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Belo Monte

Hidrelétrica de Belo Monte busca preço maior no mercado livre de energia, diz fonte

17/07/2017 | 17h03

A hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, conseguiu reduzir contratos de venda de sua produção fechados com distribuidoras de eletricidade e revender a energia a preços maiores, o que gera ganhos relevantes para a Norte Energia, empresa controladora do empreendimento, disse à Reuters nesta sexta-feira uma fonte com conhecimento direto do assunto.

A manobra aproveita um cenário de sobra de energia nas distribuidoras em meio à crise econômica do Brasil e o aquecimento do mercado livre de eletricidade, onde grandes consumidores podem fechar contratos de energia com geradores ou comercializadoras.

Orçada em mais de 30 bilhões de reais, Belo Monte tem como principais acionistas as elétricas Eletrobras, Neoenergia, Cemig e Light, além da Vale e dos fundos de pensão Petros e Funcef.

De acordo com a fonte, Belo Monte negociou uma redução em cerca de 1.100 megawatts em seus contratos de venda de energia às distribuidoras, fechados ainda no leilão da concessão da hidrelétrica, em 2010.

A oferta total de energia de Belo Monte é de 4.571 megawatts médios. A redução parcial nos contratos é válida para o período de julho a dezembro deste ano.

Parte da energia liberada com a manobra foi revendida em leilões realizados pela Norte Energia no mercado livre de eletricidade, a preços maiores.

Belo Monte, que teve uma das menores tarifas da história dos leilões realizados pelo governo para contratar novas usinas, negociou a energia com as distribuidoras a um preço atualizado pela inflação de 122 reais.

Nos leilões no mercado livre, a usina conseguiu revender a energia descontratada a cerca de 180 reais, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato. "Foi um sucesso, foi muito bom para Belo Monte", afirmou.

A fonte não quis revelar quanto dos 1.100 megawatts descontratados já foram revendidos por Belo Monte no mercado livre.

Mas uma parte da energia ainda não foi negociada e deve ser usada pela Norte Energia como uma proteção contra eventuais perdas com a uma menor geração esperada nas hidrelétricas brasileiras neste ano devido a chuvas desfavoráveis, o chamado "risco hidrológico", conhecido no setor elétrico pelo nome técnico de "GSF".

A redução dos contratos com as distribuidoras entre julho e dezembro foi realizada por Belo Monte em meio a um mecanismo para descontratações operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A ideia do mecanismo, chamado de MCSD, é permitir acordos bilaterais entre as distribuidoras e donos de usinas para reduzir contratos devido à queda na demanda por eletricidade no Brasil em 2015 e 2016.

"Essa sobra de energia é vendida no mercado livre e proporciona um ganho para quem consegue essa descontratação. O único objetivo para um gerador promover essa renegociação é porque ele consegue vender no mercado livre a um preço maior", disse à Reuters o presidente da comercializadora América Energia, Andrew Frank.

Ele estimou que se Belo Monte revender toda a energia que foi descontratada para este ano, a um preço de 180 reais, a operação geraria ganhos de mais de 260 milhões de reais.

A CCEE divulgou nesta sexta-feira os resultados preliminares da última rodada de descontratações realizada entre os agentes do mercado, mas apenas empresas participantes puderam ver os números. Os resultados definitivos serão anunciados em 24 de julho.



Fonte: Reuters, 17/07/2017
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