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Máquinas

Indústria de equipamentos mira biodiesel

03/03/2006 | 00h00

O avanço dos projetos de instalação de usinas para produção de biodiesel - que começaram a sair do papel no segundo semestre de 2005 - já movimentam o mercado de equipamentos. A procura por máquinas para esmagar grãos e refinar óleos vegetais para a produção do combustível levou indústrias a investir na reformulação de equipamentos e na abertura de um novo segmento de negócios.

De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, existem hoje oito usinas em operação no Brasil e há projetos para instalação de outras 26.

A produção de biodiesel atingiu 736,1 mil de litros o ano passado e deve chegar a 815 mil este ano. Com a entrada em operação de todas as usinas, a capacidade produtiva chegará a 1,118 bilhão de litros por ano.

A Andritz Separation, empresa do grupo austríaco Andritz, atua no Brasil desde 1994 na produção de equipamentos para indústrias de mineração e papel e celulose. Desde o ano passado, o grupo iniciou a venda de equipamentos adaptados para a filtragem de óleos vegetais. Maurício Heinzle, co-diretor geral da Andritz Separation, afirma que a empresa vendeu equipamentos para três usinas-piloto, e a tendência é de que as vendas cresçam mais este ano.

"A demanda está crescendo no Brasil. O avanço desse segmento vai depender da política a ser adotada na área de combustíveis", observa Heinzle. Ele relata que tem recebido consultas também de indústrias de países da América do Sul. Heinzle projeta para este ano um crescimento de 20% nas vendas de equipamentos de filtragem em relação a 2005 (esse número inclui máquinas para a área de mineração, carro-chefe da empresa).

A Ecirtec Equipamentos e Acessórios Industriais, com sede em Bauru (SP), também está com a carteira de pedidos mais ampla este ano por conta da demanda na área de biodiesel. Adilson Manzano, sócio-proprietário, informa que a empresa vendeu equipamentos para a instalação de dez usinas de pequeno porte em 2005. Segundo Manzano, a procura tem partido principalmente de universidades (que instalam usinas-piloto para o desenvolvimento de biocombustíveis) e produtores rurais.

O custo para a montagem de uma usina de pequeno porte, capaz de processar 500 quilos de grãos por hora, é de aproximadamente R$ 20 mil. "Para este ano estamos com uma carteira de pedidos boa, com média de mais de duas usinas por mês, incluindo equipamentos para plantas de grande porte, que produzem até 20 mil litros de biodiesel por dia."

O avanço dos projetos na área de biodiesel também estimulou o engenheiro químico Sebastião Carlos de Oliveira a montar uma indústria de equipamentos para biodiesel. Fundada há dois anos em Piracicaba (SP), a Petrobio é a única no país que obteve certificado de qualidade da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para produção de equipamentos capazes de produzir biodiesel com etanol.

Oliveira diz que já recebeu consultas de empresários russos, italianos, americanos e franceses interessados em investir em usinas de biodiesel no Brasil. Ele tem encomendas para a instalação de seis usinas de biodiesel este ano.

De acordo com Newton Mello, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), esses equipamentos são similares aos usados pelas indústrias de alimentos e farmacêuticas e ainda não há estatística específica sobre o segmento. "É um setor incipiente, mas já se percebe um movimento de expansão da demanda", diz.

Segundo a Abimaq, em 2005, o setor de máquinas cresceu 17,8% no mercado interno, com vendas de R$ 55,617 bilhões. Para este ano, a entidade prevê resultados próximos aos de 2005, com perdas em alguns segmentos em função do câmbio e melhora nas vendas de equipamentos para indústrias gráfica, de máquinas rodoviárias e equipamentos pesados devido ao ano eleitoral.



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