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Panorama

Incertezas econômicas devem impactar oferta de gás, aponta relatório global da Ernst & Young

21/09/2010 | 16h03
A incerteza sobre o nível de demanda futura de gás e a capacidade de seu atendimento nunca estiveram tão em alta na pauta de preocupação do setor, segundo o relatório Global Gas Challenge, da Ernst & Young. De acordo com o estudo, a Agência Internacional de Energia aponta que a demanda global por gás deverá crescer 1,5% por ano, até 2030. No entanto, este crescimento deve ser influenciado por uma série de fatores imprevisíveis que resultarão em reservas de fornecimento insuficientes para o volume de demanda.
 
 
"A força e a velocidade da recuperação econômica, os preços do gás futuro, as políticas de energia e desenvolvimento e as novas tecnologias também impactarão o nível de demanda de gás no futuro. Com as incertezas em relação ao futuro, a preocupação é que as empresas sejam muito cautelosas ao investir em projetos de gás natural e que esse comportamento resulte em um abastecimento insuficiente diante da procura", explica Carlos Assis, sócio de consultoria da Ernst & Young. Os maiores níveis de crescimento de demanda de gás estão previstos, principalmente, para países não membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como China, Índia e Oriente Médio.

 
Em longo prazo o crescimento na produção do gás de xisto aparece como alternativa para a falta de reservas, devendo desempenhar um papel importante para a América do Norte, Europa e Ásia. Os recursos de gás convencionais têm potencial para tornar alguns países autossuficientes em energia, alterando o equilíbrio entre a oferta e a demanda global.

 
 
Entretanto, também o potencial desses recursos está sujeito a uma série de incertezas, que incluem a propriedade dos direitos minerários, a falta de mão de obra qualificada e equipamentos, disponibilidade de água, preocupações ambientais e a elevada densidade populacional em alguns países.

 
"As reservas estão afastadas dos centros de demanda e alguns governos subsidiam o preço do gás nos seus mercados locais. Na situação atual, temos preços em níveis historicamente baixos, como resultado de um excesso de oferta de gás. Isso é causado por uma combinação de queda na demanda devido à retração recente no mercado mundial e ao aumento da produção, principalmente, a partir de fontes não convencionais na América do Norte. Enquanto houver essa “bolha”, as empresas de petróleo e gás serão cautelosas em investir em novos projetos de gás", comenta Assis.


De acordo com o executivo, “um mercado do gás verdadeiramente global e equilibrado não existirá até que haja uma maior flexibilidade no abastecimento de gás e o aumento do transporte entre as regiões.”


Fonte: Redação
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