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Águas profundas

Incubada do ParqTec cria simulador de robô submarino

17/10/2007 | 00h00
O ROV é um submergível não-tripulado, preso a um cabo - espécie de cordão umbilical - pelo qual são transmitidos, além da energia, os comandos do operador para o sistema propulsor. Pelo mesmo cabo, o operador recebe as informações dos sensores e câmeras instaladas no aparelho.

As chances de sucesso da missão e os riscos de acidentes dependem da experiência e habilidade do operador. Esse know how, entretanto, é muito difícil de ser adquirido. Um dos entraves é o alto custo operacional do equipamento (cerca de US$ 50 mil por dia), o que inviabiliza sua utilização para treinamento.

Nesse contexto, o desenvolvimento de um simulador virtual para esse tipo de veículo traz inúmeras vantagens do ponto de vista econômico e operacional. “Permite o treinamento do operador em diferentes missões e em situações muito próximas às encontradas nas operações reais, aprimorando assim a sua habilidade e minimizando os riscos de acidentes”, diz Marcelo Prado, engenheiro da Multicorpos.

A exploração de petróleo em águas profundas é responsável por uma parte significativa da produção total de petróleo no Brasil e, desta forma, tem importância estratégica para o País. “Esse tipo de exploração, entretanto, requer o uso de técnicas específicas, tais como mecanismos, estruturas e ferramentas adaptadas às condições de luminosidade, temperatura e pressão”, explica Gerson Brand, pesquisador da Multicorpos.

Dessa forma, a utilização de veículos submarinos de operação remota se faz necessária por trazer inúmeras vantagens em processos de montagem e manutenção de equipamentos em águas profundas, onde mergulhadores só conseguem alcançar no máximo 300 metros de profundidade.

“Em nosso simulador, o piloto aprende a dinâmica de funcionamento e operação de um ROV. Esse é o diferencial do programa desenvolvido no ParqTec em relação aos similares existentes no mercado. Esse simulador é mais representativo”, afirma Fábio Russo, outro engenheiro da Multicorpos envolvido no projeto. A pesquisa da empresa do ParqTec conta com financiamento da Fapesp e apoios da Petrobras e do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da USP. O simulador deve ser comercializado a partir de 2010.

Fonte: Da redação
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