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Petroquímica

Indefinição sobre tecnologia atrasa instalação de pólo de ácido acrílico

07/07/2006 | 00h00

O pólo de ácido acrílico de Betim (MG), uma das prioridades da Petrobras na área petroquímica, está transformando-se em uma dor de cabeça para a estatal. O problema está na escolha da parceria tecnológica, o sócio internacional que vai fornecer o conhecimento necessário à montagem da unidade. Até o final do ano passado esse parceiro era a Dow Química, mas a Petrobras acabou rompendo a parceria por discordar do preço que a empresa americana queria cobrar pela transferência da tecnologia.

"É complexa a escolha do parceiro", disse o novo presidente da Petroquisa, braço petroquímico da Petrobras, José Lima de Andrade Neto. A dificuldade, segundo explicou o executivo, está no fato de os detentores da tecnologia, que preferem ser sócios do projeto a simplesmente venderem o pacote tecnológico, abastecerem o mercado brasileiro a partir de bases localizadas em outros países.

Entrando no Brasil, essas companhias estarão, ao mesmo tempo, criando um competidor para si próprias e perdendo um mercado até hoje importador.

É sobre esse terreno movediço que as negociações prosseguem. "Estamos conversando com três multinacionais", disse Andrade, sem fornecer mais detalhes a respeito das negociações. Como são poucos os detentores da tecnologia, não é difícil saber quem está participando dessas conversações com a estatal. A americana Rohm&Hass é uma delas. A alemã Basf é outra forte candidata e, segundo o Valor apurou, a própria Dow ainda não saiu definitivamente do páreo.

Pela formatação inicial, o pólo de ácido acrílico teria uma composição tripartite, com a Petroquisa, um sócio estrangeiro detentor da tecnologia e um sócio nacional. Esse sócio nacional seria a Elekeiroz, que chegou a assinar um memorando de entendimento com a Petrobras para aprofundar os estudos sobre o pólo. Segundo Andrade, a Elekeiroz continua participando das negociações sobre o projeto. A companhia brasileira tem interesse nesse projeto desde os anos 1990, quando a localização prevista era a região do Vale do Paraíba, em São Paulo, utilizando propeno da Refinaria do Vale do Paraíba (Revap), instalada em São José dos Campos.

O pólo de ácido acrílico tem importância estratégica porque vai tirar o Brasil da dependência de importação do chamado superabsorvente (SAP), um derivado do ácido acrílico que serve para fabricar fraldas descartáveis e absorventes higiênicos.

A unidade em estudo prevê a produção de 160 mil toneladas anuais de ácido acrílico a partir de propeno (derivado de petróleo) produzido pela Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras, localizada em Betim. O investimento total seria de aproximadamente US$ 500 milhões. Pelo cronograma inicialmente estabelecido, o pólo deveria entrar em operação comercial em janeiro de 2010.



Fonte: Valor Econômico
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