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Negócios

Impasse derruba papéis da Brasil Ecodiesel

08/06/2011 | 09h51
O impasse que se formou na Brasil Ecodiesel sobre a incorporação da produtora de soja e algodão Vanguarda está castigando as ações da empresa na bolsa. Ontem, o papel da companhia registrou a maior queda do Ibovespa, com perda de 2,73%, encerrando o pregão cotada a R$ 0,71. No ano, as ações caem 29%.


As ações da Brasil Ecodiesel vêm escorregando ladeira abaixo desde que veio à tona uma divergência entre os principais acionistas da empresa - o espanhol Enrique Bañuelos e o investidor brasileiro Silvio Tini - que culminou no veto do conselho de administração à transação da Vanguarda, em 12 de maio. Desde então, as ações acumulam perda de 9%. Em relação à data da abertura de capital, em novembro de 2006, a queda é de 91,84%.


Uma parte dos acionistas minoritários resolveu reagir ao fraco desempenho e começou a se articular para defender posição favorável à criação de um comitê técnico independente para avaliar o negócio. A proposta de incorporação foi feita por Bañuelos, que também é dono de 50% da Vanguarda.


Segundo o acionista Juliano Malara, cerca de 70 investidores da Brasil Ecodiesel - que totalizam 7% das ações - decidiram apoiar Bañuelos na assembleia extraordinária, que ainda deve ser convocada, para aprovar a destituição do atual conselho de administração. "Estamos tentando nos mobilizar para a ação não ser mais penalizada", diz Malara.


O pedido de convocação de assembleia foi encaminhado por carta por Bañuelos, através do fundo Vila Rica, o seu braço de investimentos na Brasil Ecodiesel, ao presidente do conselho de administração, Joel Rennó.


Procurado pela reportagem para comentar o assunto, Rennó afirmou que ficou "surpreso" com o pedido de convocação. "A solicitação veio pouco mais de 30 dias da aprovação de todas as contas e do conselho pelos acionistas. Agora, preciso discutir o assunto com os demais conselheiros para tomar a decisão", diz Rennó.


A disputa promete ser acirrada. Bañuelos detém 19,95% das ações, enquanto Tini é dono de 7,88%. Ambos dizem, porém, contabilizar mais de 30%, considerando seguidores que votam com eles.


Fonte: Valor Econômico
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