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Líbia

Guerra gera incerteza sobre quem vende o petróleo líbio

31/03/2011 | 10h07
Cidades ricas em petróleo da Líbia, que foram tomadas pelos rebeldes, estão vendo seus clientes sumirem. Importadores tradicionais puseram os negócios em banho maria porque não estão seguros em como operar em um ambiente de guerra e por receio de que seus negócios possam ser contestados judicialmente.
 

O governo do Qatar chegou a prometer, segundo um destacado líder rebelde líbio, que venderia o petróleo produzido nos campos da região leste da Líbia, que não estão mais sob o controle de Gadafi. Os EUA também fizeram promessas: disseram que o petróleo que vier a ser vendido pelos rebeldes líbios não estarão sujeitos às sanções americanas se os barris não passarem por instituições vinculadas ao ditador. Mas os importadores parecem estar fugindo do petróleo líbio - não só do produzido nas áreas controladas pelos rebeldes mas também o proveniente dos campos sob o governo.
 

"Há cerca de 10 ou 12 dias, não há nenhum embarque de petróleo da Líbia", disse uma fonte do setor de transporte marítimo. "Ninguém neste momento está fazendo encomendas à Líbia." Outra fonte acrescenta: "Esqueça o comércio com a Líbia por um tempo, há uma guerra lá".
 

Antes que o país mergulhasse numa crise política e em confrontos internos, a produção diária de petróleo era de 1,6 milhão de barris por dia - ou quase 2% da produção mundial. A Líbia era o terceiro maior produtor da África.
 

Ontem o governo ameaçou processar companhias estrangeiras que fechem contratos de compra de petróleo com os rebeldes. O alerta tende a afastar ainda mais as petroleiras das áreas tomadas por grupos anti-Gadafi e que cujos grupos planejam usar os recursos da venda do óleo para financiar sua luta contra o governo.
 

"A Corporação Nacional do Petróleo é a entidades autorizada por lei a lidar com compradores externos. Devido à importância estratégica desses produtos - petróleo e gás - em nível internacional, nenhum país pode fazer negócios com gangues armadas", disse o governo por meio da um comunicado. "O Estado líbio vai processar qualquer empresa que fechar acordos referentes ao petróleo líbio com entes que não sejam a Corporação Nacional de Petróleo."
 

A consultoria Medley Global Advisors recomendou a seus clientes que não comprem petróleo dos rebeldes. "A venda de petróleo na região leste [onde os rebeldes têm maior controle] poderá ser visto por Trípoli com roubo", segundo diplomatas ocidentais, escreveu John van Schaik, analista de petróleo da Medley em Nova York. A empresa orienta as decisões de hedge funds e bancos. "Os rebeldes não tem a posse legal sobre o petróleo, que formalmente pertence à [estatal de petróleo da] Líbia", disse ele.
 

Segundo John Drake, consultor da empresa de segurança AKE, além das eventuais questões legais, há também entre as empresas preocupações sobre as implicações do desenrolar da guerra para o comércio. "É provável que as empresas e as organizações fiquem temerosas em fazer negócios com um lado ou com outro enquanto a situação permanecer indefinida", disse Drake. "Se você estabelece uma parceria com um lado, provavelmente fechando as portas para a possibilidade de futuros negócios com o outro lado. Por isso, muitas empresas não vão querer se comprometer enquanto as incertezas a situação permanecerem".


Fonte: Valor Econômico
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