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Bacia de Campos

Ícone da Petrobras extrai mais água que óleo

05/09/2012 | 15h12

 

O foco da Petrobras no pré-sal nos últimos anos fez a empresa deixar de investir em áreas importantes na bacia de Campos e deve levar à primeira queda de produção desde 2007.
Segundo especialistas, os investimentos na bacia de Campos poderiam ajudar a empresa a aumentar sua produção e, com isso, reduzir as perdas com importações de derivados de petróleo.
No segundo trimestre, a empresa registrou o primeiro prejuízo em 13 anos, de R$ 1,3 bilhão.
Símbolo da autossuficiência em 2006, a plataforma P-50 hoje produz mais água do que óleo. Inaugurada com pompa e circunstância pelo então presidente Lula na bacia de Campos, tem capacidade para 180 mil barris diários, mas extrai apenas 70 mil. O resto é água.
A "Folha" apurou que o mesmo ocorre em campos como Marlim, que produz 210 mil b/d contra o potencial de 600 mil b/d, e Roncador, que em 2009, no auge, produzia 460 mil b/d e em três anos caiu para 269 mil.
"O declínio foi muito rápido. A produção caiu 27% desde 2009. O auge durou muito pouco, não teve o acompanhamento necessário", disse uma fonte da indústria.
De acordo com o consultor Wagner Freire, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras (década de 1980), faltaram investimentos.
"É normal um grande volume de água no campo, por isso tem que investir para produzir o máximo possível de óleo. Mas a Petrobras investiu muito mal, o pré-sal não é essa maravilha toda".
Dados divulgados na terça-feira (4) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a produção do pré-sal atingiu 172,8 mil b/d de petróleo em julho, volume recorde, porém apenas 3% maior do que a melhor marca anterior, de dezembro de 2011.
O volume corresponde a menos de 10% da produção total de petróleo no Brasil, que em julho foi de 2,023 milhões b/d, 2,6% a menos do que há um ano.
Processo natural
A Petrobras confirmou que a produção da P-50 gira em torno dos 70 mil barris, mas disse que isso é parte do processo natural de produção.
"Os volumes produzidos de óleo e água variam ao longo do tempo, ficando a soma desses volumes limitada pela capacidade de projeto da plataforma".
"Os poços da P-50, atualmente, apresentam produção líquida de óleo próxima de 70 mil barris por dia, com permanente ação visando identificação de oportunidades que levem ao aumento da fração líquida de óleo produzida", afirmou em nota.

O foco da Petrobras no pré-sal nos últimos anos fez a empresa deixar de investir em áreas importantes na bacia de Campos e deve levar à primeira queda de produção desde 2007.


Segundo especialistas, os investimentos na bacia de Campos poderiam ajudar a empresa a aumentar sua produção e, com isso, reduzir as perdas com importações de derivados de petróleo.


No segundo trimestre, a empresa registrou o primeiro prejuízo em 13 anos, de R$ 1,3 bilhão.


Símbolo da autossuficiência em 2006, a plataforma P-50 hoje produz mais água do que óleo. Inaugurada com pompa e circunstância pelo então presidente Lula na bacia de Campos, tem capacidade para 180 mil barris diários, mas extrai apenas 70 mil. O resto é água.


A "Folha" apurou que o mesmo ocorre em campos como Marlim, que produz 210 mil b/d contra o potencial de 600 mil b/d, e Roncador, que em 2009, no auge, produzia 460 mil b/d e em três anos caiu para 269 mil.


"O declínio foi muito rápido. A produção caiu 27% desde 2009. O auge durou muito pouco, não teve o acompanhamento necessário", disse uma fonte da indústria.


De acordo com o consultor Wagner Freire, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras (década de 1980), faltaram investimentos.


"É normal um grande volume de água no campo, por isso tem que investir para produzir o máximo possível de óleo. Mas a Petrobras investiu muito mal, o pré-sal não é essa maravilha toda".


Dados divulgados na terça-feira (4) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a produção do pré-sal atingiu 172,8 mil b/d de petróleo em julho, volume recorde, porém apenas 3% maior do que a melhor marca anterior, de dezembro de 2011.


O volume corresponde a menos de 10% da produção total de petróleo no Brasil, que em julho foi de 2,023 milhões b/d, 2,6% a menos do que há um ano.



Processo natural


A Petrobras confirmou que a produção da P-50 gira em torno dos 70 mil barris, mas disse que isso é parte do processo natural de produção.


"Os volumes produzidos de óleo e água variam ao longo do tempo, ficando a soma desses volumes limitada pela capacidade de projeto da plataforma".


"Os poços da P-50, atualmente, apresentam produção líquida de óleo próxima de 70 mil barris por dia, com permanente ação visando identificação de oportunidades que levem ao aumento da fração líquida de óleo produzida", afirmou em nota.

 



Fonte: Folha de São Paulo
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