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Petroquímica

Ipiranga estuda plano de expansão

11/11/2005 | 00h00

A Ipiranga, única das principais empresas brasileiras da área petroquímica que estava fora da onda de novos investimentos que o setor vem anunciando, informou ontem que está concluindo estudos para ampliar sua produção de polipropileno (resina com diversas aplicações na indústrias de plásticos), atualmente em 150 mil toneladas. O diretor-superintendente da Ipiranga Petroquímica, Paulo Magalhães, disse que em cerca de seis meses o grupo vai anunciar esses novos projetos.

Magalhães disse apenas que os projetos podem ser no Brasil e no exterior. As outras duas produtoras de polipropileno já estão investindo em ampliações. A Polibrasil (grupo Suzano), maior produtora do país, vai acrescentar 250 mil toneladas/ano à sua capacidade de 625 mil toneladas em projetos no Rio e em São Paulo. A Braskem (grupo Odebrecht), que pode produzir 550 mil toneladas, vai construir, em parceria com a Petroquisa (Petrobras) uma unidade de 300 mil toneladas em Paulínia (SP).

Segundo estudo do BNDES, a demanda brasileira por polipropileno estará em 1,8 milhão de toneladas/ano em 2008 e em 3,6 milhões, em 2013. O banco estatal projeta para 2008 um déficit de 470 mil toneladas e para 2013, de 2,35 milhões. A oferta atual é de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas. Além dos projetos já anunciados, o único outro estudo de ampliação já conhecido é da própria Polibrasil, um projeto de 300 mil toneladas ainda sem localização definida.

Além da perspectiva de investir em polipropileno, a Ipiranga decidiu que vai participar da reorganização societária da Copesul, a central petroquímica de Triunfo (RS), caso a Braskem decida aceitar a oferta da Petrobras. A estatal ofereceu suas ações na central gaúcha como forma de aumentar de 10% para 30% sua participação na petroquímica baiana. Braskem e Ipiranga controlam a Copesul, com 29,5% do capital votante cada uma. A Petrobras detém 15,6%.

Pelo acordo de acionistas, a Ipiranga tem direito a ficar com metade das ações que a Petrobras está ofertando à Braskem. Além disso, o grupo gaúcho está disposto a comprar a parte que lhe compete dos 25,5% do capital hoje em mãos de outros acionistas. Pela legislação, se houver a operação com a parte da Petrobras, os sócios (Braskem e Ipiranga) serão também obrigados a fazer uma oferta pública para comprar as ações dos demais acionistas que quiserem vender suas ações pelo mesmo preço que a estatal.

O mercado avalia que o custo total da operação ficará em torno de US$ 400 milhões. Ainda que não ratifique esse valor, a Ipiranga está estudando as alternativas para levantar o dinheiro. O ânimo investidor do grupo se renovou com a redução do elevado endividamento que paralisou suas iniciativas nesse campo nos últimos anos e tornou a Ipiranga Petroquímica uma freqüentadora constante dos rumores de venda de ativos. Graças à valorização do real e a pagamentos feitos, a dívida da empresa caiu de US$ 262 milhões em dezembro do ano passado para US$ 205 milhões em 30 de setembro deste ano.

Na mão contrária, a queda nos preços das resinas no terceiro trimestre deste ano fez da área petroquímica a principal responsável pela queda de 51,9% no lucro do grupo. O lucro caiu de R$ 287,6 milhões, há um ano, para R$ 138,3 milhões, este ano. No acumulado do ano o lucro do grupo cresceu 15,5% (de R$ 403,9 milhões para R$ 466,4 milhões).

Já a refinaria, parada desde 20 de agosto, só deverá retornar às operações após o governo publicar alguma regra que compatibilize o preço do petróleo bruto, regulado pelo mercado internacional, com os preços internos dos seus principais derivados (gasolina e óleo diesel). Hoje os preços são definidos, na prática, pela Petrobras. A superintendente da refinaria, Elizabeth Tellechea, disse esperar que essa regra seja estabelecida ainda este ano, por intermédio de uma decisão liminar da Secretaria de Direito Econômico (SDE).

"Sem a liminar teremos uma condição totalmente incerta de operação", disse Elizabeth que, ao mesmo tempo, descartou a hipótese de fechamento definitivo da unidade. "A palavra fechar nós não temos ainda no nosso vocabulário", acrescentou. O que o grupo não deseja também, de acordo com a dirigente, é ficar acionando as máquinas em eventuais momentos de preços favoráveis e parando quando houver defasagem.

As refinarias Ipiranga (RS) e Manguinhos (RJ), únicas do setor privado no país, estão com um pedido de abertura de processo contra o que chamam de abuso econômico por parte da Petrobras na fixação de preços no setor.



Fonte: Valor Econômico
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