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América do Sul

Humala já questionou Petrobras sobre custos

02/06/2006 | 00h00

Mesmo com as dúvidas do período pré-eleitoral, a Petrobras vem ampliando investimentos no Peru. No dia 16, a companhia assinou um contrato para explorar uma nova área no norte do país, junto à fronteira com o Equador, onde haveria boas possibilidades de encontrar petróleo pesado.

O crescimento dos investimentos da Petrobras no país ocorre apesar da incerteza política e de pressões diretas do candidato nacionalista Ollanta Humala. O Valor apurou que Humala e membros de sua equipe se reuniram com executivos da Petrobras no Peru e questionaram o fato de a empresa extrair o petróleo do solo peruano a um custo supostamente baixo e vendê-lo a preço internacional. O esquema é o determinado pela legislação peruana.

Integrantes da equipe de Humala estimam que o custo de extração de petróleo no país seja de cerca de US$ 12 por barril. O valor de venda do produto varia de acordo com a qualidade do petróleo.

Sobre o preço de venda, a empresa tem de pagar um royalty que oscila entre 22% e 35%, dependendo do contrato, mais 30% de imposto sobre o lucro. Humala considera que o esquema é favorável demais às empresas e quer modificá-lo.

No mesmo dia da assinatura do novo contrato de exploração, Pedro Grijalba, o principal executivo da empresa no Peru, afirmou que prevê investir entre US$ 65 e US$ 70 milhões em prospecção de petróleo e gás até o final deste ano. O valor representa alta em relação aos US$ 50 milhões investidos no ano passado, segundo a empresa.

Sobre a incerteza gerada pelas eleições, Grijalba disse na época à agência "Reuters" que "o que estão tratando de obter os dois candidatos é uma melhor participação do Estado no negócio, que até é possível de conseguir". O Valor solicitou uma entrevista com o executivo, mas o pedido foi negado alegando problemas de agenda.

No total, a Petrobras opera seis campos de petróleo e gás em solo peruano, contando a nova área. O mais importante fica no norte do país e produz cerca de 13 mil barris de petróleo diários.



Fonte: Valor Econômico
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