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Economia

Humor melhora, mas cenário não muda para a Petrobras

17/07/2012 | 14h50

 

O reajuste surpresa do diesel anunciado pela Petrobras no fim da semana passada - o segundo em menos de três semanas - trouxe certa animação ao mercado, embora não tenha sido suficiente para alterar de maneira significativa a avaliação de bancos e corretoras sobre as ações da empresa em um prazo mais longo.
A percepção geral é que começa a se construir uma imagem positiva do comando da companhia, que conseguiu um feito inédito junto ao governo: dois aumentos sucessivos de combustíveis em pouco tempo. "Ela [a presidente da companhia, Maria das Graças Foster] já tinha revisado para níveis mais realistas a expectativa de produção e agora conseguiu os reajustes, o que é muito importante", avalia Luiz Francisco Caetano, analista da corretora Planner Prosper.
Desde que o papel preferencial (PN, sem voto) atingiu o seu piso no ano, em 27 de junho, a alta foi de cerca de 11% até sexta-feira (13). No ano, contudo, as ações ainda perdem quase 7%. Um dos problemas, avalia o mercado, é que os aumentos não foram suficientes para eliminar a defasagem dos preços internos dos combustíveis em relação aos preços internacionais. Nas contas atualizadas pela Planner Prosper essa defasagem é de 13,9% para o diesel e de 14,1% para a gasolina. "E acho difícil um novo aumento da gasolina", afirma Caetano.
Em um prazo mais longo, dizem os especialistas, também sobram incertezas que fazem com que os dois recentes aumentos não tenham força suficiente para que as cotações do papel deslanchem.
Em relatório diário, a equipe do Santander reitera a visão cautelosa sobre o papel, baseada, dentre outros pontos, em nenhum crescimento da produção, capacidade limitada para reduzir custos-chave, como custos de extração, e níveis historicamente baixos de rentabilidade.
Analistas dos bancos Credit Suisse e Itaú BBA elogiaram o que entendem ser uma melhora da comunicação da Petrobras com o governo, mas chamam a atenção para problemas estruturais da companhia que ainda explicam parte da ainda pouca recuperação do valor de mercado da maior empresa aberta da América Latina.
Emerson Leite e André Sobreira, do Credit Suisse, avaliam que um conjunto de situações torna as ações da Petrobras mais caras quando comparadas com as de outras empresas globais do setor e, por isso, acham que um desconto considerável no preço ainda é necessário. Entre os fatores negativos apontados pelos analistas está o fato de a área de abastecimento (em que estão as novas refinarias e que também é responsável pelas importações de combustíveis) continuar a drenar os ganhos da companhia; da produção permanecer estável até 2014 (na melhor das hipóteses, segundo os analistas); e ao fato de o balanço continuar se deteriorando rapidamente.
O momento certo para voltar a comprar as ações? "Esta é uma pergunta difícil de responder, dado que o fluxo de caixa da Petrobras só se tornará positivo em 2016, o que significa que a criação de valor é de muito longa data", dizem os analistas do Credit Suisse. "Além disso, os fundamentos vão apenas realmente melhorar em 2014 (na melhor das hipóteses)".
Ainda assim, no consenso da "Bloomberg", o preço-alvo médio para o papel em doze meses é de R$ 29,82, o que representaria um espaço para valorização ao redor de 55%. Das 21 recomendações coletadas pela agência, 15 são de compra e outro seis de manutenção.
Caetano, da Planner Prosper, dá pistas sobre o aparente descasamento entre as avaliações de longo prazo e as recomendações. "Insistimos muito com nossos clientes que, embora haja uma melhoria de percepção sobre a direção da empresa, o crescimento de lucro deve ficar para 2014 ou até mesmo 2015", diz Caetano. A corretora Concórdia complementa: "Reiteramos nossa recomendação de compra para o papel somente para aqueles investidores com foco no longo prazo".
Ainda no setor de óleo e gás, o Deutsche Bank anunciou na segunda-feira (16) que revisou para baixo suas expectativas para OGX, de manutenção para a venda do papel. O preço-alvo foi reduzido para R$ 4,00, ante R$ 6,00 que era estabelecido como preço-alvo em relatório no início de julho.
O Deutsche também revisou as recomendações de alguns papéis do setor de construção civil, que sofrem bastante com aumento de custos e baixa rentabilidade. As ações da PDG e da Rossi foram rebaixadas de "comprar" para "manter". Na outra ponta, Helbor e MRV tiveram recomendação alteradas de "manter" para "comprar".

O reajuste surpresa do diesel anunciado pela Petrobras no fim da semana passada - o segundo em menos de três semanas - trouxe certa animação ao mercado, embora não tenha sido suficiente para alterar de maneira significativa a avaliação de bancos e corretoras sobre as ações da empresa em um prazo mais longo.


A percepção geral é que começa a se construir uma imagem positiva do comando da companhia, que conseguiu um feito inédito junto ao governo: dois aumentos sucessivos de combustíveis em pouco tempo. "Ela [a presidente da companhia, Maria das Graças Foster] já tinha revisado para níveis mais realistas a expectativa de produção e agora conseguiu os reajustes, o que é muito importante", avalia Luiz Francisco Caetano, analista da corretora Planner Prosper.


Desde que o papel preferencial (PN, sem voto) atingiu o seu piso no ano, em 27 de junho, a alta foi de cerca de 11% até sexta-feira (13). No ano, contudo, as ações ainda perdem quase 7%. Um dos problemas, avalia o mercado, é que os aumentos não foram suficientes para eliminar a defasagem dos preços internos dos combustíveis em relação aos preços internacionais. Nas contas atualizadas pela Planner Prosper essa defasagem é de 13,9% para o diesel e de 14,1% para a gasolina. "E acho difícil um novo aumento da gasolina", afirma Caetano.


Em um prazo mais longo, dizem os especialistas, também sobram incertezas que fazem com que os dois recentes aumentos não tenham força suficiente para que as cotações do papel deslanchem.


Em relatório diário, a equipe do Santander reitera a visão cautelosa sobre o papel, baseada, dentre outros pontos, em nenhum crescimento da produção, capacidade limitada para reduzir custos-chave, como custos de extração, e níveis historicamente baixos de rentabilidade.


Analistas dos bancos Credit Suisse e Itaú BBA elogiaram o que entendem ser uma melhora da comunicação da Petrobras com o governo, mas chamam a atenção para problemas estruturais da companhia que ainda explicam parte da ainda pouca recuperação do valor de mercado da maior empresa aberta da América Latina.


Emerson Leite e André Sobreira, do Credit Suisse, avaliam que um conjunto de situações torna as ações da Petrobras mais caras quando comparadas com as de outras empresas globais do setor e, por isso, acham que um desconto considerável no preço ainda é necessário. Entre os fatores negativos apontados pelos analistas está o fato de a área de abastecimento (em que estão as novas refinarias e que também é responsável pelas importações de combustíveis) continuar a drenar os ganhos da companhia; da produção permanecer estável até 2014 (na melhor das hipóteses, segundo os analistas); e ao fato de o balanço continuar se deteriorando rapidamente.


O momento certo para voltar a comprar as ações? "Esta é uma pergunta difícil de responder, dado que o fluxo de caixa da Petrobras só se tornará positivo em 2016, o que significa que a criação de valor é de muito longa data", dizem os analistas do Credit Suisse. "Além disso, os fundamentos vão apenas realmente melhorar em 2014 (na melhor das hipóteses)".


Ainda assim, no consenso da "Bloomberg", o preço-alvo médio para o papel em doze meses é de R$ 29,82, o que representaria um espaço para valorização ao redor de 55%. Das 21 recomendações coletadas pela agência, 15 são de compra e outro seis de manutenção.


Caetano, da Planner Prosper, dá pistas sobre o aparente descasamento entre as avaliações de longo prazo e as recomendações. "Insistimos muito com nossos clientes que, embora haja uma melhoria de percepção sobre a direção da empresa, o crescimento de lucro deve ficar para 2014 ou até mesmo 2015", diz Caetano. A corretora Concórdia complementa: "Reiteramos nossa recomendação de compra para o papel somente para aqueles investidores com foco no longo prazo".


Ainda no setor de óleo e gás, o Deutsche Bank anunciou na segunda-feira (16) que revisou para baixo suas expectativas para OGX, de manutenção para a venda do papel. O preço-alvo foi reduzido para R$ 4,00, ante R$ 6,00 que era estabelecido como preço-alvo em relatório no início de julho.


O Deutsche também revisou as recomendações de alguns papéis do setor de construção civil, que sofrem bastante com aumento de custos e baixa rentabilidade. As ações da PDG e da Rossi foram rebaixadas de "comprar" para "manter". Na outra ponta, Helbor e MRV tiveram recomendação alteradas de "manter" para "comprar".

 



Fonte: Valor Econômico
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