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Petroquímica

Ipiranga busca saída no sul com Petrobras

17/02/2006 | 00h00

O grupo Ipiranga, cujo lucro líquido consolidado caiu 7,5% no ano passado, para R$ 518 milhões, tenta preservar sua posição no setor petroquímico buscando ajuda da Petrobras.

"Queremos um sócio para nos ajudar a crescer", disse o diretor-superintendente da Ipiranga Petroquímica (IPQ), Paulo Magalhães. Por isso, o executivo afirmou que o grupo começou negociações com a Petrobras para consolidar os ativos da Ipiranga no sul do país. Embora não tenha dado detalhes a respeito destas conversas, Magalhães disse que a estatal poderá ser sócia da IPQ. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.

O grupo Ipiranga persegue uma solução para evitar o isolamento na reorganização do pólo petroquímico do sul que vem sendo conduzida justamente pela Petrobras. A estatal comunicará até o dia 31 de março se elevará de 10% para 30% sua participação no capital acionário da Braskem, do grupo Odebrecht, concedendo em contrapartida ativos petroquímicos, principalmente os do sul, de sua propriedade.

O principal ativo da Petrobras está na Copesul, a produtora de matérias-primas do pólo de Triunfo (RS), onde a estatal possui 15,63% do capital. O controle da empresa é compartilhado entre Ipiranga e Braskem, que detêm, cada uma, 29,46% das ações. Caso Petrobras exerça a opção, a Ipiranga disse que irá comprar a metade da participação da estatal na Copesul.

Por conta disso, a Ipiranga informou ontem que contratou o banco Santander para começar a avaliar os ativos da Copesul. Essa mesma operação vem sendo conduzida pelos bancos franceses Caylon, para a Braskem, e o BNP Paribas, para a Petrobras, que analisam ainda os ativos da Petroquímica Triunfo e da Petroquímica de Paulínia, da estatal.A IPQ se prepara para essa operação. Já possui uma linha de crédito de US$ 150 milhões previamente aprovada pelo International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para financiamento do setor privado. O grupo analisa ainda a emissão de uma debênture num valor superior a R$ 400 milhões.

Apesar do encolhimento no ano passado, os negócios petroquímicos continuam sendo um dos maiores responsáveis pelo ganho do grupo. A IPQ lucrou R$ 264 milhões, queda de 35% sobre o ano anterior, por causa do aumento da matéria-prima e da valorização do real.

Principal distribuidora de combustíveis do grupo, a Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga (CBPI) registrou lucro de R$ 326 milhões. A Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga (DPPI), que abrange o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, apurou ganho de R$ 170 milhões.

Na distribuição de combustíveis, o grupo voltou a crescer sua fatia de mercado, para 19,3%, mantendo a segunda posição no setor, atrás da Petrobras.

A atividade de refino, que ficou sem operação por 191 dias em 2005, atribuída às perdas por causa da defasagem nos preços do petróleo, acusou prejuízo de R$ 27 milhões. Mas a Refinaria Ipiranga acabou tendo lucro de R$ 137,7 milhões por conta das participações nas demais empresas do grupo. A refinaria voltou a operar no fim de dezembro e deve processar óleo pelo menos até abril por conta de contratos de compra de petróleo já garantidos. O faturamento do grupo somou R$ 28 milhões em 2005, alta de 15%. A geração manteve-se acima R$ 1 bilhão.



Fonte: Valor Econômico
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