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Panorama

Indústria reduz ritmo de atividade, informa pesquisa da CNI

27/04/2011 | 12h22
O ritmo de expansão da produção industrial no  primeiro trimestre do ano foi menor que o normal para o período. A retração foi puxada pela expressiva queda registrada em março, quando o indicador de produção atingiu 53,3 pontos. Esse valor é 9,6 pontos inferior ao do mesmo mês do ano passado. As informações são da Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (27). Os indicadores da pesquisa, feita com 1.569 empresas entre 31 de março e 14 de abril, variam de zero a cem. Valores acima de 50 pontos indicam evolução ou expectativa positiva.   


A retração é resultado do feriado de carnaval que reduziu o número de dias úteis em março deste ano, informou o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. Ele lembrou ainda que  março do ano passado foi um mês atípico. Naquele mês, houve um aumento do consumo e da produção por causa da extinção dos incentivos fiscais nas compras de automóveis e eletrodomésticos. Esses incentivos eram provisórios e foram criados para ajudar o país a enfrentar os efeitos da crise financeira internacional, que eclodiu em 2008.


De acordo com o levantamento, a queda no ritmo de produção foi maior nas pequenas empresas. O indicador de produção nas pequenas indústrias recuou de 58,5 pontos em março de 2010 para 50,1 pontos em março deste ano, e ficou praticamente na linha divisória dos 50 pontos.. “As pequenas empresas são afetadas pela menor atividade econômica das grandes empresas, porque muitas vezes fazem parte da cadeia produtiva de cadeias maiores”, explica a pesquisa. Nas grandes indústrias, o indicador de produção caiu de 65,7 pontos para 56,1 pontos no período. Mesmo assim ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, indicando que a produção nesse segmento está crescendo, embora de forma mais moderada.


A Sondagem informa ainda que  a utilização da capacidade instalada do setor industrial permaneceu abaixo do normal para março, com 47,4 pontos. O percentual médio de uso da capacidade instalada da indústria atingiu 74%, um crescimento de dois pontos percentuais na comparação com os meses de janeiro e fevereiro.


Apesar da redução no ritmo de crescimento da produção, o emprego na indústria aumentou em março, atingindo 51,2 pontos. Conforme o estudo, o índice cresceu 0,5 ponto na comparação com fevereiro e se afasta da linha divisória dos 50 pontos. O nível de estoques ficou relativamente estável nos primeiros três meses do ano e está de acordo com o planejado pelos empresários. Em março, os indicadores de nível de estoque e de estoques de acordo com o planejado atingiram 50,5 pontos.


A redução no ritmo da atividade industrial afeta a satisfação dos empresários em relação à margem de lucro operacional, que recuou de 49,2 pontos no quarto trimestre de 2010 para 46,6 pontos nos primeiros três meses de 2011. Por outro lado, os empresários ainda se mostram satisfeitos com a situação financeira dos negócios. Mesmo com um recuo de 2,3 pontos em relação ao trimestre anterior, o indicador no primeiro trimestre do ano ficou em 52,4 pontos, acima da linha divisória dos 50 pontos.


A pesquisa mostra que as condições de financiamento para as empresas pioraram. O indicador de acesso ao crédito recuou 2,8 pontos em relação ao último trimestre de 2010 e atingiu 44,3 pontos no primeiro trimestre de 2011, o menor desde o final de 2009.

Entretanto, as expectativas para os próximos seis meses em relação à demanda são positivas. O índice atingiu 61,7 pontos em abril, indicando que os empresários apostam no aumento do consumo. Porém, estão mais receosos quanto às exportações. O indicador recuou de 51 pontos em março para 49,1 pontos em abril, e, depois de dois meses, voltou a ficar abaixo da linha divisória de 50 pontos.


A alta carga tributária e a competição acirrada continuam como os dois principais problemas apontados pelos empresários no trimestre. Além disso, o alto custo das matérias-primas, a falta de demanda e o aumento da taxa de juros ganharam importância no período. Já problemas como competição acirrada de mercado e falta de trabalhador qualificado, típicos de uma economia aquecida, perderam importância para empresas de todos os portes.


Fonte: Redação
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