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Empresas

Ipiranga registra resultados piores em distribuição, petroquímica e refino

09/08/2006 | 00h00

A Ipiranga Distribuidora (DPPI) apresentou uma redução de 16,9% no lucro líquido apurado no primeiro semestre de 2006, comparado ao mesmo período em 2005. Neste ano, o resultado foi de R$ 66,5 milhões, contra os R$ 80,1 milhões apurados no ano passado. O Ebitda foi reduzido em 16,5% no mesmo período, com uma queda dos R$ 43 milhões de 200 para R$ 35,9 milhões verificados neste ano. A receita bruta da DPPI alcançou R$ 1,8 bilhão em 2006, 13,8% mais que o resultado do período mesmo período de 2005, quando ficou em R$ 1,59 bilhão.

O diretor-superintendente da DPPI, Leocádio de Almeida Antunes Filho, disse que um dos principais fatores que contribuiram para a queda de 0,3% no consumo de combústíveis no período foi a redução da safra de grãos em 2005 no Rio Grande do Sul, o que afetou diretamente o consumo de diesel por caminhões de transporte. Ele contou ainda que, como no ano passado houve um aumento na alíquota de ICMS no preço do álcool e a distribuidora possuía um estoque elevado, foi possível reduzir os preços praticados nos postos, o que acabou se refletindo no resultado favorável em 2005. Em compensação, as vendas de Gás Natural Veicular (GNV) da empresa cresceram 51,7% no primeirro semestre de 2006 em relação a 2005.

O setor petroquímico da empresa também exibiu resultados piores, com uma queda de 33% no lucro líquido da Ipiranga Petroquímica (IPQ), de R$ 227,9 milhões para R$ 153,3 milhões, na comparação dos primeiros seis meses de 2005 e 2006, respectivamente. Segundo Alfredo Lisboa Tellechea, diretor da IPQ, a apreciação do Real, a elevação dos preços de matéria-prima e a entrada em operação da Riopol, no Rio de Janeiro, influenciaram o resultado das operações da petroquímica. "Esses fatores acarretaram em uma compressão nas nossas margens, carregados pelo preço do petróleo", avaliou. "No entanto, considero este resultado satisfatório diante da conjuntura apresentada e que faz frente a nossas necessidades", acrescentou. De abril a junho de 2006, as vendas da petroquímica para o mercado interno aumentaram 27,3% em relação ao trimestre anterior, enquanto a alta nas vendas para o mercado externo foi de 8%. O Ebitda da IPQ, porém, teve queda de 29,5% nos seis primeiros meses de 2006, comparado com o mesmo período em 2005, saindo de R$ 332,1 milhões para R$ 233,8 milhões.

  
Os números relativos à produção da Refinanaria de Petróleo da Ipiranga (RPISA) também foram inferiores na comparação entre o primeiro semestre de 2006 com o de 2005. O lucro líquido das operações de refino caiu 36%, com um resultado de R$ 92,2 milhões neste ano contra R$ 126,2 milhões no ano passado. O Ebitda da RPISA, no entanto, apresentou recuperação, saindo de um resultado negativo de R$ 2,7 milhões, em 2005, para um lucro de R$ 8,9 milhões neste ano. Com as operações de refino paralisadas desde junho último, a diretora da RPISA, Elisabeth Tellechea, afirmou que as atividades da refinaraia continuam prejudicadas por causa da incompatibilidade entre os preços do petróleo e seus derivados praticados no Brasil.

"Infelizmente, hoje já está quase a US$ 78 (o preço do barril) e isso mostra a aceleração em que ele vai", avaliou Elisabeth, ressaltando que o preço do barril no início do ano era de US$ 58. Ela contou que uma das possibilidades de aproveitamento da planta é o de processar nafta. Atualmente a unidade tem capacidade de produzir de 25 mil a 33 mil metros cúbicos mensais do insumo. Segundo Elisabeth, a RPISA já iniciou negociações com a Copesul para vender a nafta, que seria escoada pela Lagoa dos Patos por meio de um navio em seis viagens mensais.



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