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Balanço

Ipiranga aumenta lucro, mas refinaria ainda preocupa

11/11/2004 | 00h00

Os excelentes resultados das empresas distribuidoras e da Ipiranga Petroquímica garantiram ao Grupo Ipiranga o crescimento de mais de 50% no lucro líquido, que passou de R$ 268,5 milhões, entre janeiro e setembro de 2003, para R$ 403 milhões, no mesmo período de 2004. O faturamento do grupo aumentou de R$ 15,8 bilhões para R$ 17,2 bilhões. O prejuízo de R$ 21,9 milhões da Refinaria de Petróleo Ipiranga, no entanto, preocupa a companhia.
A refinaria fechou o terceiro trimestre de 2004 com resultado positivo de R$ 152,6 milhões de lucro líquido. O valor é superior, inclusive, ao mesmo período de 2003, quando a companhia alcançou o lucro de R$ 113,1 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 378,9 milhões dos meses de janeiro a setembro de 2002. A diferença, no entanto, é que as cifras positivas foram alcançadas em função da participação da refinaria nas empresas de distribuição e petroquímica. O resultado de geração de caixa do refino da Ipiranga foi negativo em R$ 25,7 milhões.
Segundo Elizabeth Telechea, diretora-superintendente da Refinaria Ipiranga, a defasagem dos preços do combustível nacional em relação ao petróleo no mercado internacional está na ordem dos 15%, "devido ao pequeno reajuste feito pela petrobras em outubro". Antes, a defasagem estava em 20%, o que obrigou a refinaria a reduzir a produção em 35% para evitar maiores perdas. Atualmente, a refinaria está processando 10,3 mil barris por dia e tem capacidade para processar 17 mil barris de petróleo diariamente.
A diretora da empresa explica que para chegar ao cálculo da defasagem entre derivados e petróleo (20%), foi utilizado o cálculo dos preços médios do petróleo no segundo e no terceiro trimestres. No segundo trimestre, o valor médio do óleo WTI foi de US$ 38,3 por barril e no terceiro, a média de preços foi de US$ 43,9 o barril. Para o futuro, Elizabeth avalia que a tendência é de preços mais baixos, em torno dos US$ 42 o barril, em 2005.
Enquanto os preços dos combustíveis continuam defasados, a Refinaria Ipiranga e o Governo Federal negociam alternativas para suavizar os impactos na empresa. "O governo está sensível aos problemas e tem boa vontade, mas por enquanto, nada há de concreto", afirma Elizabeth, ao acrescentar que "em função dessa problemática, vamos fazer uma revisão do nosso planejamento estratégico e definir novas alternativas, mas também não há nenhuma decisão tomada". O planejamento da Ipiranga deverá ser concluído no final deste ano e terá ações programadas para os próximos cinco anos.



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