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Converteam

Grupo Francês muda estratégia e foca em petróleo e gás

01/09/2008 | 05h05

O grupo francês Converteam, um dos maiores fabricantes de sistemas elétricos e de automação do mundo, redefiniu a sua estratégia para o mercado brasileiro, de olho nas promissoras oportunidades que devem surgir da exploração das reservas de petróleo localizadas na camada do pré-sal e nas perspectivas de expansão do parque gerador nacional. O plano é fortalecer a atuação nos segmentos de óleo e gás e de energia, ainda pouco expressivos nos negócios de sua filial no país.

 

"Está na hora certa de atuar de maneira mais agressiva nesses mercados, que têm grande potencial de crescimento", afirma Raimundo Vasconcelos, diretor comercial da unidade brasileira da Converteam, sediada em Belo Horizonte. No ano passado, a empresa firmou ordens de serviços de 42 milhões de euros no Brasil, sendo que 87% das encomendas foram originadas nos segmentos de siderurgia (65%), mineração (12%) e pós-venda (10%).


A área de óleo e gás respondeu por apenas 3% e a de energia foi menor ainda, ficando incluída nos contratos fechados com outros diversos setores, como os de tratamento de água e de produção sucroalcooleira, que tiveram participação conjunta de 10%.

 

Os planos de crescimento são mais ambiciosos para o setor de óleo e gás. A meta é aumentar para 12% a contribuição desse segmento nos negócios da Converteam no país. Além disso, a filial brasileira mudará a sua forma de atuação, que hoje é voltada a dar suporte ao atendimento feito diretamente pela unidade de Rugby (Inglaterra), responsável pelo desenvolvimento de projetos mundiais no setor petrolífero.

 

"Deixaremos de prestar apenas serviços de suporte, para fornecer diretamente sistemas elétricos e de automação para plataformas, refinarias e gasodutos", diz Vasconcelos. Esses equipamentos - como inversores, painéis de controle e motores de média e baixa tensão - são produzidos na fábrica da empresa sediada em Betim (MG).


No Brasil, a Converteam conta com escritórios no Rio de Janeiro e no Espírito Santo e mantém uma equipe de desenvolvimento de projetos. Do total de engenheiros do grupo no mundo, cerca de 3% deles estão no país.

 

"Temos referências internacionais que nos habilitam a disputar mais agressivamente os negócios de óleo e gás no Brasil", comenta Vasconcelos. Além da Petrobras, a empresa atende, na área de produção, companhias como a Total, Abu Dhabi Company, Statoil e Hamilton Oil. Em gás, a Convertaem tem entre seus clientes a Gaz de France, Shell e Thyssen.

 

No segmento de energia, a estratégia da Converteam para o Brasil será diferente e contempla, num primeiro momento, a importação de equipamentos para a expansão de mercado, como os de energia eólica e co-geração. "Temos vendas robustas lá fora, mas apenas esporádicas no Brasil", afirma Vasconcelos.


Em produção de energia eólica, por exemplo, a Converteam já conta com mais de três mil sistemas em operação, em projetos envolvendo GE, Siemens, DongFang e Multibrid.

 

Mas os planos de crescimento em óleo e gás e em energia não significam que a Converteam vai descuidar dos segmentos de mineração e aço. "Vamos continuar participando ativamente desses negócios, que passam por um ciclo bastante vigoroso", afirma o diretor comercial do grupo no Brasil. A empresa acabou de firmar contrato, avaliado em 10 milhões, para a modernização do sistema de automação do laminador de tiras a quente (LTQ) da Usiminas.


No ano passado, foi a empresa que também reestruturou a segunda linha de tesoura, responsável pelo corte do aço, e da laminação de chapas grossas da usina de Ipatinga (MG).

 

O bom momento vivido pelos setores de mineração e siderurgia vai contribuir para impulsionar os resultados da filial brasileira. A expectativa é de que as encomendas fechem o ano em 60 milhões de euros, 43% acima do valor dos contratos de 2007.


As vendas, por sua vez, deverão ter incremento bem mais expressivo, de 73%, passando de 26 milhões de euros para 45 milhões de euros.

 

A Converteam surgiu a partir da aquisição da divisão de equipamentos e sistemas de conversão de energia da Alstom, a Alstom Power Conversion (APC), pelo Barclays Private Equity em 2005. Com unidades distribuídas por 14 países (França, Alemanha, Inglaterra, Escócia, Áustria, Estados Unidos, Canadá, Brasil, China, Índia, Abu Dhabi, Coréia do Sul, Rússia e Cingapura), a Converteam encerrou 2007 com encomendas totais de 1,4 bilhão de euros e vendas de 875 milhões de euros.


O maior mercado da empresa no ano passado foi o de metalurgia (aço e alumínio, principalmente), responsável por 23% dos contratos.



Fonte: Valor Econômico
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