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Desempenho

Importação de petróleo sobe em fevereiro

07/03/2014 | 09h46

 

Queda de preços de commodities, perda de espaço das manufaturas nacionais no exterior, importação de petróleo acima da esperada e alta no consumo de bens importados duráveis. São esses os principais motivos que explicam o déficit de US$ 6,1 bilhões na balança comercial no primeiro bimestre do ano. Os dados abertos pelo Ministério do Desenvolvimento (Mdic) refletem piora generalizada nas exportações no início de 2014, notada de forma mais acentuada em fevereiro.
Apenas a exportação e a importação de petróleo em fevereiro deu origem a um saldo negativo equivalente a 38,6% do déficit de US$ 2,1 bilhões da balança no segundo mês do ano. Para analistas, o alto consumo das usinas térmicas em função do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e o aumento do consumo de combustíveis no mercado interno provocaram uma "virada" da influência do óleo na balança. No entanto, o Mdic contestou essa tese ontem, ao detalhar os resultados da balança, e afirmou que não foi notado um efeito das térmicas.
Na média diária de fevereiro, ante o mesmo mês do ano anterior, as importações de petróleo subiram 30,4%. As exportações, por sua vez, recuaram 30,6%. Em janeiro, ante janeiro de 2013, a relação havia sido inversa: as vendas ao exterior de petróleo tinham crescido 134% e os desembarques recuado 10,5%. O forte aumento dos embarques em janeiro puxou as exportações do grupo de petróleo e derivados no primeiro bimestre deste ano. Com isso, o déficit de US$ 4,6 bilhões nesse grupo da balança no primeiro bimestre do ano passado caiu para US$ 3,6 bilhões no mesmo período deste ano, segundo informou o Mdic.
Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a má performance do petróleo em fevereiro ajudou a aprofundar os dados negativos do mês passado. "O nível de importação por média diária de petróleo foi recorde para o mês, frustrando quem esperava uma contribuição melhor do setor para a balança", diz.
No bimestre, o recuo de 3,4% das exportações totais do país foram fortemente afetadas pelos baixos preços de café, soja e minério de ferro. A cotação média do café em janeiro ficou em US$ 133 a saca. Na semana passada subiu, para US$ 139. No entanto, no mesmo período do ano anterior a saca era vendida por cerca de US$ 180. A soja fechou janeiro com a tonelada a US$ 581 e fevereiro a US$ 496. O minério de ferro também ficou com média de US$ 105 a tonelada em janeiro. Na média do mês passado a tonelada estava a US$ 96,9.
"Houve problemas específicos em safra e na extração do minério de ferro também, além de preços menores. Não dá para apontar apenas um culpado. Mas é normal essa volatilidade em básicos no início do ano", afirma Bruno Lavieri, economista da Tendências Consultoria.
O recuo na venda de manufaturas, generalizado também entre os setores, foi mais impactado pela queda de 16% nas vendas totais à Argentina, ainda segundo Lavieri. A retração subtraiu US$ 317 milhões das exportações brasileiras ante o primeiro bimestre do ano passado. A queda foi mais sentida na venda de automóveis ao exterior, que recuou 31,4% no período.
A partir de março, no entanto, os embarques mais robustos de soja e outras commodities e o aumento da cotação delas no mercado internacional verificado nas últimas semanas de fevereiro deve fazer com que a balança vire para o lado positivo, segundo Castro. "O café teve aumento de preço, açúcar também e a soja começa a embarcar com mais força nos próximos meses. Mantendo constante a tendência de leve recuo das importações totais, começaremos a observar superávits na balança."
Para Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior, o recuo de 5,1% na importação de matérias-primas e intermediários em fevereiro, contra mesmo mês de 2013, no critério da média diária, mostra os efeitos da desvalorização do câmbio nos desembarques. Para ele, o recuo não é apenas reflexo do ritmo de produção industrial. "Há uma substituição de fornecimento externo pelo doméstico." Barral acredita que o fenômeno irá se repetir e se acentuar nos próximos meses, ajudando a recuperação da balança. Ele lembra, porém, que um nível maior de redução das importações vai depender da reorganização dos fornecedores domésticos.
A Tendências também espera recuperação da balança a partir de março. O saldo negativo recorde no bimestre não deve fazer a consultoria revisar nos próximos meses a projeção para o comércio exterior do país neste ano. "Por enquanto segue a projeção de superávit de US$ 8 bilhões. Ela deve cair na próxima revisão um pouco, mas isso será feito mais para frente", afirma Lavieri.

Queda de preços de commodities, perda de espaço das manufaturas nacionais no exterior, importação de petróleo acima da esperada e alta no consumo de bens importados duráveis. São esses os principais motivos que explicam o déficit de US$ 6,1 bilhões na balança comercial no primeiro bimestre do ano. Os dados abertos pelo Ministério do Desenvolvimento (Mdic) refletem piora generalizada nas exportações no início de 2014, notada de forma mais acentuada em fevereiro.

Apenas a exportação e a importação de petróleo em fevereiro deu origem a um saldo negativo equivalente a 38,6% do déficit de US$ 2,1 bilhões da balança no segundo mês do ano. Para analistas, o alto consumo das usinas térmicas em função do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e o aumento do consumo de combustíveis no mercado interno provocaram uma "virada" da influência do óleo na balança. No entanto, o Mdic contestou essa tese ontem, ao detalhar os resultados da balança, e afirmou que não foi notado um efeito das térmicas.

Na média diária de fevereiro, ante o mesmo mês do ano anterior, as importações de petróleo subiram 30,4%. As exportações, por sua vez, recuaram 30,6%. Em janeiro, ante janeiro de 2013, a relação havia sido inversa: as vendas ao exterior de petróleo tinham crescido 134% e os desembarques recuado 10,5%. O forte aumento dos embarques em janeiro puxou as exportações do grupo de petróleo e derivados no primeiro bimestre deste ano. Com isso, o déficit de US$ 4,6 bilhões nesse grupo da balança no primeiro bimestre do ano passado caiu para US$ 3,6 bilhões no mesmo período deste ano, segundo informou o Mdic.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a má performance do petróleo em fevereiro ajudou a aprofundar os dados negativos do mês passado. "O nível de importação por média diária de petróleo foi recorde para o mês, frustrando quem esperava uma contribuição melhor do setor para a balança", diz.

No bimestre, o recuo de 3,4% das exportações totais do país foram fortemente afetadas pelos baixos preços de café, soja e minério de ferro. A cotação média do café em janeiro ficou em US$ 133 a saca. Na semana passada subiu, para US$ 139. No entanto, no mesmo período do ano anterior a saca era vendida por cerca de US$ 180. A soja fechou janeiro com a tonelada a US$ 581 e fevereiro a US$ 496. O minério de ferro também ficou com média de US$ 105 a tonelada em janeiro. Na média do mês passado a tonelada estava a US$ 96,9.

"Houve problemas específicos em safra e na extração do minério de ferro também, além de preços menores. Não dá para apontar apenas um culpado. Mas é normal essa volatilidade em básicos no início do ano", afirma Bruno Lavieri, economista da Tendências Consultoria.

O recuo na venda de manufaturas, generalizado também entre os setores, foi mais impactado pela queda de 16% nas vendas totais à Argentina, ainda segundo Lavieri. A retração subtraiu US$ 317 milhões das exportações brasileiras ante o primeiro bimestre do ano passado. A queda foi mais sentida na venda de automóveis ao exterior, que recuou 31,4% no período.

A partir de março, no entanto, os embarques mais robustos de soja e outras commodities e o aumento da cotação delas no mercado internacional verificado nas últimas semanas de fevereiro deve fazer com que a balança vire para o lado positivo, segundo Castro. "O café teve aumento de preço, açúcar também e a soja começa a embarcar com mais força nos próximos meses. Mantendo constante a tendência de leve recuo das importações totais, começaremos a observar superávits na balança."

Para Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior, o recuo de 5,1% na importação de matérias-primas e intermediários em fevereiro, contra mesmo mês de 2013, no critério da média diária, mostra os efeitos da desvalorização do câmbio nos desembarques. Para ele, o recuo não é apenas reflexo do ritmo de produção industrial. "Há uma substituição de fornecimento externo pelo doméstico." Barral acredita que o fenômeno irá se repetir e se acentuar nos próximos meses, ajudando a recuperação da balança. Ele lembra, porém, que um nível maior de redução das importações vai depender da reorganização dos fornecedores domésticos.

A Tendências também espera recuperação da balança a partir de março. O saldo negativo recorde no bimestre não deve fazer a consultoria revisar nos próximos meses a projeção para o comércio exterior do país neste ano. "Por enquanto segue a projeção de superávit de US$ 8 bilhões. Ela deve cair na próxima revisão um pouco, mas isso será feito mais para frente", afirma Lavieri.

 



Fonte: Valor Econômico
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