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Economia

Inadimplência na indústria ameaça subir

22/07/2015 | 13h48
Inadimplência na indústria ameaça subir
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Pesquisa produzida pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecom) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) mostra que 85,6% das empresas que têm financiamento de longo prazo estão adimplentes. Mas há um sinal amarelo: 18,5% delas acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos do financiamento este ano.
Cláudio Miquelin, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (DEMPI) da Fiesp, vê como problema a mudança frequente do quadro do país. "Pode ser que em 15 dias o panorama mude", alerta Miquelin. "Atravessamos um momento sem expectativa de futuro."
Segundo 39,5% das empresas entrevistadas, a redução das taxas de juros é a principal ação para ajudá-las a se tornar ou permanecer adimplentes este ano nos financiamentos de longo prazo. Para as empresas já inadimplentes se tornarem adimplentes a solução é a negociação do valor devido, dizem 30,8% dos entrevistados.
Das empresas com financiamento de longo prazo, 13,7% indicaram que estão inadimplentes. Este percentual é muito maior entre as empresas de menor porte: 25,6% das microempresas e 19,8% das pequenas empresas afirmaram que estão inadimplentes.
Acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos do financiamento de longo prazo este ano 23,2% das empresas. Esse percentual é maior entre as microempresas (35,9%) e pequenas empresas (33,0%).
A pesquisa "Rumos da Indústria Paulista" tem como objetivo identificar a utilização de financiamento de longo prazo pela indústria paulista e as dificuldades para realizar os pagamentos em 2015. Os dados foram coletados entre os dias 17 de junho e 3 de julho de 2015 de 506 indústrias do Estado de São Paulo.
Mais da metade das empresas (56,1%) que responderam à pesquisa têm algum financiamento de longo prazo no momento, sendo o percentual alto mesmo entre as microempresas (40,6%). O principal motivo do financiamento é a aquisição de máquinas e equipamentos (82,4% das empresas que têm algum financiamento de longo prazo), e as principais modalidades de financiamento utilizadas são o Finame (60,6%) e o Cartão BNDES (38,4%).
Segundo Miquelin, é fundamental que as empresas estudem muito bem as propostas de mercado. "Com a atual situação econômica, é importante um olhar mais global da situação da sua empresa. Para as que estão adimplentes, a menor taxa de juros ajudaria; para as que estão inadimplentes é a renegociação do valor devido; para as que acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos este ano é a concessão de meses de carência", conclui.

Pesquisa produzida pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecom) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) mostra que 85,6% das empresas que têm financiamento de longo prazo estão adimplentes. Mas há um sinal amarelo: 18,5% delas acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos do financiamento este ano.

Cláudio Miquelin, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (DEMPI) da Fiesp, vê como problema a mudança frequente do quadro do país. "Pode ser que em 15 dias o panorama mude", alerta Miquelin. "Atravessamos um momento sem expectativa de futuro".

Segundo 39,5% das empresas entrevistadas, a redução das taxas de juros é a principal ação para ajudá-las a se tornar ou permanecer adimplentes este ano nos financiamentos de longo prazo. Para as empresas já inadimplentes se tornarem adimplentes a solução é a negociação do valor devido, dizem 30,8% dos entrevistados.

Das empresas com financiamento de longo prazo, 13,7% indicaram que estão inadimplentes. Este percentual é muito maior entre as empresas de menor porte: 25,6% das microempresas e 19,8% das pequenas empresas afirmaram que estão inadimplentes.

Acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos do financiamento de longo prazo este ano 23,2% das empresas. Esse percentual é maior entre as microempresas (35,9%) e pequenas empresas (33,0%).
A pesquisa "Rumos da Indústria Paulista" tem como objetivo identificar a utilização de financiamento de longo prazo pela indústria paulista e as dificuldades para realizar os pagamentos em 2015. Os dados foram coletados entre os dias 17 de junho e 3 de julho de 2015 de 506 indústrias do Estado de São Paulo.

Mais da metade das empresas (56,1%) que responderam à pesquisa têm algum financiamento de longo prazo no momento, sendo o percentual alto mesmo entre as microempresas (40,6%). O principal motivo do financiamento é a aquisição de máquinas e equipamentos (82,4% das empresas que têm algum financiamento de longo prazo), e as principais modalidades de financiamento utilizadas são o Finame (60,6%) e o Cartão BNDES (38,4%).

Segundo Miquelin, é fundamental que as empresas estudem muito bem as propostas de mercado. "Com a atual situação econômica, é importante um olhar mais global da situação da sua empresa. Para as que estão adimplentes, a menor taxa de juros ajudaria; para as que estão inadimplentes é a renegociação do valor devido; para as que acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos este ano é a concessão de meses de carência", conclui.



Fonte: Fiesp
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