Rio Oil & Gas 2012

Independentes podem parar de produzir petróleo no país em 5 anos

Se não forem tomadas medidas urgentes de incentivo, como uma nova oferta de blocos onshore nos próximos cinco anos, os pequenos e médios produtores de petróleo, poderão ter de parar as atividades no Brasil. A afirmação foi feita nesta terça-feira (18) pelo presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), Alessandro Novaes, durante coletiva a jornalistas na Rio Oil & Gas 2012.

Redação TN
18/09/2012 16:14
Independentes podem parar de produzir petróleo no país em 5 anos Imagem: Rudy Trindade/ TN Petróleo Visualizações: 684

 

Rio Oil & Gas 2012
Independentes podem parar de produzir petróleo no país em 5 anos
Se não forem tomadas medidas urgentes de incentivo, como uma nova oferta de blocos onshore nos próximos cinco anos, os pequenos e médios produtores de petróleo, poderão ter de parar as atividades no Brasil. A afirmação foi feita nesta terça-feira (18) pelo presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), Alessandro Novaes, durante coletiva a jornalistas na Rio Oil & Gas 2012.
Segundo Novaes, os independentes pedem a sanção da proposta que permite a realização de leilões de concessões de exploração exclusivos para os independentes a cada seis meses. Ele explica que a proposta já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), assim como a realização da 11ª rodada de leilões de concessões no setor, que aguarda sanção presidencial há 11 meses. 
“É uma desproporção de oportunidades. A paralisação de ofertas de leilão está afetando pequenos e médios produtores de onshore. Eles só precisam de oportunidade para poder investir”, ressalta o executivo. Novaes explica que os independentes não precisam de redução de IPI, de PIS/Cofins, de nenhum incentivo, apenas a possibilidade de voltar a investir. 
"Nossa produção era de 3,5 mil barris por dia, mas neste ano já baixou para 3 mil barris por dia. Já sofremos influência direta da falta de oportunidades. Por isso que eu digo que, se não fizermos nada, vamos morrer", acrescentou.
A ABPIP representa mais de 70% das operadoras concessionárias produtivas da ANP, mas a produção desses independentes soma apenas 0,1% da produção nacional. De 26 concessionárias operadoras registradas na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 19 atuam como independentes em áreas terrestres e todos esses são associados à ABPIP, que tem o total de 21 associados.
Também presente na coletiva, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, disse que o sistema vigente [de concessão] está legal e que não há impedimentos legais, mas talvez algum impedimento político. 
"O modelo de concessão e abertura de oportunidades em outras áreas ficou refém da discussão da divisão dos royalties no sistema de partilha", disse De Luca.

Se não forem tomadas medidas urgentes de incentivo, como uma nova oferta de blocos onshore nos próximos cinco anos, os pequenos e médios produtores de petróleo, poderão ter de parar as atividades no Brasil. A afirmação foi feita nesta terça-feira (18) pelo presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), Alessandro Novaes, durante coletiva a jornalistas na Rio Oil & Gas 2012.

 

Segundo Novaes, os independentes pedem a sanção da proposta que permite a realização de leilões de concessões de exploração exclusivos para os independentes a cada seis meses. Ele explica que a proposta já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), assim como a realização da 11ª rodada de leilões de concessões no setor, que aguarda sanção presidencial há 11 meses. 

 

“É uma desproporção de oportunidades. A paralisação de ofertas de leilão está afetando pequenos e médios produtores de onshore. Eles só precisam de oportunidade para poder investir”, ressalta o executivo. Novaes explica que os independentes não precisam de redução de IPI, de PIS/Cofins, de nenhum incentivo, apenas a possibilidade de voltar a investir. 

 

"Nossa produção era de 3,5 mil barris por dia, mas neste ano já baixou para 3 mil barris por dia. Já sofremos influência direta da falta de oportunidades. Por isso que eu digo que, se não fizermos nada, vamos morrer", acrescentou.

 

A ABPIP representa mais de 70% das operadoras concessionárias produtivas da ANP, mas a produção desses independentes soma apenas 0,1% da produção nacional. De 26 concessionárias operadoras registradas na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 19 atuam como independentes em áreas terrestres e todos esses são associados à ABPIP, que tem o total de 21 associados.

 

Também presente na coletiva, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, disse que o sistema vigente [de concessão] está legal e que não há impedimentos legais, mas talvez algum impedimento político. 

 

"O modelo de concessão e abertura de oportunidades em outras áreas ficou refém da discussão da divisão dos royalties no sistema de partilha", disse De Luca.

 

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