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Energia

Investidores avaliam possíveis efeitos de racionamento nas grandes indústrias

19/02/2014 | 12h12

 

Analistas e investidores já consideram mais seriamente a hipótese de um racionamento do consumo de energia neste ano, medida que o país pode ser forçado a adotar já a partir de abril, na avaliação de algumas fontes.
Grandes bancos, como UBS, Morgan Stanley, BTG Pactual, Brasil Plural e J.P. Morgan, divulgaram nos últimos dias relatórios em que analisam para seus clientes - muitos investidores estrangeiros -, a atual crise energética, a pior vivida pelo país desde 2001, quando Brasil precisou cortar 20% da demanda.
De acordo com o analista do Morgan Stanley, Guilherme Paiva, as ações mais "sensíveis" a um racionamento de energia seriam as da Usiminas, Minerva, Gerdau, Duratex, M. Dias, Iochpe-Maxion, JBS, Embraer, Oi e Vale. A lista leva em consideração o peso da eletricidade no custo de produção e na geração de caixa das companhias medida pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).
Segundo o Morgan Stanley, se somado o lucro previsto para 2014 de todas empresas que fazem parte do índice Ibovespa, 35% desse valor estaria exposto a um choque no suprimento de energia. Os setores mais importantes seriam os de mineração e alimentos e bebidas, de onde vêm 14% e 10%, respectivamente, do lucro total estimado para as empresas que compõem o índice da bolsa paulista. Os setor de serviços de utilidade pública e aço também seriam impactados por um racionamento - esses setores respondem por 7% e 4%, respectivamente, do total estimado para todas empresas que fazem parte do Ibovespa.
O medo de que não haverá eletricidade suficiente já começou a se refletir nas ações das companhias, e não apenas nos papéis das elétricas, que também estão sendo fortemente impactados. As ações da Usiminas caíram ontem 7,8% e as da Braskem, 7,6%. De acordo com o Morgan Stanley, no setor de aço, a eletricidade representou 31,3% do Ebitda em 2013. No setor industrial, esse percentual foi de 11,9% e, no setor de alimentos e bebidas, de 8,8%.
O Índice de Energia Elétrica (IEE), que é composto pelas ações do setor elétrico, caiu ontem 4,07%, enquanto o Ibovespa recuou 2,05%. Neste ano, o IEE já acumula uma queda de 16,86%, bem maior que a do índice da bolsa paulista, de 9,53%.
Segundo o analista do BTG Pactual, Antônio Junqueira, é muito provável que o país continue despachando usinas térmicas e que a energia continue cara em 2015. No caso das distribuidoras, ele estima que, se o racionamento for decretado, o governo terá de desembolsar outros R$ 8,8 bilhões para compensar as empresas por uma redução no consumo e garantir o equilíbrio financeiro. Esse socorro está previsto no contrato de concessão.
Mas, até que os recursos do governo entrem no caixa das empresas, as distribuidoras ainda devem amargar dias difíceis, em razão dos altos custos do megawatt-hora, que podem impactar os balanços já no primeiro trimestre.
No caso das geradoras, escreve Junqueira, as empresas que estão menos contratadas, como a Cesp, ganham com os altos preços spot. O braço de geração da CPFL, por exemplo, pode ser favorecido pelo término de um grande contrato em abril. Mas, se a seca piorar e o país tiver de adotar o racionamento, as geradoras teriam de pagar pelo déficit hidrológico: elas precisariam comprar energia no curto prazo para cobrir o volume garantido nos contratos de longo prazo, o que afetaria os resultados. Junqueira estima que as geradoras poderiam ficar expostas em quase 9%. E, nesse caso, o governo não precisaria socorrê-las.
Apesar dos temores, as empresas têm buscado acalmar os ânimos. Durante encontro com analistas, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, afastou a possibilidade de racionamento. "Não trabalhamos com um cenário de restrição de energia", disse. A Usiminas afirmou que gera 30% da energia que consome, mas que haveria espaço para ampliar esse percentual nas atuais usinas. A siderúrgica também respondeu que possui contratos de fornecimento de longo prazo com a Cemig.
É possível ainda que algumas grandes indústrias reduzam o consumo para vender a energia contratada. Um megawatt-hora custa hoje no mercado spot R$ 822, muito mais que o preço acertado nos contratos de longo prazo, que variam de R$ 100 a R$ 200. A Klabin, por exemplo, informou que está aproveitando os altos preços para vender energia no mercado de curto prazo. Segundo o Morgan Stanley, as empresas do setor de papel e celulose, são menos vulneráveis ao racionamento, citando a Suzano.
A Duratex já começou a avaliar ações que tomará em caso de racionamento. "Mas esperamos que São Pedro nos ajude", disse o diretor financeiro da companhia, Flavio Donatelli. Em relação a custos, Donatelli informou eles não "significativos", já que a empresa só compra 3% no mercado spot.

Analistas e investidores já consideram mais seriamente a hipótese de um racionamento do consumo de energia neste ano, medida que o país pode ser forçado a adotar já a partir de abril, na avaliação de algumas fontes.

Grandes bancos, como UBS, Morgan Stanley, BTG Pactual, Brasil Plural e J.P. Morgan, divulgaram nos últimos dias relatórios em que analisam para seus clientes - muitos investidores estrangeiros -, a atual crise energética, a pior vivida pelo país desde 2001, quando Brasil precisou cortar 20% da demanda.

De acordo com o analista do Morgan Stanley, Guilherme Paiva, as ações mais "sensíveis" a um racionamento de energia seriam as da Usiminas, Minerva, Gerdau, Duratex, M. Dias, Iochpe-Maxion, JBS, Embraer, Oi e Vale. A lista leva em consideração o peso da eletricidade no custo de produção e na geração de caixa das companhias medida pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

Segundo o Morgan Stanley, se somado o lucro previsto para 2014 de todas empresas que fazem parte do índice Ibovespa, 35% desse valor estaria exposto a um choque no suprimento de energia. Os setores mais importantes seriam os de mineração e alimentos e bebidas, de onde vêm 14% e 10%, respectivamente, do lucro total estimado para as empresas que compõem o índice da bolsa paulista. Os setor de serviços de utilidade pública e aço também seriam impactados por um racionamento - esses setores respondem por 7% e 4%, respectivamente, do total estimado para todas empresas que fazem parte do Ibovespa.

O medo de que não haverá eletricidade suficiente já começou a se refletir nas ações das companhias, e não apenas nos papéis das elétricas, que também estão sendo fortemente impactados. As ações da Usiminas caíram ontem 7,8% e as da Braskem, 7,6%. De acordo com o Morgan Stanley, no setor de aço, a eletricidade representou 31,3% do Ebitda em 2013. No setor industrial, esse percentual foi de 11,9% e, no setor de alimentos e bebidas, de 8,8%.

O Índice de Energia Elétrica (IEE), que é composto pelas ações do setor elétrico, caiu ontem 4,07%, enquanto o Ibovespa recuou 2,05%. Neste ano, o IEE já acumula uma queda de 16,86%, bem maior que a do índice da bolsa paulista, de 9,53%.

Segundo o analista do BTG Pactual, Antônio Junqueira, é muito provável que o país continue despachando usinas térmicas e que a energia continue cara em 2015. No caso das distribuidoras, ele estima que, se o racionamento for decretado, o governo terá de desembolsar outros R$ 8,8 bilhões para compensar as empresas por uma redução no consumo e garantir o equilíbrio financeiro. Esse socorro está previsto no contrato de concessão.

Mas, até que os recursos do governo entrem no caixa das empresas, as distribuidoras ainda devem amargar dias difíceis, em razão dos altos custos do megawatt-hora, que podem impactar os balanços já no primeiro trimestre.

No caso das geradoras, escreve Junqueira, as empresas que estão menos contratadas, como a Cesp, ganham com os altos preços spot. O braço de geração da CPFL, por exemplo, pode ser favorecido pelo término de um grande contrato em abril. Mas, se a seca piorar e o país tiver de adotar o racionamento, as geradoras teriam de pagar pelo déficit hidrológico: elas precisariam comprar energia no curto prazo para cobrir o volume garantido nos contratos de longo prazo, o que afetaria os resultados. Junqueira estima que as geradoras poderiam ficar expostas em quase 9%. E, nesse caso, o governo não precisaria socorrê-las.

Apesar dos temores, as empresas têm buscado acalmar os ânimos. Durante encontro com analistas, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, afastou a possibilidade de racionamento. "Não trabalhamos com um cenário de restrição de energia", disse. A Usiminas afirmou que gera 30% da energia que consome, mas que haveria espaço para ampliar esse percentual nas atuais usinas. A siderúrgica também respondeu que possui contratos de fornecimento de longo prazo com a Cemig.

É possível ainda que algumas grandes indústrias reduzam o consumo para vender a energia contratada. Um megawatt-hora custa hoje no mercado spot R$ 822, muito mais que o preço acertado nos contratos de longo prazo, que variam de R$ 100 a R$ 200. A Klabin, por exemplo, informou que está aproveitando os altos preços para vender energia no mercado de curto prazo. Segundo o Morgan Stanley, as empresas do setor de papel e celulose, são menos vulneráveis ao racionamento, citando a Suzano.

A Duratex já começou a avaliar ações que tomará em caso de racionamento. "Mas esperamos que São Pedro nos ajude", disse o diretor financeiro da companhia, Flavio Donatelli. Em relação a custos, Donatelli informou eles não "significativos", já que a empresa só compra 3% no mercado spot.

 



Fonte: Valor Econômico
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