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Pesquisa

Hoje são as maiores preocupações dos CEOs são riscos políticos, protecionismo e tecnologia

17/08/2017 | 13h32

A A.T. Kearney, consultoria de gestão de negócios, com mais de 90 anos de trajetória global e uma das 4 maiores do mundo acaba de divulgar a pesquisa Views from C-Suite 2017, organizada pelo GBPC – Global Business Politic Council.

De acordo com os resultados obtidos nas entrevistas, os executivos globais demonstram preocupação com uma variedade de riscos políticos. O ambiente geopolítico instável é o principal desafio que eles esperam enfrentar no ambiente externo. Na sequência, aparecem as taxas e políticas regulatórias piores – pelo segundo ano consecutivo, os entrevistados apontaram este como um dos maiores obstáculos.

Diretamente relacionadas, estão as políticas populistas que continuarão a ganhar força em democracias em todo o mundo ao longo do próximo ano, com previsão de queda no volume de transações globais devido a políticas protecionistas. Mais de dois terços dos participantes acreditam que este é um desafio premente, colocando as importações e exportações, uma das principais características da globalização, em risco com o crescimento do populismo e do protecionismo.

Também pelo segundo ano consecutivo, os participantes do C-Suite mantiveram o papel da tecnologia em foco, como prioridade para os próximos 12 meses, com destaque para os riscos em cibersegurança - 43% dos executivos apontaram como uma questão-chave para a estabilidade dos negócios. O que não é surpreendente, uma vez que 85% dos entrevistados acreditam que os ciberataques devem se tornar frequentes e onerosos. Além disso, 78% acreditam que avanços tecnológicos devem levar a um crescimento da produtividade global ainda em 2018.

“O destaque da tecnologia e do risco político nos resultados deste ano é impressionante. Tecnologia é vista como uma oportunidade chave para o crescimento dos negócios, bem como um desafio a ser enfrentado nos próximos meses”, afirma Esteban Bowles, sócio da A.T. Kearney. “Ao mesmo tempo, executivos globais estão prestando mais atenção às ações governamentais e identificando riscos derivados das tensões geopolíticas e mudanças domésticas em políticas regulatórias e de impostos”.

Ao todo, 69% dos executivos reportaram que políticas governamentais têm maior influência na tomada de decisões em suas companhias do que tiveram nos últimos anos. Como resultado, mais de 90% consideram aplicar mudanças em suas estruturas internacionais e de supply chain devido ao atual ambiente político e econômico. Além disso, quase todos os executivos afirmam dar maior importância à implantação de técnicas de previsão e planejamento estratégico para gerenciar riscos e se adaptar ao momento disruptivo atual.

“No Brasil, essa tendência se replica. Os CEOs tomam decisões buscando a reinserção do país na economia global e o aumento da produtividade. E, para isso, é necessário atingir a estabilidade política com andamento das reformas, simplificação tributária e mais investimentos em infraestrutura”, acrescenta Bowles.

O Global Business Policy Council oferece recomendações para os negócios que buscam maneiras de evoluir no atual ambiente de negócios. Dentre os principais insights captados na pesquisa deste ano, estão:

· Melhorar defesas e protocolos de cibersegurança – os recentes ciberataques demonstraram o aumento da efetividade das ações dos hackers. Neste cenário, os executivos consultados na pesquisa acreditam que a frequência dos mesmos deve aumentar consideravelmente ao longo do próximo ano.

· Monitorar de forma ativa os riscos políticos – gerenciar de maneira efetiva os riscos políticos em países emergentes e desenvolvidos exige mais do que atenção à sua ocorrência ou probabilidade. Executivos devem investir no monitoramento ativo de tais riscos e no desenvolvimento de relações governamentais favoráveis em mercados chave, para mitigar o surgimento de políticas negativas e apoiar o desenvolvimento de medidas favoráveis ao ambiente de negócios.

· Utilizar previsão estratégica para estar à frente das tendências – os executivos capazes de identificar de maneira correta as tendências emergentes, estão em melhor posição para resistir no atual ambiente global. Incorporar metodologias de previsão estratégica nos processos de planejamento deve capacitar os executivos para conquistar posições diferenciadas e estratégicas.

· Avaliar a estratégia de globalização – a adoção de estratégias apropriadas de expansão e atuação no ambiente global dependerá das tensões geopolíticas e como a tendência dos movimentos antiglobalização devem afetar a presença internacional, supply chain e modelo de negócios de cada empresa. Os executivos deverão considerar cuidadosamente suas opções para mitigar riscos atuais e futuros nesta nova etapa da globalização.

Sobre a A.T. Kearney - A A.T. Kearney é uma consultoria global líder em gestão de negócios, com 91 anos de operação e atuação em mais de 40 países. É uma empresa dirigida por seus sócios, comprometidos em ajudar os clientes e gerar impactos imediatos, aumentando as vantagens competitivas em seus desafios mais críticos.

O foco da consultoria é atuar como parceira estratégica na obtenção de benefícios reais em projetos de curto e longo prazos. Os diferenciais da A.T. Kearney são ampla escala global, diversidade de recursos e excelência em todos os processos.

A A.T. Kearney possui uma cultura distinta que transcende as fronteiras organizacionais e geográficas. Não importa qual a localização ou posição, todos os consultores da A.T. Kearney são visionários, acessíveis e apaixonados por projetos inovadores.



Fonte: Redação/Assessoria
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