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Camargo Corrêa

Investimento de US$ 643 mi na Argentina

23/07/2008 | 08h41

O grupo Camargo Corrêa está trocando o comando e preparando uma expansão de suas operações de cimento na Argentina, três anos após ter desembarcado no país comprando a Loma Negra. O grupo está selecionando um local, próximo à Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile, para abrir uma nova fábrica apta a produzir 800 mil toneladas ao ano. 


Serão investidos US$ 200 milhões no projeto e a intenção é que a nova unidade comece a operar em 2011 para abastecer tanto a Argentina quanto o Chile, disse ao Valor o diretor geral da Loma Negra, Humberto Junqueira de Farias. No comando da Loma Negra desde a aquisição pela Camargo Corrêa em 2005, Farias vai passar o posto mês que vem para o atual diretor-superintendente da Cimento Cauê, Ricardo Lima, e voltar ao Brasil. 


A nova fábrica na Cordilheira dos Andes se somará a outras três que a Loma Negra tem na região Sul da Argentina, próximo da fronteira com o Chile, nas províncias de Neuquén, Catamarca e San Juan. O local está para ser escolhido entre as províncias de Mendoza e San Juan, onde estão sendo desenvolvidos dois grandes projetos de infraestrutura ferroviária. 


Um deles é a Transandina, ferrovia que vai ligar Buenos Aires a Santiago através de um túnel sob os Andes. A obra, que já está aprovada pelos governos, vai demandar US$ 2,8 bilhões e a Camargo Corrêa também faz parte do consórcio que vai construir a ferrovia, liderado pelo grupo Corporación America S/A (CASA), do empresário argentino Ernesto Gutiérrez. 


"A questão logística é importante", afirmou Farias sobre os critérios que vão decidir o local exato da instalação da nova fábrica, que incluem a disponibilidade de energia e de mineração de calcário, matéria-prima para a indústria de cimento. 


Suprimento de energia é um dos temas mais complicados, tanto na Argentina quanto no Chile. Com o forte crescimento econômico e baixos investimentos, nos últimos cinco anos a Argentina praticamente esgotou suas reservas de eletricidade, petróleo e gás. Além de obrigar as indústrias a racionar energia, desde o ano passado o país está reduzindo seus embarques de gás ao Chile. 


Para contornar o problema, a Loma Negra usou parte dos US$ 144 milhões que investiu entre 2005 até agora em equipamentos e sistemas de geração própria de energia, além da importação de coque de petróleo e carvão do Golfo do México e da África do Sul. As mesmas fontes poderiam suprir a nova fábrica, afirma Farias. 


A Camargo Corrêa, que pagou US$ 1,025 bilhão na aquisição da Loma Negra, tem um programa de investimentos global para a companhia de US$ 643 milhões no período 2005-2012. Desse total, US$ 144 milhões já foram realizados até este mês, informou o executivo. Para 2009, estão programados US$ 118 milhões, dos quais US$ 59 milhões em aumento de capacidade de produção, US$ 22 milhões em programas ambientais, US$ 26 milhões na ferrovia Ferrosur (na província de Buenos Aires) e o restante em outros projetos. Para 2010 serão US$ 43 milhões; para 2011 US$ 44 milhões e os US$ 42 milhões restantes para 2012. Os US$ 200 milhões para a quarta fábrica na fronteira com o Chile estão incluídos no programa global. 


A Loma Negra é a maior empresa de cimento da Argentina e terceira maior da América do Sul. Dona de 46% do mercado de cimento do país, concorre com a PCR, a Minett (controlada pela suíça Holcim) e a Avellaneda (de capitais espanhóis). Depois de cair quase 30% com a crise de 2001 e 2002, nos últimos cinco anos as vendas do produto dispararam, muito acima do crescimento médio do Produto Interno Bruto do país, que foi entre 8% e 9% anuais. 


"No mercado argentino há vetores distintos que sustentam o crescimento deste mercado: a reativação forte da economia, o crescimento das obras públicas, o desenvolvimento imobiliário privado e a auto construção", explicou Farias, frisando que "nem sempre eles se dão ao mesmo tempo". 


Já em 2007, a economia argentina começou a desacelerar, o que se refletiu diretamente nas vendas de cimento. A projeção para este ano é de um avanço de 5% a 6%, comparado a quase 8% no ano passado. Segundo Farias, a previsão de toda a indústria é que as vendas vão continuar aumentando no país, mas em um ritmo mais próximo de 5% e não 20% ou mais que se registraram entre os anos de 2003 e 2006. 



Fonte: Valor Econômico
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