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PDVSA

Ideologia conta na hora de distribuir a ajuda

21/08/2006 | 00h00

Soyapango, a segunda maior cidade de El Salvador, atrás apenas da capital, San Salvador, é um dos 15 municípios do país centro-americano que têm acordo com a Venezuela para receber gasolina e diesel em condições preferenciais. Os municípios, todos comandados por prefeitos da oposição ligados ao ex-grupo guerrilheiro Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional (FMLN), se associaram à PDVCaribe, filial da PDVSA, para desenvolver o projeto de importação dos derivados.

Os prefeitos da FMLN, opositores ao governo do presidente Elías Antonio Saca, criaram a Associação Intermunicipal de Energia para El Salvador (Enepasa). A entidade controla 40% da Albapetro de El Salvador, empresa mista na qual a PDVCaribe tem 60% de participação. A Albapetro importará 100 mil barris/mês de derivados, em condições especiais, e distribuirá os produtos no país.

Carlos Alberto García Ruiz, prefeito de Soyapango, cidade com 650 mil habitantes, diz que a importação da gasolina e do diesel venezuelanos vai representar de 10% a 20% do consumo nacional destes derivados. "Há possibilidade de ampliar o acordo para outros produtos, como óleos e gasolina de aviação", diz García. Para ele, o acordo permite receber petróleo em condições que ajudarão os municípios a reduzir a pobreza.

Os 15 municípios da Enepasa poderão pagar 60% da fatura petroleira com prazo de 90 dias, incluindo 30 de carência, com 2% de juros ao ano. Os restantes 40% da importação serão quitados em 25 anos, com dois de carência, e juros de 1% ao ano. García diz que o pagamento de parte da fatura será feito em dinheiro, mas há também perspectiva de quitar a importação com pagamento em produtos, inclusive açúcar e feijão preto.

García afirmou que o projeto foi proposto ao presidente Saca, que o rejeitou. O prefeito disse que a implementação do acordo depende de aprovações legais, incluindo autorizações para distribuição do combustível no atacado e no varejo. O prefeito disse também que a Albapetro de El Salvador deverá arrendar instalações para recebimento dos combustíveis.

A empresa não tem intenção de investir em infra-estrutura logística própria. Segundo analistas que conhecem os programas de venda de petróleo acertados pela PDVSA com países do Caribe, uma das dificuldades para colocá-los em operação está no fato de que os acordos são firmados com empresas estatais, as quais, muitas vezes, não têm estrutura logística para receber e movimentar os combustíveis a serem importados da Venezuela.

No Caribe, o programa com mais visibilidade é o com Cuba. A Venezuela acertou com o país de Fidel Castro, de quem Chávez se considera um herdeiro político, o fornecimento de 98 mil barris/dia de petróleo em condições preferenciais. A PDVSA também vai investir US$ 83 milhões na reabertura da refinaria de Cienfuegos. Em contrapartida, o governo cubano assessorou Chávez na implantação de programas chamados de missões, que incluem serviços de assistência médica, educação e alimentação em comunidades e periferias na Venezuela.



Fonte: Valor Econômico
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