa Total, que tem planos de investir no país e em suas operações nos EUA, já foram alertadas pelos americanos que poderiam violar as leis americanas.

Segundo Mohaddes, foram identificados três pontos para perfuração em dois blocos, com um custo de desenvolvimento estimado de US$ 150 milhões cada. A Petrobras poderia firmar parceria com outras empresas do setor para trabalhar nos poços, acrescentou.

Além disso, Mohaddes revelou que o prazo para envio de propostas no processo de licitação de 12 blocos terrestres e cinco blocos em alto mar (offshore), que foram formalmente oferecidos em fevereiro, foi adiado de 20 de junho para 1º de agosto, citando o impacto do ano novo iraniano, em março - quando o Ministério do Petróleo permaneceu fechado por três semanas.

O executivo informou que 23 petrolíferas estrangeiras, inclusive algumas com operações dentro do país, solicitaram informações sobre os blocos, que devem requerer um investimento mínimo de US$ 500 milhões no total. Companhias incluindo a China Petroleum & Chemical Corp. (Sinopec), a norueguesa Statoil, Royal Dutch Shell, a italiana Eni SpA, a Total SA, a russa Lukoil e a austríaca OMV AG estiveram presentes na apresentação formal dos blocos na cidade de Viena, em fevereiro. (Com Dow Jones)

Fonte: Jornal do Commercio



Fonte: Jornal do Commercio
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