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Plásticos

Indústria de transformação de plástico investe US$ 600 milhões em 2004

15/09/2004 | 00h00

O aquecimento do mercado interno está estimulando a expansão da indústria de transformação de plástico. Neste ano, as cerca de 7 mil empresas que atuam no setor deverão investir 600 milhões de dólares somente em aquisição de máquinas e equipamentos para a expansão e modernização de suas plantas. A cifra é 50% maior que os 400 milhões aplicados em 2003. "O que puxou os investimentos foi a demanda interna reprimida", afirma Alfredo Schmitt, diretor do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast).
Com o aumento do consumo dos brasileiros como mostra reportagem da revista EXAME, diversos segmentos industriais, como papel e celulose, metalurgia, borracha e siderurgia estão alcançando o limite de sua capacidade instalada. No caso dos fabricantes de artefatos de plástico, as empresas encerraram 2003 utilizando 65% de sua capacidade instalada, estimada em 6,1 milhões de toneladas anuais. "Neste ano, a taxa de ocupação está crescendo, mas ainda não fechamos os números", diz Schmitt.
É o aumento do consumo de alimentos industrializados que mais tem contribuído para expandir os negócios. Dos 4 milhões de toneladas de plástico processados no ano passado, cerca de 60% vão para o setor de embalagens. Segundo Schmitt, dos 32 itens que compõem a cesta básica brasileira, 28 utilizam embalagens plásticas. "O setor de embalagens é o que lidera a modernização da nossa indústria", diz.

Mais capacidade - Em janeiro, o Sinplast estimava que o setor de transformação de plástico cresceria cerca de 3,5%, a mesma taxa projetada para o Produto Interno Bruto (PIB). Agora, a expansão do mercado interno já leva o sindicato a cogitar uma revisão de suas estimativas. "Vamos crescer mais, mas ainda não fechamos um novo número", diz Schmitt. Também não há números conclusivos sobre quanto os novos investimentos ampliarão a capacidade instalada do setor.
O volume de investimentos poderia ser maior, segundo Schmitt, se as pequenas e médias empresas, que representam 75% dos transformadores de plástico, tivessem mais acesso a linhas de financiamento. Embora ressalte que as linhas oficiais disponíveis, como o Finame (para máquinas e equipamentos), são positivas, o diretor do Sinplast afirma que os elevados preços dos equipamentos de última geração bloqueiam o acesso de muitas empresas à modernização.
Para se ter uma idéia, um equipamento para a produção de filmes multicamada (utilizados em embalagens de alimentos nos quais o oxigênio do exterior não pode penetrar) custa de 1,5 milhão de dólares a 2,5 milhões. "Para adquirir uma máquina dessas, a empresa precisa faturar entre 25 milhões e 30 milhões, acima das possibilidades de muitas fábricas do Brasil", diz Schmitt.



Fonte: Revista Exame
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