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Petroquímica

Ipiranga propõe fornecer nafta para manter operação

11/07/2006 | 00h00

Parada desde o dia 20 de junho devido ao descasamento entre a alta das cotações do petróleo e a estabilidade dos preços dos combustíveis e derivados no mercado interno, a Refinaria Ipiranga quer agora apoio da Petrobras para produzir nafta para a Copesul, a central de matérias-primas do pólo petroquímico de Triunfo (RS). O pedido foi encaminhado pela empresa ao secretário do Desenvolvimento do governo gaúcho, Luís Roberto Ponte, que ontem o encaminhou para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Segundo Ponte, a operação consistiria na substituição da nafta comprada pela Copesul das refinarias da Petrobras instaladas em outros Estados pela matéria-prima produzida pela Ipiranga em Rio Grande, a partir de condensado. A empresa gaúcha poderia fornecer 30 mil toneladas mensais, por um período mínimo de seis meses para garantir a viabilidade do negócio, disse o secretário.

O acerto, porém, depende da disposição da Petrobras de abrir mão de uma cota de fornecimento de 180 mil toneladas de nafta nos seis meses para a Copesul, reduzindo o volume para 90 mil toneladas mensais produzidas na Refinaria Alberto Pasqualini. Com isso, a participação da estatal no suprimento de matéria-prima para a central recuaria para 41% no período, enquanto a Ipiranga ficaria com 9% e os fornecedores internacionais, com 50%, explicou Ponte.

"Se for comercialmente sustentável não tem problema, mas a Petrobras não pode beneficiar empresas privadas; ela pode fazer parcerias", disse a ministra, durante visita ao Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Ela afirmou que a estatal irá analisar a proposta com critérios "rígidos" e sugeriu que a Ipiranga invista na produção de biodiesel. "Isto é o futuro", comentou Dilma, que em setembro fará o lançamento dos testes de produção comercial do H-Bio pela Refap.

O diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, estava ontem em viagem a Pecém (CE) e não foi localizado para comentar a proposta.

A parada atual é a terceira feita pela refinaria gaúcha desde abril de 2005. Nas duas anteriores, a empresa ficou 191 dias sem operar entre abril e maio e de agosto a setembro e registrou queda de 42% na receita líquida não consolidada do ano passado, para R$ 291,8 milhões. Ontem a empresa não quis comentar o assunto, nem os rumores de que a BR Distribuidora estaria interessada em adquirir suas operações de distribuição de combustíveis, responsáveis por 81,6% do faturamento bruto de R$ 28,1 bilhões em 2005.

A assessoria de imprensa da BR Distribuidora disse que a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, já desmentiu a compra da Ipiranga. Em entrevista, na semana passada, ela negou que mantenha qualquer tratativa nesse sentido. A Copesul não falou sobre a proposta da Ipiranga.



Fonte: Valor Econômico
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