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IHA 2011

Hidreletricidade continuará sendo prioritária no Brasil

15/06/2011 | 17h47

A expansão do setor elétrico brasileiro nos próximos anos se dará com prioridade para as energias renováveis e, dentre elas, a hidreletricidade, garantiram as autoridades brasileiras que participaram nesta manhã de quarta-feira (15) da abertura do Congresso Mundial de Hidreletricidade, em Foz do Iguaçu. O evento é promovido pela Associação Internacional de Hidreletricidade (IHA, em inglês) e pela Itaipu e se estenderá até sexta-feira (17).



O evento reúne cerca de 300 pessoas de 68 países. A sessão de abertura prestigiou a participação brasileira. Conduzida pelo presidente do IHA, Refaat Abdel-Malek, a sessão contou com a presença do secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Miguel Samek, e dos presidentes das empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Tractebel e Odebrecht.



Conforme Zimmermann, o Brasil é privilegiado por uma diversidade hidrológica que, aliada à integração do sistema elétrico, permite regular a produção de energia de acordo com a distribuição de chuvas ao longo de todo o território nacional. “Isso proporciona uma segurança energética muito grande. E será possível ampliar essa condição ainda mais com novos projetos binacionais e com a integração energética da América do Sul”, afirmou.



Com uma malha de transmissão de mais de 100 mil quilômetros de linhas, o sistema elétrico brasileiro depende em cerca de 90% da produção de hidrelétricas e precisa agregar cerca de 6.500 megawatts de potência instalada por ano ao seu parque gerador (o que equivale a praticamente uma nova Itaipu a cada dois anos) para sustentar as atuais taxas de crescimento econômico. E apenas 30% do potencial hidráulico do País foi aproveitado até o momento. Porém, 70% do potencial que ainda pode ser utilizado está na Amazônia, a região mais sensível do Brasil em termos ambientais e sociais.
 


“No entanto, uma hidrelétrica, se tomados os devidos cuidados em todas as fases de seu projeto, pode ser um vetor de preservação ambiental. Os novos projetos hidrelétricos na Amazônia levam isso em consideração abrangendo, por exemplo, a preservação de vastas porções de florestas antes ameaçadas pelo desmatamento, ou ainda o tratamento de esgoto e de água em todas as comunidades do entorno, onde hoje apenas 5% dos cidadãos têm saneamento básico”, afirmou Tolmasquim.


Carvalho Neto, da Eletrobrás, destacou o exemplo das hidrelétricas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), em que foram capacitados cerca de 40 mil trabalhadores (80% deles da própria região). “O sucesso dos empreendimentos hidrelétricos deve ser revertido para o desenvolvimento local”, afirmou o presidente.


O presidente do IHA destacou o exemplo de Itaipu em relação ao papel de uma hidrelétrica como promotora de desenvolvimento social, envolvimento com a comunidade, integração regional e preservação do meio ambiente. Alguns dos projetos da binacional, inclusive, serviram como referência para os novos projetos amazônicos, como o Canal da Piracema, que permite a passagem de peixes migratórios, e que foi replicado em Santo Antônio e Jirau. “Itaipu é, sem dúvida, um modelo. E, depois de conhecermos de perto esta usina, vamos visitar também as obras em curso na Amazônia”, garantiu Abdel-Malek.


Apesar de se tratar de um congresso de hidreletricidade, Zimmermann e Tolmasquim aproveitaram para destacar os avanços do Brasil na geração de energia eólica. Enquanto diversos países do mundo estão viabilizando essa renovável com subsídios, o País adotou um modelo bem-sucedido baseado em leilões. “Prova do sucesso desse modelo é que a quantidade de projetos em energia eólica no país já soma mais de 10.000 megawatts”, garantiu Zimmermann.


Dentro da principal temática do Congresso da IHA 2011, que é a sustentabilidade, será lançado nesta quinta-feira (16), o Protocolo de Avaliação de Sustentabilidade da Hidreletricidade. O documento é resultado de três anos de pesquisas e discussões, que incluíram não apenas contribuições do setor hidrelétrico, mas também o ponto de vista da sociedade civil, com destaque para a participação das ONGs WWF, The Nature Conservancy e IUCN.


Fonte: Redação
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